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sexta-feira, 18 de março de 2011

ARTE BIZANTINA NO OCIDENTE MEDITERRÂNICO


"Uma explicação cabal para tão invulgar e luxuoso projecto reside na riqueza mineira da região e na tomada do poder na cidade por uma burguesia que tomou nas suas mãos a gestão desses recursos. Importa também sublinhar a importância das comunidades orientais nas cidades do sul. A epigrafia tem dado, a esse propósito, um contributo inestimável, permitindo‑nos estabelecer ligações entre Mértola e grupos de mercadores que usavam o grego como língua de comunicação. As relações de Mértola com o mundo bizantino terão sido incrementadas por esses contactos e contribuiram para incluir a cidade no circuito de produção artística daquele tempo. O caminho de Oriente para Ocidente percorrido pelos mosaistas que trabalhar no complexo religioso da área palatina não teria sido possível sem esse ambiente de contactos e de relações. Sobretudo, nada teria sido possível sem o impulso do comércio e sem o papel decisivo que os mercadores tiveram. "

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É este o último parágrafo do livrinho Mosaicos de Mértola: arte bizantina no ocidente mediterrânico, do qual sou autor e que a Câmara Municipal de Mértola decidiu editar. A apresentação pública é no dia 24 de Março, pelas 18 horas, no salão nobre da Câmara Municipal.
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Volto a uma casa que é a minha (sou funcionário daquela autarquia desde 12.6.1992) e onde fiz a parte mais importante da minha carreira profissional. E com a qual tenho sempre prazer em colaborar.
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A iniciativa, integrada no programa Lembrar Serrão Martins, conta com a colaboração do Campo Arqueológico de Mértola. E, convirá dizê-lo, faz parte do meu projeto de trabalho para a Universidade de Coimbra no âmbito do Ciência 2008.


Por
Santiago Macias
in
Avenida da Salúquia 34

1 comentário:

  1. Obrigado Santiago pela sua franqueza.Obrigado por desde a primeira hora a colaborar com a Autarquia, mas todos sabendo que esta não era a equipa que apoiou.Mas contra a corrente pensando coma sua cabeça, vai aparecendo em todas iniciativas culturais da Autarquia que não se resumem apenas às ligadas ao património histórico. Sei que não comparece mais vezes pois é autarca em Moura e tem os sues compromissos.Mas por vezes entristece quando algém reclama por mais cultura e deita fora as oportunidades que por Mértola vão passando. Teatro,tertulias, diversas exposições, cantares populares e poesia de alta qualidade como ontem assistimos no Cine Teatro.
    E às vezes questiono-me que afinal o que algumas pessoas chamam cultura, é aquilo a que corresponde a sua ideologia politica. É pena perderem estes momentos, mas quem lá vai, vem mais rico.Já agora agradecer à Biblioteca Municipal na pessoa da Dra Isabel, que teve bom gosto nos artistas que escolheu.
    Santiago sei que é do coração quando diz que a casa é sua, mas deixe lá que diga que volta "à nossa" casa. Um abraça e tá quinta.

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