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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Olimpíadas mais caras de sempre arrancam em Sochi

 
 
A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, que decorrem em Sochi, marca hoje o arranque oficial do mais importante evento realizado na Rússia desde o desmembramento da União Soviética, em 1991, tendo sido investidos 37 mil milhões de euros.
Apesar de a chegada a Sochi na quarta-feira ter sido acompanhada por manifestações em várias cidades estrangeiras e em São Petersburgo contra a lei antigay, a tocha olímpica termina hoje o seu périplo no novíssimo estádio Fisht, palco da cerimónia de abertura, à beira do Mar Negro, onde a chama ficará acesa até 23 de fevereiro.
Sob fortes medidas de segurança, que envolvem 100 mil militares, os Jogos de Sochi terão uma participação recorde de 88 países, incluindo Portugal, que leva pela primeira vez dois atletas, os lusodescendentes Camille Dias, de 17 anos, e Arthur Hanse, de 20 anos, o porta-estandarte na pequena delegação na cerimónia de abertura.
Ambos vão participar em slalom e slalom gigante, provas de esqui alpino, que é uma das 15 disciplinas que em Sochi vão distribuir 98 títulos ao longo da quinzena olímpica, para a qual se qualificaram cerca de 2.800 atletas.
A cerimónia de abertura está agendada para as 20h (16h de Lisboa), mas na quinta-feira já decorreram as primeiras eliminatórias de slopestyle de snowboard, de esqui acrobático feminino e de patinagem artística por equipas.

Jogos Olímpicos mais caros de sempre

Uma olimpíada com uma tocha enviada ao Polo Norte e ao espaço, uma estrada pavimentada com “ouro e caviar” – nas palavras de um crítico – com contratos exorbitantes executados por amigos do presidente e um estádio para 40 mil pessoas que será usado apenas duas vezes (nas cerimónias de abertura e encerramento).
Essas são algumas das peculiaridades dos Jogos de Inverno de Sochi, que estão a ser chamados de a “Olimpíada mais cara da história”. O orçamento não-oficial dos Jogos, de 50 mil milhões de dólares (37 mil milhões de euros), seria suficiente para financiar todas as obras somadas do Mundial de Futebol de 2014 e dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
O governo russo afirma que o orçamento oficial é de sete mil milhões de dólares - levando em conta apenas as obras diretamente ligadas aos Jogos. Mas o governo reconhece que foram gastos os 50 mil milhões de dólares – quando somados todos os investimentos em infraestrutura na rica região de Sochi, no sul da Rússia.
No entanto, os responsáveis não se livraram de acusações de corrupção e críticas aos efeitos ambientais das obras em Sochi, que a poucos dias do início dos Jogos Olímpicos apresentava uma série de deficiências em espaços públicos e de alojamento.

Polémica gay

A mais cara edição de Jogos Olímpicos começa, também, sob o signo dos protestos, sobretudo contra a lei aprovada pelo presidente Vladimir Putin em junho que proíbe e pune a “propaganda” de homossexualidade perante menores e que motivou variadas tomadas de posição internacionais e ameaças de boicote institucionais.
Uma entidade canadiana para a Diversidade e Inclusão lançou uma campanha de alerta para o assunto, que com uma boa dose de humor pede ao governo russo para deixar cair as medidas antigay.
 
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Câmara de Mértola “satisfeita” com conversão do tribunal e regime de excepção

 
O novo diploma regulamentar da Reorganização Judiciária foi aprovado em Conselho de Ministros.
O Governo vai fechar 20 tribunais e converter 27 em secções de proximidade. Em Mértola o tribunal é convertido numa secção de proximidade. A secção da vila Museu é uma das 9 que terá um regime especial que permitirá realizar julgamentos.
Jorge Rosa, presidente da Câmara de Mértola, mostra-se “satisfeito” pelo facto do tribunal continuar a funcionar como secção de proximidade. O autarca acrescenta que o regime especial permite a realização de julgamentos. A secção terá um funcionamento semelhante ao do tribunal. O autarca espera que a secção de proximidade evolua para secção de competências genéricas.
 
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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Filme demasiado chocante de Hitchcock sobre o Holocausto esperou 70 anos para ser lançado


“Memória dos Campos” é conhecido como o documentário nunca visto de Alfred Hitchcock sobre o Holocausto. A película, realizada em 1945 para mostrar aos alemães as atrocidades nazis e vetada pelos aliados devido à brutalidade das suas imagens, está finalmente pronta para ser mostrada ao público.
Em 1945, Alfred Hitchcock ficou em choque. O “mestre do suspense” ficou tão horrorizado ao ver as imagens da chegada das tropas aliadas aos campos de concentração, no fim da Segunda Guerra Mundial, que ficou uma semana sem conseguir voltar aos estúdios. Em seguida, empenhou-se na produção do filme, que editaria as imagens chocantes para mostrar aos alemães a dimensão dos horrores do Holocausto.
No entanto, as autoridades britânicas consideraram o filme tão forte que não permitiram o seu lançamento oficial. Numa época em que as potências vencedoras estavam interessadas em reconstruir a Alemanha, uma obra que apontasse o dedo e atribuisse responsabilidades à população alemã em geral, de forma tão poderosa, não seria a melhor solução.
O jornal Independent conta que as bobines de ”Memória dos Campos“, como se chamou a obra, ficaram durante anos armazenadas no Museu Imperial da Guerra. Em 1984, uma versão incompleta foi projectada no Festival de Cinema de Berlim. No ano seguinte, foi transmitida nos EUA, pela cadeia de televisão PBS, uma versão de baixa qualidade.
Foi apenas para os 70 anos da libertação da Europa do poder nazi, que se completam em 2015, que o museu decidiu restaurar o filme de forma a mostrá-lo, oficialmente, ao mundo.
Afinal, que filme é este?
São imagens da chegada das tropas aliadas aos campos de concentração, sendo recebidos pelos sobreviventes e, em seguida, recuperando os debilitados e encontrando os corpos dos que morreram por doença ou extermínios em massa.
Filmadas por soldados britânicos e soviéticos, as imagens revelam campos de concentração como Auschwitz, Bergen-Belsen (cerca de metade do filme), Buchenwald e Dachau.
Toby Haggith, curador principal do Museu Imperial de Guerra, descreve ao Independent que um dos comentários mais comuns entre os que viram as primeiras versões do filme era que o filme “era terrível e brilhante, ao mesmo tempo”.
A ser transmitido na televisão britânica em 2015, as projeções do filme serão acompanhadas de um outro documentário, “The Night Will Fall“, de André Singer.
Veja aqui a versão incompleta do filme (contém imagens fortes):
 
 


By
Aline Flor,
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ZAP

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Deputado do PSD iniciou roteiro agrícola em Mértola


O concelho de Mértola foi a primeira paragem do Roteiro Agrícola, iniciativa que o deputado do PSD eleito por Beja vai promover até final do próximo mês de Fevereiro.
 
“Estes roteiros são de extrema importância pelo conhecimento que transmitem da realidade existente”, sublinha Mário Simões, sublinhando que a agricultura é um sector de actividade “que está a dar uma resposta muito positiva para a economia regional face ao momento que o país atravessa”. Na passagem pelo concelho de Mértola, Simões visitou o Monte do Vale do Pereiro, onde se faz a produção em extensivo de porco alentejano, ovinos e bovinos mertolengos. o deputado do PSD passou ainda Monte dos Bens (pequena unidade familiar de transformação de mel), a Herdade da Amendoeira (que tem um efectivo pecuário de 2000 ovinos, 300 bovinos e 400 porcas reprodutoras) e a Sociedade Agrícola Herdade dos Lagos (que produz alfarroba e vinho, além de ter olival).
 
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Marcelo desiste de candidatura a presidente

Pedro Passos Coelho e Marcelo Rebelo de Sousa na comemoração do trigésimo aniversário dos TSD. 11 de janeiro de 2014.
 
O antigo líder social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa afastou este domingo uma candidatura às presidenciais de 2016 considerando que o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, quis excluí-lo de candidato na sua moção de estratégia global.
“Claramente, eu acho Pedro Passos Coelho quis excluir na moção de estratégia o candidato Marcelo Rebelo de Sousa. Quis, o que é perfeitamente legítimo. Estás nas suas mãos e quis fazê-lo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, no seu programa semanal de comentário político, na TVI, acrescentando que, assim sendo, “a questão está resolvida”.
Segundo o professor universitário de direito, “se o líder do partido fundamental da área [do centro-direita] diz que é indesejável” a sua candidatura, “uma pessoa de bom senso, a menos que queira fazer um exercício de vingança ou um exercício lúdico, não vai dividir o eleitorado pondo a vitória mais fácil ao candidato do outro lado”.
No seu entender, não faz sentido “uma candidatura antecipada, para ir a correr antes de o partido indicar o apoio a um candidato”.
O comentador político sugeriu que o actual presidente da Comissão Europeia pode vir a ser o candidato apoiado pelo PSD: “Se houver hipótese de Durão Barroso sobrar de lugares internacionais e poder recuperar em termos de sondagens, é uma hipótese forte a encarar no quadro do Presidente que ele [Passos Coelho] encara”.
Marcelo Rebelo de Sousa alegou que Passos Coelho traçou um perfil presidencial “pela negativa”, para o excluir, “não tanto por aquela característica que é o problema de mudar de opinião”, mas pelo “problema do mediatismo, da popularidade, de um perfil de Presidente interventor, de um Presidente não parlamentar”.
“E, na dúvida, várias fontes do PSD dirigiram-se aos jornais para esclarecer os comentadores e os jornalistas de que era isso o objectivo, excluir um candidato”, apontou.
O antigo presidente do PSD observou que, se Passos Coelho queria excluir alguém, poderia ter “seguido uma metodologia mais fácil desde que se inventou o telefone, que é pegar no telefone” e comunicar-lhe a sua posição.
O social-democrata sustentou que há um ano o actual primeiro-ministro estava disposto a “tolerar” um candidato presidencial menos do seu agrado, mas que a evolução dos indicadores económicos e financeiros o deixou confiante numa vitória nas legislativas e mais à vontade para definir “o Presidente ideal para o seu futuro mandato”.
Na sua moção de estratégia global, intitulada “Portugal acima de tudo!“, o líder do PSD defende que “o Presidente deve comportar-se mais como um árbitro ou moderador” e evitar “tornar-se numa espécie de protagonista catalisador de qualquer conjunto de contrapoderes ou num cata-vento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político”.
O chefe de Estado “não deve buscar a popularidade fácil” e, sendo supra partidário, “também não pode colocar-se contra os partidos ou os governos como se fosse apenas mais um protagonista político na disputa política geral”, escreve.
Passos Coelho considera que “a iniciativa de candidatura deve partir dos potenciais candidatos” e “não de qualquer directório partidário”.
Na “altura própria” o PSD formalizará “nos órgãos estatutariamente competentes” o “perfil desenvolvido que considera adequado ao entendimento do papel do Presidente da República” e “o apoio a conceder a um futuro candidato presidencial que se apresente no respeito por este perfil”, acrescenta.
/Lusa
 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Aníbal do Carmo reeleito presidente dos Bombeiros de Mértola

 
A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Mértola elegeu novos corpos sociais para o triénio 2014-2016.
Aníbal do Carmo foi reeleito presidente da direcção. O presidente da Assembleia Geral é Manuel Ruas.
Aníbal do Carmo pretende dar continuidade ao trabalho já desenvolvido. O presidente dos Bombeiros de Mértola quer melhorar a prestação dos serviços em áreas como a saúde, o combate a incêndios, a protecção e o socorro. Aníbal do Carmo assegura que a situação financeira está mais “equilibrada” e espera dentro de um ano ter as dívidas a fornecedores liquidadas.
 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Restaurante à Robin dos Bosques “assalta” CDS


A crise aperta há muito tempo o cinto dos portugueses, e há quem leve o “ataque” do Governo muito a peito. A situação ganhou, no entanto, contornos caricatos quando uma delegação do CDS afirma ter sido obrigada a pagar, num restaurante da Mealhada, mais refeições do que as que consumiu.
A “mirabolante aventura” foi publicada na segunda-feira na página do Facebook do CDS Algarve e ganhou projeção nacional esta manhã, com uma notícia da TSF. “Os delegados do CDS Algarve ao Congresso foram assaltados num conhecido restaurante localizado na Mealhada”, pode-se ler na publicação.
No seu regresso ao Algarve depois do congresso do partido, o grupo de delegados do CDS parou num restaurante da Mealhada para apreciar a gastronomia local. “O leitão veio a contento dos comensais”, descreve a publicação, afirmando que o grupo de 15 delegados acabou por pagar a conta de 19 pessoas e, apercebendo-se do erro já no exterior do restaurante, voltou para tentar esclarecer e corrigir a situação.
Ao que parece, no entanto, o erro tinha sido propositado. O dono do Meta dos Leitões não esteve com meias palavras: “desse governo que nos rouba, então para me defender eu também os roubo a vocês”, terá dito, “tendo-se ele apercebido que eram do CDS e como tal apoiantes do governo”, afirma a publicação.
Os delegados não tiveram direito a escrever no livro de reclamações nem a receber o dinheiro de volta, e asseguram que vão “apresentar queixa na justiça”. E aconselham a quem passar na Mealhada a esconder a filiação partidária.
 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Acabaram-se os falsos pacotes "ilimitados" de Internet.

 
 
A Direção-Geral do Consumidor (DGC) emitiu esta semana um comunicado a proibir as operadoras de telecomunicações de anunciarem pacotes de Internet, supostamente ilimitados, que afinal têm limite.
O comunicado, nota o semanário Sol, surge na sequência de queixas apresentadas na Associação de Defesa do Consumidor (DECO). A DGC adverte agora as operadoras de telecomunicações para que “se abstenham de utilizar a expressão ‘ilimitado’ sempre que esteja em causa produtos e serviços aos quais se apliquem restrições e/ou sobre os quais existam ‘políticas de utilização razoável’”.
Estas Políticas de Utilização Responsável, impostas pelas empresas, limitam a utilização de tráfego de dados – no caso referido pelo semanário, a 15 gigabytes por mês. No entanto, essa informação não é “transmitida e quantificada” corretamente nem de forma transparente pelas empresas, remetendo-as às letras pequenas e enquanto os anúncios ostentam o suposto caráter ilimitado dos seus tarifários.
“Tem aumentado o número de reclamações. Por isso, fizemos uma queixa à Direcção-Geral do Consumidor, alertando para o facto de estar a ser feita publicidade enganosa”, explicou ao Sol a jurista da DECO Ana Sofia Ferreira, que sublinha que “está em causa matéria contratual que pode até servir para rescindir contratos”.
Segundo dados da ANACOM, em 2012 houve 621 reclamações por causa de tarifários ‘ilimitados’ que afinal têm limites, e 29 em 2013. A agência reguladora afirma estar “em fase de preparação uma deliberação que visa reforçar os direitos dos consumidores e evitar práticas menos transparentes”.
As operadoras não revelaram o número de queixas recebidas por este motivo, mas a TMN assegurou à publicação que “cumpre essas obrigações e recorda que a informação sobre a ‘política de utilização responsável’ nos tarifários está no seu site“. Por outro lado, a APRITEL (representante das operadoras) afirma que é necessário impor limites para impedir uma “utilização abusiva” que possa “prejudicar a qualidade do serviço prestado à generalidade dos clientes”.
 
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Luís Ameixa considera “inadmissível” que Governo "ignore" imigrantes

 
O deputado do PS eleito por Beja considera “inadmissível que o Ministério da Agricultura ignore a situação deplorável dos imigrantes”.
Em comunicado enviado à Rádio Pax, Luís Ameixa sublinha que “contingentes de imigrantes que chegam ao Baixo Alentejo, para trabalhos sazonais na agricultura, não têm tido as condições de trabalho e de instalação condignas que são exigíveis numa sociedade civilizada e humanista”.
O parlamentar salienta que a agricultura no Baixo Alentejo “tem conhecido acentuado progresso, em grande medida graças ao projeto estatal do Alqueva” e acrescenta que “o desenvolvimento económico só tem sentido, não como fim em si mesmo, mas como meio de desenvolvimento humano”.
Em seu entender “Portugal tem de ter uma estratégia de acolhimento pautada por padrões exigentes e humanistas” pois “não basta inspeções e processos policiais”.
Luís Ameixa lembra que questionou o Governo sobre esta matéria várias vezes em 2013. O parlamentar refere que o Ministério da Agricultura deu agora como resposta que “a matéria em apreço não se encontra nas atribuições do Ministério da Agricultura e Mar”.
“A gravidade desta resposta está na demonstração de insensibilidade da Ministra da Agricultura para a condição dos imigrantes trabalhadores agrícolas, e está na demonstração de que o Governo não se importa e não tem qualquer estratégia ou preparação para lidar com a situação”, conclui o deputado do PS eleito por Beja.
 
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Tintin faz 85 anos

Tintin, o famoso repórter belga que protagonizou centenas de páginas de aventuras de banda desenhada, cumpre hoje 85 anos, desde que se apresentou a 10 de Janeiro de 1929 no suplemento juvenil Le Petit Vingtième.
 
 
Acompanhado pelo fox terrier Milu, Tintin é considerado uma das mais populares personagens de banda desenhada, criada pelo belga George Remi (Hergé).
 
Na estreia, Tintin é apresentado como um jovem jornalista do Petit Vingtième, enviado à antiga União Soviética, onde se envolve em várias cenas de pancadaria.
 
A partir daí, Hergé colocou Tintin em aventuras no Oriente, no oeste americano, no mar, em terra e no espaço – numa ida à Lua – em mais de 20 álbuns como “A estrela misteriosa”, “Tintin no Tibete”, “Tintin no Congo” e “As sete bolas de cristal”, traduzidos em 77 línguas e que venderam mais de 230 milhões de exemplares em todo o mundo.
 
O álbum “Os charutos do Faraó”, publicado em 1934 pela Casterman, cumpre agora 80 anos e a editora irá assinalar a efeméride com uma série de novidades, entre as quais o livro “Secrets des Cigares du pharaon”, que revela a evolução do desenho de Hergé.
Hergé morreu em 1983, aos 76 anos, deixando incompleto “Tintin e Alpha-Art“.
No ano passado, a Casterman e a empresa Moulinsart anunciaram que vão publicar, até 2052, um novo livro protagonizado por Tintin, para evitar que os direitos da obra de Hergé caiam no domínio público.
 
As 24 aventuras de banda desenhada de Tintin, o repórter belga mais famoso do mundo, estão editadas em Portugal pela ASA.

Os realizadores Steven Spielberg e Peter Jackson mergulharam na obra de Hergé e estrearam em 2011 o filme “As aventuras de Tintin: O segredo do Licorne”, estando a preparar uma segunda produção.
/Lusa
 
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Mértola revela segundo batistério paleocristão

 
 
10-01-2014 10:18:15
 
 
A Mértola paleocristã, de que não há registos escritos, está a desvendar-se paulatinamente através dos vestígios arqueológicos. No que é hoje a alcáçova do castelo, existiria um “complexo religioso” que, em escavações recentes, no verão passado, revelou um segundo batistério, bem preservado e com dimensões que se adivinham monumentais. Um templo encontrado a menos de 50 metros de um outro exemplar contemporâneo, que sugere uma realidade e confirma outra. A coexistência, à época, de dois ou mais cultos cristãos. E a importância estratégia desta antiga cidade portuária que, já no período islâmico, haveria de ser capital de um reino.  
Texto Carla Ferreira Fotos José Serrano

O puzzle do que se supõe ter sido um “complexo religioso”, no local que identificamos hoje como a alcáçova do castelo de Mértola, revelou recentemente uma nova peça, totalmente inesperada. Quando a equipa do Campo Arqueológico de Mértola (CAM), uma vez musealizado um primeiro espaço dedicado ao rito de iniciação cristão, pensava ter a sua conta de batistérios, eis que surge um segundo, a menos de 50 metros. E, tudo indica, coexistente no tempo, ou seja, algures entre os finais do século V e meados do século VI. O “período paleocristão por excelência”, situa Cláudio Torres, diretor do centro de investigação, lembrando a vasta coleção de lápides epigrafadas, hoje visitáveis nas ruínas de uma basílica funerária deste período e que é um dos núcleos do chamado Museu de Mértola.
A circunstância de dois batistérios “gigantescos, luxuosíssimos, um junto ao outro”, assinala o arqueólogo, pode prestar-se a várias especulações, do ponto de vista do cenário religioso que se desenhava nesta urbe após o fim do Império Romano. Mas antes de mais, é uma confirmação – mais uma – da importância estratégica da antiga cidade portuária. “Nós já desconfiávamos que havia aqui uma cidade importante; importante já em época pré-romana, depois em época romana, e, principalmente, na época paleocristã, que é aquilo que agora estamos a constatar. Cresceu, aumentou em época paleocristã e, depois, em época islâmica, foi a capital de um reino”.
A nova descoberta do CAM, trazida à luz no último verão, parece indicar também a coexistência, à época, de várias seitas cristãs neste importante porto do Guadiana. Sabe-se que, nas grandes cidades do Mediterrâneo ocidental, nos territórios de países como os atuais Tunísia, Argélia e Marrocos, as comunidades cristãs dividiam-se em grupos diferentes, nomeadamente entre católicos, que acreditavam na Trindade, e monofisitas, que rejeitavam a ideia de um Deus Pai, Filho e Espírito Santo, entre outras seitas. A tese daria lógica à existência de dois batistérios contíguos e contemporâneos mas, adverte Cláudio Torres, “são só hipóteses, não temos nenhuma prova, arqueológica ou histórica, de que este batistério é monofisita e aquele é católico, por exemplo”.


“National Geographic” publicou reconstituição em 3D A zona foi escavada nos anos 80 e deixou antever apenas “uma pequenina fresta da monumentalidade” que agora está à vista. E promete ainda mais, avisa Virgílio Lopes, que voltou à ruína arqueológica no âmbito da sua tese de doutoramento sobre Mértola na Antiguidade Tardia. “Deparámo-nos com esta situação, da qual não estávamos nada à espera, mas é bem-vinda, sobretudo devido ao estado de conservação. Não é mais um buraco, é mais uma prova arqueológica da importância de Mértola neste período”.
De facto, grande parte do batistério ainda conserva os mármores originais e a sequência estratigráfica demonstra que o “edifício caiu por si”, tendo havido uma parte posteriormente reutilizada no período islâmico. “Ao contrário do outro batistério, em que praticamente todo o mármore desapareceu”, compara Virgílio Lopes. Pelas colunas caídas, a descoberto, e pelas que ainda se adivinham no solo, pode deduzir-se também a existência de uma abóbada que seria pintada, mais um elemento a atestar a monumentalidade do edifício. Dessa cobertura, chegaram até nós pequenos fragmentos do revestimento a fresco, o maior deles do “tamanho de uma mão”. Estamos, pois, perante “um puzzle gigante, de que sabemos muito pouco. E isto é também uma novidade, porque os mosaicos já conhecíamos e os revestimentos a mármore também. Este revestimento com frescos é uma novidade interessante”, sublinha o arqueólogo, lembrando o trabalho de parceria que, durante meses, foi feito com a “National Geographic” portuguesa e que resultou na reconstituição do batistério publicada na edição de dezembro. “Foram alguns meses de trabalho, trocando informações, vendo outros batistérios, comparando, para se atingir aquele modelo, que é criticável, mas é um dos possíveis. É uma espécie de retrato robô e a esse retrato faltam muitas peças”. 

Teria existido um bispo de Mértola? Para dar vida à cena, a reconstituição, em 3D, idealiza um adulto prestes a ser batizado, com apoio de um sacerdote principal e de um auxiliar. Mas nada disto está documentado e a própria questão de quem seria o oficiante dos rituais suscita muitas dúvidas, que darão pano para mangas para as gerações vindouras de estudiosos. “Sabemos que, no século VI, quem batiza é um bispo. Não é como hoje, que é um pároco que faz o batismo na igreja, a crianças. Mas, do ponto de vista histórico, textual, não há registos de nenhum bispo católico em Mértola. Portanto, havendo aqui estes dois batistérios, tinha de haver pelo menos um bispo, que poderia ser monofisita, donatista, não sabemos. Mas o que sabemos é que, havendo um bispo, não estamos a falar de uma aldeia, de um sítio qualquer”, considera Cláudio Torres.
É a arqueologia a acrescentar “outras realidades” às fontes escritas que, no caso da Mértola paleocristã, não existem, nota Virgílio Lopes. “Se fôssemos olhar às fontes, Mértola não teria existido neste período. Não há nenhuma referência, nomeadamente à existência de um bispo. Nenhum dos bispos de Mértola, a existirem, foi aos concílios. E a arqueologia está a dizer-nos precisamente o contrário. Houve aqui um investimento grande, o que significa que este batistério foi feito para funcionar, com bispo ou bispos, de onde quer que eles viessem”.
Paulatinamente, o puzzle vai-se desvendando, mas os dados sobre os vivos são decididamente menos conclusivos do que os vestígios que retrataram a morte. “Isto é uma peça, mas esta peça faz parte de um conjunto que gostaríamos de entender um pouco melhor. Sabemos alguma coisa sobre os batistérios, sabemos alguma coisa sobre as basílicas e sobre as práticas funerárias, mas conhecemos muito mal os vivos desta época, o que é que faziam”, confessa Virgílio Lopes. Certamente estariam ligados ao rio e a um comércio próspero que não termina no período romano e se desenvolve nas centúrias seguintes. Assim, todas as especulações vão desembocar na mesma conclusão, conclui o arqueólogo: “Para existir esta elite religiosa, com estes muitos metros quadrados de construção, teve que haver muito dinheiro para fazer e manter isto. E isso é mais uma prova indiscutível de que Mértola era uma terra importante”.



Delegação de Roma visita Mértola em abril

O segundo batistério de Mértola espera, para abril próximo, uma “visita importante” de Roma, mais concretamente do Instituto Pontifício, que enviará uma delegação de 50 alunos e professores. “Isto está a ter uma dimensão internacional completamente anómala, com estes dois gigantescos batistérios”, informa Cláudio Torres, e aponta para o passo seguinte, o das “intervenções museográficas” que, necessariamente, têm que ser feitas para permitir a leitura pública desta “dualidade” religiosa que, no continente europeu, só tem paralelo na cidade italiana de Ravena.
O que era apenas um sítio interessante, sob o ponto de vista científico, mas “com pouca leitura, sob o ponto de vista museográfico”, alterou-se com as escavações do verão passado. “Agora, estamos perante uma outra realidade. A ideia é continuarmos e, dada a monumentalidade do sítio, vale bem o investimento. O que é que teremos ainda por baixo?”, questiona-se Virgílio Lopes.
Colocam-se, no entanto, os entraves práticos típicos de uma conjuntura económica difícil. Para já, têm que ser tomadas medidas de preservação do espaço, para evitar que se destrua, sendo que, a breve termo, se coloca a necessidade de criar estruturas de proteção. “Sabemos mais ou menos como é que seria o edifício mas não podemos reconstituí-lo. Temos, sim, que criar a partir daqui toda uma sugestão de volumetria que evidentemente não pode ser montada no terreno. Como, com que dinheiro? É preciso investimentos. Do Estado, da Câmara de Mértola. São questões que se vão colocando”, adianta o diretor do Campo Arqueológico de Mértola.
Virgílio Lopes está otimista. Basta-lhe a importância da descoberta e a convicção de que, mais cedo ou mais tarde, chegarão os investimentos: “Todos conhecemos a conjuntura em que estamos. Agora, uma coisa é certa: isto é demasiado importante para se destruir, para não se fazer alguma coisa. A parte divertida, de escavar, de encontrar coisas novas, está feita. Agora vem a parte de como manter isto, de como dá-lo a conhecer e como permitir que as pessoas usufruam dele. Porque é nessa dinâmica que temos que inscrever-nos aqui em Mértola. Não sabemos quem vai pagar isto, mas havemos de encontrar”. CF
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quinta-feira, 13 de junho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Isabel Valente candidata da CDU

 
A médica Isabel Valente, natural de Mértola, é a aposta da CDU para liderar a lista à Assembleia Municipal de Mértola nas eleições autárquicas agendadas para este ano.

A exercer funções no Hospital Distrital de Faro, Isabel Valente tem um longo percurso na especialidade de neurologia, em particular no domínio das demências e da esclerose múltipla.

Fonte da CDU sublinha que a candidata mantém “uma profunda ligação ao concelho de Mértola por razões familiares e profissionais”, tendo, por exemplo, desenvolvido um projecto na área da hotelaria.

A mesma fonte adianta ao “CA” que o processo de elaboração das listas da CDU em Mértola “está muito avançado”, garantindo que nos próximos dias “serão anunciados os cabeças-de-lista a todas as freguesias”, assim como a composição da lista à Câmara Municipal, liderada por Miguel Bento, e o mandatário concelhio.
 

Miguel Bento candidato da CDU à Câmara de Mértola

 
Miguel Bento vai ser o candidato da CDU à presidência da Câmara de Mértola nas eleições autárquicas deste ano, tal como o “CA” adiantou em primeira mão a 24 de Janeiro.

A candidatura da CDU em Mértola foi apresentada oficialmente este sábado, 6, e fonte do PCP adianta à Agência Lusa que o objectivo é "reconquistar" a Câmara que os comunistas perderam para os socialistas em 2001

Assistente social e professore universitário, Miguel Bento tem 50 anos e é militante do PCP.

Licenciado e mestre em Serviço Social, o candidato foi vice-presidente da autarquia mertolense entre 1997 e 2001 e no actual mandato é membro da Assembleia Municipal de Mértola, eleito pela CDU.

Miguel Bento está igualmente ligado a vários projetos de intervenção social e desenvolvimento nos concelhos de Mértola e Serpa e é docente no Instituto Politécnico de Beja.

No ano lectivo 2010-2011, Miguel Bento ganhou o Prémio de Mérito do Ministério da Educação e, em 2012, a sua investigação de mestrado, já editada em livro e intitulada Vida e Morte numa Mina do Alentejo - Pobreza, mutualismo e provisão social. O caso de S. Domingos (Mértola), venceu o Prémio António Sérgio, na categoria de Estudos e Investigação.

Miguel Bento, pela CDU, e o presidente da Câmara de Mértola, Jorge Rosa, que se recandidata pelo PS para tentar um segundo mandato, são os candidatos conhecidos até ao momento à presidência daquela autarquia.

Também o Movimento Independente por Mértola (MIM) já garantiu que vai voltar a apresentar candidaturas aos órgãos municipais locais nas eleições autárquicas agendadas para este ano.
 

Mértola: PS recandidata Jorge Rosa (ACT.)


O PS aprovou a recandidatura de Jorge Rosa à presidência da Câmara de Mértola nas autárquicas deste ano, confirmando a notícia adiantada pelo “CA” a 9 de Janeiro.

O nome de Jorge Rosa foi escolhido por unanimidade na última sexta-feira, 8, durante uma reunião da Concelhia de Mértola do PS.

Em comunicado, a Concelhia de Mértola do PS explica que Jorge Rosa dá aos socialistas "a garantia da continuidade de um bom trabalho, em prol do desenvolvimento" do concelho, "apesar das dificuldades que enfrentamos, fruto dos tempos difíceis que se vivem".

"A cada vez maior visibilidade externa do nosso concelho e o prestígio conseguido são fruto dum trabalho empenhado e persistente em várias áreas, com destaque para o nosso património cultural, o turismo cinegético e a nossa gastronomia", continua o comunicado do PS, que destaca igualmente o trabalho desenvolvido nos últimos anos pela autarquia nas áreas da saúde, acção social, educação e saneamento básico.

O PS enaltece ainda a "política de proximidade desenvolvida" pelo executivo de Jorge Rosa, que permitiu "trazer confiança aos investidores que têm vindo a fazer vários investimentos quer na recuperação de montes e plantações de vinha, azinho, olivais e alfarrobeiras, quer no sector da energia solar e eólica, com investimentos que ultrapassam os 60 milhões de euros".

Jorge Rosa tem 41 anos, é licenciado em Gestão Bancária e lidera a Câmara de Mértola desde 2008, depois da renúncia de Jorge Pulido Valente.

Com a escolha de Jorge Rosa em Mértola, o PS do Baixo Alentejo tem praticamente fechado o “dossier” dos cabeça-de lista nas eleições autárquicas deste ano, estando certas as candidaturas de António Bota (Almodôvar), Nelson Brito (Aljustrel), Natália Caeiro (Alvito), Fernando Durão (Barrancos), António José Brito (Castro Verde), Jorge Pulido Valente (Beja), Ana Raquel Soudo (Cuba), Canudo Sena (Moura), José Alberto Guerreiro (Odemira), Pedro do Carmo (Ourique), Noel Farinho (Serpa) e José Miguel Almeida (Vidigueira).

Falta apenas confirmar o nome do candidato socialista à Câmara de Ferreira do Alentejo, sendo provável a recandidatura do actual autarca, Aníbal Reis Costa.
 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Acompanhamento de Relvas a cantar ‘Grândola’ garante-lhe equivalência a vencedor do festival da Eurovisão

Mais um protesto, mais uma interpretação de “Grândola Vila Morena”.
Desta vez, Miguel Relvas decidiu acompanhar a canção de Zeca Afonso e deu origem a uma imagem que figurará para sempre ao lado de fenómenos tão inusitados como o do porco a nadar de bicicleta. A interpretação de Relvas também lhe valeu uma equivalência imediata a vencedor do festival da Eurovisão, com 12 pontos do júri do Azerbaijão reunido no quartel dos bombeiros voluntários de Baku.
 
Por Mário Botequilha
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GNR deteve homem com


A GNR deteve esta segunda-feira, 18, perto de Mértola, um homem por posse de droga (heroína e cocaína) e arma de fogo, adiantou à Agência Lusa fonte oficial da Guarda.
A detenção do homem, de 46 anos, residente na zona de Mértola e com antecedentes criminais, ocorreu cerca das 23h30 e foi efectuada no âmbito de um processo que está a ser investigado pelo Destacamento Territorial de Almodôvar da GNR, precisou a mesma fonte.
Na altura da detenção, o suspeito tinha em sua posse heroína e cocaína suficiente para 315 doses individuais, além de uma caçadeira.
O detido vai ser presente na quarta-feira, 20, ao Tribunal de Mértola para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coacção, indicou o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, tenente-coronel Carlos Belchior.
 
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