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sábado, 19 de janeiro de 2013

ARTE ISLÂMICA - 10/10


É uma das minhas peças preferidas da arte islâmica. Falo do célebre Alcorão Azul. Foi escrito na Tunísia em finais do século IX ou nos inícios do século X d.C. Pergaminho tintado com indigo e preenchido com um cúfico muito bonito. As folhas foram separadas durante o período otomano, pelo que há fragmentos deste Alcorão em diversos locais. Designadamente no Museu de Raqqada ou no Metropolitan, em Nova Iorque.

Ouro e azul combinam-se, desde há milénios. Na arte egípcia, nos mosaicos bizantinos, nos tetos das catedrais medievais. A palavra de Deus só pode ser escrita em letras douradas, terá pensado quem encomendou esta preciosidade. Nothing gold can stay? Talvez não seja bem assim.




Nothing Gold Can Stay

Nature's first green is gold,

Her hardest hue to hold.

Her early leaf's a flower;

But only so an hour.

Then leaf subsides to leaf.

So Eden sank to grief,

So dawn goes down to day.

Nothing gold can stay.

Robert Frost (1874-1963)


Por
Santiago Macias
in
Avenida da Salúquia 34



Fotografia

foto: Lauren Bentley
Publicado por João Espinho
in

sábado, 15 de dezembro de 2012

MARIA, MÃE DE MEILO

A ara não estava no sítio de origem. Devia, aliás, estar muito longe do sítio de origem. Foi reutilizada na esquina de uma rua do período almóada. A qual só foi identificada, quase por acaso, no castelo de Moura, durante os trabalhos de acompanhamento dirigidos pelo José Gonçalo. E mais tarde também pela Vanessa Gaspar e pelo autor do blogue. Um ano depois foi retirada do local (a ara, bem entendido, não a rua), tendo recolhido às instalações do Museu Municipal.
Prepara-se neste momento a publicação. O estudo e a leitura da peça estão a ser dirigidos por José d'Encarnação (who else?). O que se pode avançar? Que a peça é da segunda metade do séc. I e que foi dedicada por um liberto, Meilo, à memória de sua mãe, Maria. Gente da nossa cidade. De há quase 2000 anos.
 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

avenida da salúquia 34 fez 4 anos

PARABÉNS PELO TRABALHO SANTIAGO

QUATRO ANOS MAIS TARDE

E vão quatro anos de blogue. Vamos a contas.

Visitas :
84.400 - 1º ano
111.330 - 2º ano
105.300 - 3º ano
121.598 - 4º ano - total: 422.628 (média diária - 289)

Posts
584 - 1º ano
558 - 2º ano
566 - 3º ano
598 - 4º ano - total: 2306

eguidores:
46 - 1º ano
42 - 2º ano
34 - 3º ano
18 - 4º ano - total: 140

133 países (mais 13 territórios) de cinco continentes:
43 - Europa
36 - Ásia
30 - África
21 - América
3 - Oceânia

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

As Torres de Falcões


De acordo com a tradição dos frades franciscanos, os jardins do Convento constituem um verdadeiro paraíso para a vida selvagem.
 
Através de fundos angariados pela Birding Company, pela Quercus, pelo Parque Natural do Guadiana e pela organização europeia LIFE, o Convento tem conseguido aumentar com sucesso uma enorme variedade de espécies de aves, tanto nos jardins como nos terrenos em volta. Dada a notável diversidade de fauna e flora, o Convento é reconhecido como um destino referenciado de ecoturismo.
As espécies mais encontradas são: melharucos ou abelhudos, pica - peixes ou guarda-rios, poupas, pardais espanhóis, pombos de asa azul, orióis dourados ou papa –figos - reais, cegonhas brancas, gralhas e falcões naumanni. O projecto que se destinou a proteger os falcões naumanni foi feito com sucesso.
 
Os visitantes podem fazer visitas diurnas a estes locais ou mesmo pernoitar. As visitas são pagas. Consulte também alogamento.
 
Desde 1985 um projecto de protecção e de ajuda a falcões naumanni tem lugar no Convento. A população destes pequenos falcões tem vindo a diminuir em toda a Europa. Uma vez que esta espécie rareia em Portugal, agora a única população com número significativo é a de Mértola.
 
A maior parte do trabalho tem consistido em providenciar ninhos para as aves.
 
As aves voltam em Março, pois emigram, durante o Inverno, para a zona sul do Sahara em África. Construíram-se, assim, as torres dos falcões, uma ideia de Zwanikken, que vê nestas torres umas “Esculturas Vivas”. Os números falam por si, já que anteriormente pequenos pares formam agora uma colónia de 65 pares.
 
O projecto foi tão bem sucedido que proporcionou ao Convento angariar mais fundos de várias associações ambientais.
 
Um nova estratégia para redesenhar estes locais começou em 2005 com a ajuda de peritos e de dinheiro vindos da LPN ( Liga de Protecção da Natureza ). O que se coadunou com a estratégia já iniciada em 2002 para salvar os falcões naumanni.
 
Os terrenos do Convento têm pontos observatórios de aves, o que permite aos amantes da observação de aves apreciarem aqui várias espécies. Estas visitas são possíveis, no entanto os potenciais visitantes devem telefonar com antecedência.
 

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

E AGORA, TAVIRA

 
Se outro mérito não tiver, há um que posso reclamar para esta exposição: tem provocado reações. Muito boas, más, assim-assim, simpáticas, desdenhosas, tem havido de tudo. Desde o "é uma síntese excecional sobre uma vila no período islâmico" até ao "é só isto? ganda treta...".

Agora, é a vez de Tavira. Depois de um périplo que já incluiu Lisboa (Castelo de S. Jorge e Fundação Millenniumbcp), Alcobaça (Armazém das Artes), Cascais (Centro Cultural), Silves (Museu Municipal de Arqueologia), Mértola (Casa Amarela), Évora (Grupo Pró-Évora), Santo Amador (Centro Cultural), Tlemcen (Palais de la Culture) e Argel (Musée National des Antiquités et des Arts Islamiques) é agora a vez de regressar ao Algarve. De 13 de novembro a 27 de abril de 2013, a minha exposição Mértola - o último porto do Mediterrâneo estará patente ao público no Museu Islâmico. A Câmara Muncipal de Tavira deu à iniciativa um simpático destaque. Devo/devemos esta oportunidade à generosidade da autarquia e ao empenho e solidariedade de duas colegas, Jaquelina Covaneiro e Sandra Cavaco.

Amanhã, às 11 horas, é tempo de estar em Tavira.

Por Santiago Macias
in
avenida da salúquia 34

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bloco, Campo Arqueológico, Cláudio Torres, Santiago Macias, repetição




De Beja a caravana bloquista ruma a Mértola onde, às 16 horas, na Biblioteca do Centro de Estudos Islâmicos, decorrerá o lançamento do livro de Francisco Louçã: "Portugal Agrilhoado - A economia cruel na era do FMI".

O anúncio refere-se a uma iniciativa partidária que vai ter lugar nas instalações do Campo Arqueológico de Mértola. Ao contrário do que aconteceu em 2009 (ver aqui), desta vez o livro nada tem a ver com o Mediterrâneo. A menos que esta obra seja a primeira parte de uma obra mais vasta, ao estilo O Mediterrâneo e o mundo mediterrânico na época de Francisco Louçã...

Sendo repetitivo, aqui vai o texto que publiquei neste blog no dia 21.5.2009:

(...) faço questão em me demarcar, enquanto investigador e membro da Direcção do Campo Arqueológico de Mértola, desta e doutras iniciativas do mesmo género, previstas ou a programar no CAM.


Por
Santiago Macias in
Avenida da saluquia34



sexta-feira, 18 de março de 2011

ARTE BIZANTINA NO OCIDENTE MEDITERRÂNICO


"Uma explicação cabal para tão invulgar e luxuoso projecto reside na riqueza mineira da região e na tomada do poder na cidade por uma burguesia que tomou nas suas mãos a gestão desses recursos. Importa também sublinhar a importância das comunidades orientais nas cidades do sul. A epigrafia tem dado, a esse propósito, um contributo inestimável, permitindo‑nos estabelecer ligações entre Mértola e grupos de mercadores que usavam o grego como língua de comunicação. As relações de Mértola com o mundo bizantino terão sido incrementadas por esses contactos e contribuiram para incluir a cidade no circuito de produção artística daquele tempo. O caminho de Oriente para Ocidente percorrido pelos mosaistas que trabalhar no complexo religioso da área palatina não teria sido possível sem esse ambiente de contactos e de relações. Sobretudo, nada teria sido possível sem o impulso do comércio e sem o papel decisivo que os mercadores tiveram. "

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É este o último parágrafo do livrinho Mosaicos de Mértola: arte bizantina no ocidente mediterrânico, do qual sou autor e que a Câmara Municipal de Mértola decidiu editar. A apresentação pública é no dia 24 de Março, pelas 18 horas, no salão nobre da Câmara Municipal.
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Volto a uma casa que é a minha (sou funcionário daquela autarquia desde 12.6.1992) e onde fiz a parte mais importante da minha carreira profissional. E com a qual tenho sempre prazer em colaborar.
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A iniciativa, integrada no programa Lembrar Serrão Martins, conta com a colaboração do Campo Arqueológico de Mértola. E, convirá dizê-lo, faz parte do meu projeto de trabalho para a Universidade de Coimbra no âmbito do Ciência 2008.


Por
Santiago Macias
in
Avenida da Salúquia 34

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um bom motivo para passar pela Biblioteca

VARGAS LLOSA, Mário
O sonho do celta. Lisboa: Quetzal, 2010
Primeiro romance publicado depois de receber o Nobel da Literatura, O Sonho do Celta relata a trajectória extraordinária de um homem invulgar, nos inícios do século XX; o diplomata e humanista inglês Roger Casement.
Cônsul inglês em África e, posteriormente, na América do sul, Casement mostrou-se um defensor dos direitos humanos, através das denúncias que fazia das atrocidades do regime colonial.
Abandonando a diplomacia britânica, alia-se à causa da independência da Irlanda, de onde é originário. Acaba julgado como traidor e sentenciado à morte.
“De certa maneira, o livro de Llosa é, também, uma viagem ao Coração das Trevas de África, da América e do género humano. É um belíssimo livro sobre a desumanidade e a procura de justiça” Francisco José Viegas (www.dnoticias.pt)

Para mais informações clique aqui:
Paisagens da Crítica
aqui
Ciberescritas
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ipsilon.publico