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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Incompetência ou má fé? A propósito do último Prós e Contras


O Alentejo não é, hoje, felizmente, aquilo que a Fatima Campos Ferreira procurou retratar no ultimo Prós e Contras, como uma região esquecida, parada no tempo, de mão estendida, sem presente nem futuro. Nem o Alentejo no seu todo, nem as sub regiões que o constituem: o Baixo Alentejo e o Litoral, o Alentejo Central e o Alto Alentejo?
Fica por saber se FCF o fez por pura incompetência( já demonstrada várias vezes na falta de adequada preparação do programa) ou, intencionalmente(com que objectivos e a mando de quem?), por má fé! Seja qual for a explicação, esta "jornalista" prestou um péssimo serviço à televisão pública, ao Alentejo e ao país.
O Alentejo é, atualmente, uma das regiões do país que maior potencial de desenvolvimento apresenta e que, ao contrário do que se quis fazer passar e, apesar de algumas dificuldades e constrangimentos, está a explorá-lo e potenciá-lo de uma forma extraordinária e com excelentes resultados quer seja no sector agrícola, no agro industrial, no das indústrias aeronáuticas, extractivas e energética, no da energia fotovoltaica, no turismo, na investigação e inovação, na cultura, etc.
Para além disso, face à maior vulnerabilidade do seu território às alterações climáticas e aos consequentes processos de desertificação e de ameaça à sua riquíssima e bem preservada bio diversidade, o Alentejo soube capacitar-se e preparar-se para dar respostas adequadas, quer a nível local quer regional, a esses problemas nas suas diferentes dimensões. O Alqueva é o melhor exemplo da medida mais estrutural de adaptação que poderia ser tomada em termos, por exemplo, da gestão sustentável dos recursos hídricos. Lamentavelmente, FCF cortou a palavra ao presidente da EDIA, precisamente quando o ia explicar e, também, rebater as asneiras que estavam a ser ditas, nomeadamente com a defesa da pretensa solução de instalação de estações de dessanilização. 
Poderia também ter sido dito que o Alentejo é a primeira região e a única no país que está a preparar estratégias regional e locais de adaptação às alterações climáticas, mas a jornalista não fez, convenientemente, o trabalho de casa.
Os exemplos positivos do desenvolvimento sustentável da região são inúmeros, diversificados e transversais a todo o território do Alentejo. 
Que outra região do país consegue simultaneamente, preservar habitas que permitem reintroduzir uma espécie extinta, como o lince, e valorizar os recursos cinegéticos, ser campeã na produção de energia renovável e da exportação de produtos das refinarias, ser fornecedora dos mercados mundiais de novos produtos agrícolas de regadio e dos tradicionais do sequeiro e do montado, ser dos maiores exportadores de minerais metálicos e não metálicos e caso de estudo internacional de crescimento do turismo, valorizar a produção artesanal e inovar na aeronáutica e nas tecnologias da informação, desenvolver-se sem pôr em causa a sustentabilidade do território e a qualidade de vida das populações ?
Apesar do muito investimento público que foi feito em projectos estruturantes, cujos impactos positivos e os bons resultados estão à vista, obviamente que temos ainda carências e grandes problemas, designadamente, no que respeita às acessibilidades no Baixo, no Litoral e no Alto Alentejo. O caso da electrificação da linha ferroviária Casa Branca/Beja é, talvez, o mais gritante, quer porque foi deixado para trás, inexplicavelmente, quer pela sua urgência porque afecta directa e diariamente as populações do distrito de Beja.
Também o problema do despovoamento, várias vezes confundido no programa com desertificação, nunca teve nem ainda tem a atenção e a prioridade que devia merecer, embora tenha sido criado o PNVI. Mas este fenómeno não é exclusivo do Alentejo, nem sequer do país, e não tem solução milagrosa e imediata, nem se resolve apenas com investimentos em acessibilidades.
Fazer, a coberto das justas reivindicações dos alentejanos de mais e melhor investimento na região, um retrato miserabilista, deprimente e, sobretudo, injusto da realidade que aqui se vive, poderá servir a quem?
Finalmente, porque o texto já vai longo, mais algumas perguntas.
Que critérios foram utilizados para escolher os actores no palco? Porque relegaram para figurantes na plateia, alguns sem direito sequer a usar da palavra e outros a quem foi dado um tempo ridículo para intervir, o presidente da CM de Reguengos(anfitrião), o presidente da CCDRA, o presidente da entidade regional de turismo, a reitora da Universidade de Evora, etc.
Porque razão não esteve ninguém, ou não foi dada a palavra , a quem representasse o Norte Alentejano, o turismo, a academia, os núcleos empresariais, a autoridade nacional da água (APA), o ambiente e ordenamento do território, etc?
Quem é e que representatividade têm, para estar no palco e na plateia a usar da palavra, o dinamizador(desenquadrado e mal informado) e um mero associado(que chegou agora ao Alentejo e que só disse asneiras) da Melhor Alentejo, organização que surgiu recentemente e apenas tem no currículo a realização de uma única conferência em Beja?Que critérios foram utilizados para gerir os tempos de intervenção, dando palco a mais aos detractores e a menos aos valorizadores do Alentejo.
O Alentejo tem as suas raízes fortes no passado, sim, mas os olhos estão no futuro


Jorge Pulido Valente

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Jorge Pulido Valente vai ser vice-presidente da CCDR Alentejo


O antigo presidente da Câmara Municipal de Beja, Jorge Pulido Valente, vai assumir funções como vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo a partir de 1 de Março.

Na sequência do concurso público realizado para estas funções, cujo primeiro classificado foi António Dieb (actual líder da CCDR), Jorge Pulido Valente ficou em segundo lugar e foi agora designado para o cargo por um período de cinco anos.

Presidente da Câmara de Beja entre 2009 e 2013, Pulido Valente foi também líder da Câmara de Mértola entre 2001 e 2008. Antes disso foi director regional do Ambiente e do Ordenamento do Território do Alentejo.

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domingo, 29 de junho de 2014

Para mim é “galão”!

Sou militante do Partido Socialista há alguns anos. Aderi, numa perspetiva da política local, porque me senti confortável e porque me senti motivado para dar corpo á minha intervenção cívica que de resto tenho desenvolvido noutras áreas de intervenção. Apesar de atento á politica nacional nunca me senti motivado para a participação mais ativa nas atividades partidárias que ultrapassavam as fronteiras do meu Concelho. Mas agora perante a situação que se vive no PS e parafraseando uma camarada minha Nem vocês nem eu contribuímos para a situação que se vive no PS. Mas agora é preciso sair dela. É preciso escolher".

Devo confessar que votei em Seguro para Secretário-geral do Partido Socialista. Não vale a pena dar agora desculpas mas é importante referir que nem o Assís nem ele me empolgaram por isso votei nele mas sem grande convicção assumindo-o como um líder de passagem que era necessário respeitar que era necessário ajudar na difícil tarefa de conduzir o PS num período difícil.

O anúncio da disponibilidade do António Costa, na sequência das Europeias trouxe-me uma alma nova e renovou a minha esperança no futuro do PS e do País. Mas os acontecimentos subsequentes e a atitude de Seguro e da “Máquina do PS” surpreenderam-me e deixaram-me espantado. Ingenuidade, dizem-me uns, estupidez dizem-me outros. Provavelmente um misto das duas!

Neste momento já nem quero saber e ignoro completamente as referências de traição, de “tralha socratista” de oportunismo de divisionismo. Já nem quero saber se são diretas, se é congresso, se votam só militantes se votam militantes e simpatizantes  etc, etc etc. Só sei que, tal como nós devemos respeitar o secretário-geral ele deve respeitar os militantes e a sua vontade. Só sei que as regras devem ser claras e inequívocas. Só sei que o bom senso aconselhava outro tipo de atitude por parte de Seguro. Não tenho duvidas que Seguro é um líder ferido, fragilizado em equilíbrio periclitante, na “corda bamba”, agarrado ao poder com “unhas e dentes”. Parece que temos que lhe fazer um desenho ou falar em linguagem gestual para lhe transmitir aquilo que não percebe ou finge não perceber. Não percebe ou finge não perceber que as bases do partido não o querem, mas principalmente que os portugueses não confiam nele. Seguro não percebe ou finge não perceber que nunca será primeiro-ministro e que ficará na história do PS como o pior secretário-geral que o PS produziu.

Quando António Costa anunciou a sua disponibilidade para liderar o PS  verbalizei com alguns amigos na brincadeira que preferia um “galão” a um “copo de leite desnatado”. Com os acontecimentos recentes a minha brincadeira evoluiu, pois o “copo de leite desnatado” transformou-se num copo de leite azedo e tornou-se obviamente intragável.

Por isso, a escolha é obvia, para mim é “galão”.

A escolha é entre o que existe e a esperança de MOBILIZAR PORTUGAL! Eu escolho a esperança. Escolho MOBILIZAR PORTUGAL!

E você? De que está à espera? Junte-se a nós. É tempo de agir. O PS não pode esperar. Portugal também não.

António Costa estará em Beja, no próximo dia 4 de Julho, sexta-feira, pelas 21 horas, no Beja Parque Hotel, para uma Sessão de Apresentação a militantes, simpatizantes e aberta a toda a população. Aqui fica o convite para ouvir a suas propostas.


Carlos Viegas

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Deputado do PSD iniciou roteiro agrícola em Mértola


O concelho de Mértola foi a primeira paragem do Roteiro Agrícola, iniciativa que o deputado do PSD eleito por Beja vai promover até final do próximo mês de Fevereiro.
 
“Estes roteiros são de extrema importância pelo conhecimento que transmitem da realidade existente”, sublinha Mário Simões, sublinhando que a agricultura é um sector de actividade “que está a dar uma resposta muito positiva para a economia regional face ao momento que o país atravessa”. Na passagem pelo concelho de Mértola, Simões visitou o Monte do Vale do Pereiro, onde se faz a produção em extensivo de porco alentejano, ovinos e bovinos mertolengos. o deputado do PSD passou ainda Monte dos Bens (pequena unidade familiar de transformação de mel), a Herdade da Amendoeira (que tem um efectivo pecuário de 2000 ovinos, 300 bovinos e 400 porcas reprodutoras) e a Sociedade Agrícola Herdade dos Lagos (que produz alfarroba e vinho, além de ter olival).
 
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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

1º Encontro da Rede de Museus do Distrito de Beja


Luís Ameixa considera “inadmissível” que Governo "ignore" imigrantes

 
O deputado do PS eleito por Beja considera “inadmissível que o Ministério da Agricultura ignore a situação deplorável dos imigrantes”.
Em comunicado enviado à Rádio Pax, Luís Ameixa sublinha que “contingentes de imigrantes que chegam ao Baixo Alentejo, para trabalhos sazonais na agricultura, não têm tido as condições de trabalho e de instalação condignas que são exigíveis numa sociedade civilizada e humanista”.
O parlamentar salienta que a agricultura no Baixo Alentejo “tem conhecido acentuado progresso, em grande medida graças ao projeto estatal do Alqueva” e acrescenta que “o desenvolvimento económico só tem sentido, não como fim em si mesmo, mas como meio de desenvolvimento humano”.
Em seu entender “Portugal tem de ter uma estratégia de acolhimento pautada por padrões exigentes e humanistas” pois “não basta inspeções e processos policiais”.
Luís Ameixa lembra que questionou o Governo sobre esta matéria várias vezes em 2013. O parlamentar refere que o Ministério da Agricultura deu agora como resposta que “a matéria em apreço não se encontra nas atribuições do Ministério da Agricultura e Mar”.
“A gravidade desta resposta está na demonstração de insensibilidade da Ministra da Agricultura para a condição dos imigrantes trabalhadores agrícolas, e está na demonstração de que o Governo não se importa e não tem qualquer estratégia ou preparação para lidar com a situação”, conclui o deputado do PS eleito por Beja.
 
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mértola revela segundo batistério paleocristão

 
 
10-01-2014 10:18:15
 
 
A Mértola paleocristã, de que não há registos escritos, está a desvendar-se paulatinamente através dos vestígios arqueológicos. No que é hoje a alcáçova do castelo, existiria um “complexo religioso” que, em escavações recentes, no verão passado, revelou um segundo batistério, bem preservado e com dimensões que se adivinham monumentais. Um templo encontrado a menos de 50 metros de um outro exemplar contemporâneo, que sugere uma realidade e confirma outra. A coexistência, à época, de dois ou mais cultos cristãos. E a importância estratégia desta antiga cidade portuária que, já no período islâmico, haveria de ser capital de um reino.  
Texto Carla Ferreira Fotos José Serrano

O puzzle do que se supõe ter sido um “complexo religioso”, no local que identificamos hoje como a alcáçova do castelo de Mértola, revelou recentemente uma nova peça, totalmente inesperada. Quando a equipa do Campo Arqueológico de Mértola (CAM), uma vez musealizado um primeiro espaço dedicado ao rito de iniciação cristão, pensava ter a sua conta de batistérios, eis que surge um segundo, a menos de 50 metros. E, tudo indica, coexistente no tempo, ou seja, algures entre os finais do século V e meados do século VI. O “período paleocristão por excelência”, situa Cláudio Torres, diretor do centro de investigação, lembrando a vasta coleção de lápides epigrafadas, hoje visitáveis nas ruínas de uma basílica funerária deste período e que é um dos núcleos do chamado Museu de Mértola.
A circunstância de dois batistérios “gigantescos, luxuosíssimos, um junto ao outro”, assinala o arqueólogo, pode prestar-se a várias especulações, do ponto de vista do cenário religioso que se desenhava nesta urbe após o fim do Império Romano. Mas antes de mais, é uma confirmação – mais uma – da importância estratégica da antiga cidade portuária. “Nós já desconfiávamos que havia aqui uma cidade importante; importante já em época pré-romana, depois em época romana, e, principalmente, na época paleocristã, que é aquilo que agora estamos a constatar. Cresceu, aumentou em época paleocristã e, depois, em época islâmica, foi a capital de um reino”.
A nova descoberta do CAM, trazida à luz no último verão, parece indicar também a coexistência, à época, de várias seitas cristãs neste importante porto do Guadiana. Sabe-se que, nas grandes cidades do Mediterrâneo ocidental, nos territórios de países como os atuais Tunísia, Argélia e Marrocos, as comunidades cristãs dividiam-se em grupos diferentes, nomeadamente entre católicos, que acreditavam na Trindade, e monofisitas, que rejeitavam a ideia de um Deus Pai, Filho e Espírito Santo, entre outras seitas. A tese daria lógica à existência de dois batistérios contíguos e contemporâneos mas, adverte Cláudio Torres, “são só hipóteses, não temos nenhuma prova, arqueológica ou histórica, de que este batistério é monofisita e aquele é católico, por exemplo”.


“National Geographic” publicou reconstituição em 3D A zona foi escavada nos anos 80 e deixou antever apenas “uma pequenina fresta da monumentalidade” que agora está à vista. E promete ainda mais, avisa Virgílio Lopes, que voltou à ruína arqueológica no âmbito da sua tese de doutoramento sobre Mértola na Antiguidade Tardia. “Deparámo-nos com esta situação, da qual não estávamos nada à espera, mas é bem-vinda, sobretudo devido ao estado de conservação. Não é mais um buraco, é mais uma prova arqueológica da importância de Mértola neste período”.
De facto, grande parte do batistério ainda conserva os mármores originais e a sequência estratigráfica demonstra que o “edifício caiu por si”, tendo havido uma parte posteriormente reutilizada no período islâmico. “Ao contrário do outro batistério, em que praticamente todo o mármore desapareceu”, compara Virgílio Lopes. Pelas colunas caídas, a descoberto, e pelas que ainda se adivinham no solo, pode deduzir-se também a existência de uma abóbada que seria pintada, mais um elemento a atestar a monumentalidade do edifício. Dessa cobertura, chegaram até nós pequenos fragmentos do revestimento a fresco, o maior deles do “tamanho de uma mão”. Estamos, pois, perante “um puzzle gigante, de que sabemos muito pouco. E isto é também uma novidade, porque os mosaicos já conhecíamos e os revestimentos a mármore também. Este revestimento com frescos é uma novidade interessante”, sublinha o arqueólogo, lembrando o trabalho de parceria que, durante meses, foi feito com a “National Geographic” portuguesa e que resultou na reconstituição do batistério publicada na edição de dezembro. “Foram alguns meses de trabalho, trocando informações, vendo outros batistérios, comparando, para se atingir aquele modelo, que é criticável, mas é um dos possíveis. É uma espécie de retrato robô e a esse retrato faltam muitas peças”. 

Teria existido um bispo de Mértola? Para dar vida à cena, a reconstituição, em 3D, idealiza um adulto prestes a ser batizado, com apoio de um sacerdote principal e de um auxiliar. Mas nada disto está documentado e a própria questão de quem seria o oficiante dos rituais suscita muitas dúvidas, que darão pano para mangas para as gerações vindouras de estudiosos. “Sabemos que, no século VI, quem batiza é um bispo. Não é como hoje, que é um pároco que faz o batismo na igreja, a crianças. Mas, do ponto de vista histórico, textual, não há registos de nenhum bispo católico em Mértola. Portanto, havendo aqui estes dois batistérios, tinha de haver pelo menos um bispo, que poderia ser monofisita, donatista, não sabemos. Mas o que sabemos é que, havendo um bispo, não estamos a falar de uma aldeia, de um sítio qualquer”, considera Cláudio Torres.
É a arqueologia a acrescentar “outras realidades” às fontes escritas que, no caso da Mértola paleocristã, não existem, nota Virgílio Lopes. “Se fôssemos olhar às fontes, Mértola não teria existido neste período. Não há nenhuma referência, nomeadamente à existência de um bispo. Nenhum dos bispos de Mértola, a existirem, foi aos concílios. E a arqueologia está a dizer-nos precisamente o contrário. Houve aqui um investimento grande, o que significa que este batistério foi feito para funcionar, com bispo ou bispos, de onde quer que eles viessem”.
Paulatinamente, o puzzle vai-se desvendando, mas os dados sobre os vivos são decididamente menos conclusivos do que os vestígios que retrataram a morte. “Isto é uma peça, mas esta peça faz parte de um conjunto que gostaríamos de entender um pouco melhor. Sabemos alguma coisa sobre os batistérios, sabemos alguma coisa sobre as basílicas e sobre as práticas funerárias, mas conhecemos muito mal os vivos desta época, o que é que faziam”, confessa Virgílio Lopes. Certamente estariam ligados ao rio e a um comércio próspero que não termina no período romano e se desenvolve nas centúrias seguintes. Assim, todas as especulações vão desembocar na mesma conclusão, conclui o arqueólogo: “Para existir esta elite religiosa, com estes muitos metros quadrados de construção, teve que haver muito dinheiro para fazer e manter isto. E isso é mais uma prova indiscutível de que Mértola era uma terra importante”.



Delegação de Roma visita Mértola em abril

O segundo batistério de Mértola espera, para abril próximo, uma “visita importante” de Roma, mais concretamente do Instituto Pontifício, que enviará uma delegação de 50 alunos e professores. “Isto está a ter uma dimensão internacional completamente anómala, com estes dois gigantescos batistérios”, informa Cláudio Torres, e aponta para o passo seguinte, o das “intervenções museográficas” que, necessariamente, têm que ser feitas para permitir a leitura pública desta “dualidade” religiosa que, no continente europeu, só tem paralelo na cidade italiana de Ravena.
O que era apenas um sítio interessante, sob o ponto de vista científico, mas “com pouca leitura, sob o ponto de vista museográfico”, alterou-se com as escavações do verão passado. “Agora, estamos perante uma outra realidade. A ideia é continuarmos e, dada a monumentalidade do sítio, vale bem o investimento. O que é que teremos ainda por baixo?”, questiona-se Virgílio Lopes.
Colocam-se, no entanto, os entraves práticos típicos de uma conjuntura económica difícil. Para já, têm que ser tomadas medidas de preservação do espaço, para evitar que se destrua, sendo que, a breve termo, se coloca a necessidade de criar estruturas de proteção. “Sabemos mais ou menos como é que seria o edifício mas não podemos reconstituí-lo. Temos, sim, que criar a partir daqui toda uma sugestão de volumetria que evidentemente não pode ser montada no terreno. Como, com que dinheiro? É preciso investimentos. Do Estado, da Câmara de Mértola. São questões que se vão colocando”, adianta o diretor do Campo Arqueológico de Mértola.
Virgílio Lopes está otimista. Basta-lhe a importância da descoberta e a convicção de que, mais cedo ou mais tarde, chegarão os investimentos: “Todos conhecemos a conjuntura em que estamos. Agora, uma coisa é certa: isto é demasiado importante para se destruir, para não se fazer alguma coisa. A parte divertida, de escavar, de encontrar coisas novas, está feita. Agora vem a parte de como manter isto, de como dá-lo a conhecer e como permitir que as pessoas usufruam dele. Porque é nessa dinâmica que temos que inscrever-nos aqui em Mértola. Não sabemos quem vai pagar isto, mas havemos de encontrar”. CF
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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Isabel Valente candidata da CDU

 
A médica Isabel Valente, natural de Mértola, é a aposta da CDU para liderar a lista à Assembleia Municipal de Mértola nas eleições autárquicas agendadas para este ano.

A exercer funções no Hospital Distrital de Faro, Isabel Valente tem um longo percurso na especialidade de neurologia, em particular no domínio das demências e da esclerose múltipla.

Fonte da CDU sublinha que a candidata mantém “uma profunda ligação ao concelho de Mértola por razões familiares e profissionais”, tendo, por exemplo, desenvolvido um projecto na área da hotelaria.

A mesma fonte adianta ao “CA” que o processo de elaboração das listas da CDU em Mértola “está muito avançado”, garantindo que nos próximos dias “serão anunciados os cabeças-de-lista a todas as freguesias”, assim como a composição da lista à Câmara Municipal, liderada por Miguel Bento, e o mandatário concelhio.
 

Miguel Bento candidato da CDU à Câmara de Mértola

 
Miguel Bento vai ser o candidato da CDU à presidência da Câmara de Mértola nas eleições autárquicas deste ano, tal como o “CA” adiantou em primeira mão a 24 de Janeiro.

A candidatura da CDU em Mértola foi apresentada oficialmente este sábado, 6, e fonte do PCP adianta à Agência Lusa que o objectivo é "reconquistar" a Câmara que os comunistas perderam para os socialistas em 2001

Assistente social e professore universitário, Miguel Bento tem 50 anos e é militante do PCP.

Licenciado e mestre em Serviço Social, o candidato foi vice-presidente da autarquia mertolense entre 1997 e 2001 e no actual mandato é membro da Assembleia Municipal de Mértola, eleito pela CDU.

Miguel Bento está igualmente ligado a vários projetos de intervenção social e desenvolvimento nos concelhos de Mértola e Serpa e é docente no Instituto Politécnico de Beja.

No ano lectivo 2010-2011, Miguel Bento ganhou o Prémio de Mérito do Ministério da Educação e, em 2012, a sua investigação de mestrado, já editada em livro e intitulada Vida e Morte numa Mina do Alentejo - Pobreza, mutualismo e provisão social. O caso de S. Domingos (Mértola), venceu o Prémio António Sérgio, na categoria de Estudos e Investigação.

Miguel Bento, pela CDU, e o presidente da Câmara de Mértola, Jorge Rosa, que se recandidata pelo PS para tentar um segundo mandato, são os candidatos conhecidos até ao momento à presidência daquela autarquia.

Também o Movimento Independente por Mértola (MIM) já garantiu que vai voltar a apresentar candidaturas aos órgãos municipais locais nas eleições autárquicas agendadas para este ano.
 

Mértola: PS recandidata Jorge Rosa (ACT.)


O PS aprovou a recandidatura de Jorge Rosa à presidência da Câmara de Mértola nas autárquicas deste ano, confirmando a notícia adiantada pelo “CA” a 9 de Janeiro.

O nome de Jorge Rosa foi escolhido por unanimidade na última sexta-feira, 8, durante uma reunião da Concelhia de Mértola do PS.

Em comunicado, a Concelhia de Mértola do PS explica que Jorge Rosa dá aos socialistas "a garantia da continuidade de um bom trabalho, em prol do desenvolvimento" do concelho, "apesar das dificuldades que enfrentamos, fruto dos tempos difíceis que se vivem".

"A cada vez maior visibilidade externa do nosso concelho e o prestígio conseguido são fruto dum trabalho empenhado e persistente em várias áreas, com destaque para o nosso património cultural, o turismo cinegético e a nossa gastronomia", continua o comunicado do PS, que destaca igualmente o trabalho desenvolvido nos últimos anos pela autarquia nas áreas da saúde, acção social, educação e saneamento básico.

O PS enaltece ainda a "política de proximidade desenvolvida" pelo executivo de Jorge Rosa, que permitiu "trazer confiança aos investidores que têm vindo a fazer vários investimentos quer na recuperação de montes e plantações de vinha, azinho, olivais e alfarrobeiras, quer no sector da energia solar e eólica, com investimentos que ultrapassam os 60 milhões de euros".

Jorge Rosa tem 41 anos, é licenciado em Gestão Bancária e lidera a Câmara de Mértola desde 2008, depois da renúncia de Jorge Pulido Valente.

Com a escolha de Jorge Rosa em Mértola, o PS do Baixo Alentejo tem praticamente fechado o “dossier” dos cabeça-de lista nas eleições autárquicas deste ano, estando certas as candidaturas de António Bota (Almodôvar), Nelson Brito (Aljustrel), Natália Caeiro (Alvito), Fernando Durão (Barrancos), António José Brito (Castro Verde), Jorge Pulido Valente (Beja), Ana Raquel Soudo (Cuba), Canudo Sena (Moura), José Alberto Guerreiro (Odemira), Pedro do Carmo (Ourique), Noel Farinho (Serpa) e José Miguel Almeida (Vidigueira).

Falta apenas confirmar o nome do candidato socialista à Câmara de Ferreira do Alentejo, sendo provável a recandidatura do actual autarca, Aníbal Reis Costa.
 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

GNR deteve homem com


A GNR deteve esta segunda-feira, 18, perto de Mértola, um homem por posse de droga (heroína e cocaína) e arma de fogo, adiantou à Agência Lusa fonte oficial da Guarda.
A detenção do homem, de 46 anos, residente na zona de Mértola e com antecedentes criminais, ocorreu cerca das 23h30 e foi efectuada no âmbito de um processo que está a ser investigado pelo Destacamento Territorial de Almodôvar da GNR, precisou a mesma fonte.
Na altura da detenção, o suspeito tinha em sua posse heroína e cocaína suficiente para 315 doses individuais, além de uma caçadeira.
O detido vai ser presente na quarta-feira, 20, ao Tribunal de Mértola para primeiro interrogatório judicial e eventual aplicação de medidas de coacção, indicou o oficial de relações públicas do Comando Territorial de Beja da GNR, tenente-coronel Carlos Belchior.
 
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Agenda Cultural de Castro Verde

 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

António José Brito candidato do PS à Câmara de Castro Verde

 
O jornalista António José Brito vai ser o candidato do PS à presidência da Câmara Municipal de Castro Verde, um baluarte comunista, nas eleições autárquicas deste ano, disse hoje o próprio à agência Lusa.
Com 42 anos, António José Brito dirigiu até à última quarta-feira o jornal “Correio Alentejo”. O candidato explicou que aceitou o convite do PS para liderar o projecto socialista para a Câmara de Castro Verde com o objectivo de "contribuir para o surgimento de um tempo político diferente" no concelho e disse estar "consciente das dificuldades e da exigência do desafio" de se candidatar à Câmara de Castro Verde, um baluarte comunista, que, desde 1976, quando se realizaram as primeiras eleições autárquicas depois do 25 Abril de 1974, sempre foi liderada pela CDU ou outras coligações encabeçadas pelo PCP.
“Muito motivado com este novo capítulo da sua cidadania”, António José Brito pretende “contribuir para o surgimento de um tempo político diferente no concelho de Castro Verde”.
“Com este desafio, assumo que é necessário fazer renascer o alento num município onde as políticas da autarquia perderam toda a dinâmica nos últimos cinco anos”, disse.
António José Brito disse que a sua actividade profissional como jornalista, que "é incompatível com a candidatura à Câmara de Castro Verde", terminou na quarta-feira, quando foi fechada a próxima edição do Correio Alentejo, que sai na sexta-feira e será a última dirigida por si, e, a partir de sábado, o jornalista Carlos Pinto será o novo diretor do jornal.
Natural de Entradas, concelho de Castro Verde, António José Brito, jornalista há cerca de duas décadas, tem formação em jornalismo pelo Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas (CENJOR) e frequenta a licenciatura em Educação e Comunicação Multimédia na Escola Superior de Educação de Beja.
Proprietário da empresa Jota CBS - Comunicação e Imagem, que detém o “Correio Alentejo”, actualmente com edição mensal, António José Brito já foi director da Rádio Castrense e do jornal semanário "Diário do Alentejo". E dirigia o “Correio Alentejo” desde 2006, já colaborou com a Rádio Renascença e o jornal "Diário de Notícias" e criou os dois únicos jornais que existiram no concelho de Castro Verde: o "Topo Sul" e "O Campo".
Para as eleições autárquicas deste ano, António José Brito é o único candidato conhecido, até hoje, à presidência da Câmara de Castro Verde, liderada por Francisco Duarte, independente eleito pela CDU e que dispõe de maioria absoluta, num executivo composto por três eleitos pela CDU e dois pelo PS.
Francisco Duarte foi eleito presidente da Câmara de Castro Verde em 2009, mas já presidia ao município desde 4 de Julho de 2008, um dia após o anterior presidente, Fernando Caeiros, que liderava o executivo desde as primeiras eleições autárquicas, em 1976, ter suspendido o mandato.
 

sábado, 19 de janeiro de 2013

ARTE ISLÂMICA - 10/10


É uma das minhas peças preferidas da arte islâmica. Falo do célebre Alcorão Azul. Foi escrito na Tunísia em finais do século IX ou nos inícios do século X d.C. Pergaminho tintado com indigo e preenchido com um cúfico muito bonito. As folhas foram separadas durante o período otomano, pelo que há fragmentos deste Alcorão em diversos locais. Designadamente no Museu de Raqqada ou no Metropolitan, em Nova Iorque.

Ouro e azul combinam-se, desde há milénios. Na arte egípcia, nos mosaicos bizantinos, nos tetos das catedrais medievais. A palavra de Deus só pode ser escrita em letras douradas, terá pensado quem encomendou esta preciosidade. Nothing gold can stay? Talvez não seja bem assim.




Nothing Gold Can Stay

Nature's first green is gold,

Her hardest hue to hold.

Her early leaf's a flower;

But only so an hour.

Then leaf subsides to leaf.

So Eden sank to grief,

So dawn goes down to day.

Nothing gold can stay.

Robert Frost (1874-1963)


Por
Santiago Macias
in
Avenida da Salúquia 34



Fotografia

foto: Lauren Bentley
Publicado por João Espinho
in

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Correio Alentejo nº327

UTI anuncia primeiro voo de carga em Beja

 
A empresa de transportes internacional UTI anunciou que irá fazer o seu primeiro transporte de cargas a partir do aeroporto de Beja no próximo mês de Fevereiro, com uma encomenda que será levada para Frankfurt, na Alemanha.
 
A UTi Worldwide Inc instalou-se no aeroporto de Beja no final do último ano e é uma empresa internacional que fornece soluções em mais de 63 países com 360 escritórios e 240 centros logísticos, oferecendo serviços transitários no transporte aéreo, marítimo e rodoviário.
 
Com o seu novo escritório no aeroporto de Beja, a UTi Portugal pretende apoiar as empresas exportadoras do Baixo Alentejo, numa altura em que as exportações assumem grande importância para o desenvolvimento da economia portuguesa.
 
Além do contacto com os exportadores nacionais, o novo escritório da UTi em Beja pretende estreitar relações com clientes do outro lado da fronteira.
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Canoagem - Seleção Nacional Júnior em estágio em Mértola

Canoagem divide seleção júnior por dois centros de estágio

A Federação Portuguesa de Canoagem decidiu, pela primeira vez na história, dividir uma seleção em dois grupos, com os juniores a estagiarem repartidos entre Vila Nova de Gaia e Mértola.

De 19 a 26 de janeiro vão ser oito os canoístas a estagiar no Centro Náutico Edgar Cardoso, no Rio Douro, integrado na sede da federação, enquanto outros dez vão concentrar-se no Centro de Estágio do Guadiana do Clube Náutico de Mértola, naquela vila alentejana.

Esta medida estava prevista no programa de reeleição de Mário Santos na presidência da federação.

A época fica marcada pelo campeonato da Europa, de 27 a 30 de junho em Poznan, Polónia, e os mundiais de 01 a 04 de agosto, em Welland, Canadá.  

Por
Carlos Barros
07 Jan, 2013, 18:26 / atualizado em 08 Jan, 2013, 00:24
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