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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Incompetência ou má fé? A propósito do último Prós e Contras


O Alentejo não é, hoje, felizmente, aquilo que a Fatima Campos Ferreira procurou retratar no ultimo Prós e Contras, como uma região esquecida, parada no tempo, de mão estendida, sem presente nem futuro. Nem o Alentejo no seu todo, nem as sub regiões que o constituem: o Baixo Alentejo e o Litoral, o Alentejo Central e o Alto Alentejo?
Fica por saber se FCF o fez por pura incompetência( já demonstrada várias vezes na falta de adequada preparação do programa) ou, intencionalmente(com que objectivos e a mando de quem?), por má fé! Seja qual for a explicação, esta "jornalista" prestou um péssimo serviço à televisão pública, ao Alentejo e ao país.
O Alentejo é, atualmente, uma das regiões do país que maior potencial de desenvolvimento apresenta e que, ao contrário do que se quis fazer passar e, apesar de algumas dificuldades e constrangimentos, está a explorá-lo e potenciá-lo de uma forma extraordinária e com excelentes resultados quer seja no sector agrícola, no agro industrial, no das indústrias aeronáuticas, extractivas e energética, no da energia fotovoltaica, no turismo, na investigação e inovação, na cultura, etc.
Para além disso, face à maior vulnerabilidade do seu território às alterações climáticas e aos consequentes processos de desertificação e de ameaça à sua riquíssima e bem preservada bio diversidade, o Alentejo soube capacitar-se e preparar-se para dar respostas adequadas, quer a nível local quer regional, a esses problemas nas suas diferentes dimensões. O Alqueva é o melhor exemplo da medida mais estrutural de adaptação que poderia ser tomada em termos, por exemplo, da gestão sustentável dos recursos hídricos. Lamentavelmente, FCF cortou a palavra ao presidente da EDIA, precisamente quando o ia explicar e, também, rebater as asneiras que estavam a ser ditas, nomeadamente com a defesa da pretensa solução de instalação de estações de dessanilização. 
Poderia também ter sido dito que o Alentejo é a primeira região e a única no país que está a preparar estratégias regional e locais de adaptação às alterações climáticas, mas a jornalista não fez, convenientemente, o trabalho de casa.
Os exemplos positivos do desenvolvimento sustentável da região são inúmeros, diversificados e transversais a todo o território do Alentejo. 
Que outra região do país consegue simultaneamente, preservar habitas que permitem reintroduzir uma espécie extinta, como o lince, e valorizar os recursos cinegéticos, ser campeã na produção de energia renovável e da exportação de produtos das refinarias, ser fornecedora dos mercados mundiais de novos produtos agrícolas de regadio e dos tradicionais do sequeiro e do montado, ser dos maiores exportadores de minerais metálicos e não metálicos e caso de estudo internacional de crescimento do turismo, valorizar a produção artesanal e inovar na aeronáutica e nas tecnologias da informação, desenvolver-se sem pôr em causa a sustentabilidade do território e a qualidade de vida das populações ?
Apesar do muito investimento público que foi feito em projectos estruturantes, cujos impactos positivos e os bons resultados estão à vista, obviamente que temos ainda carências e grandes problemas, designadamente, no que respeita às acessibilidades no Baixo, no Litoral e no Alto Alentejo. O caso da electrificação da linha ferroviária Casa Branca/Beja é, talvez, o mais gritante, quer porque foi deixado para trás, inexplicavelmente, quer pela sua urgência porque afecta directa e diariamente as populações do distrito de Beja.
Também o problema do despovoamento, várias vezes confundido no programa com desertificação, nunca teve nem ainda tem a atenção e a prioridade que devia merecer, embora tenha sido criado o PNVI. Mas este fenómeno não é exclusivo do Alentejo, nem sequer do país, e não tem solução milagrosa e imediata, nem se resolve apenas com investimentos em acessibilidades.
Fazer, a coberto das justas reivindicações dos alentejanos de mais e melhor investimento na região, um retrato miserabilista, deprimente e, sobretudo, injusto da realidade que aqui se vive, poderá servir a quem?
Finalmente, porque o texto já vai longo, mais algumas perguntas.
Que critérios foram utilizados para escolher os actores no palco? Porque relegaram para figurantes na plateia, alguns sem direito sequer a usar da palavra e outros a quem foi dado um tempo ridículo para intervir, o presidente da CM de Reguengos(anfitrião), o presidente da CCDRA, o presidente da entidade regional de turismo, a reitora da Universidade de Evora, etc.
Porque razão não esteve ninguém, ou não foi dada a palavra , a quem representasse o Norte Alentejano, o turismo, a academia, os núcleos empresariais, a autoridade nacional da água (APA), o ambiente e ordenamento do território, etc?
Quem é e que representatividade têm, para estar no palco e na plateia a usar da palavra, o dinamizador(desenquadrado e mal informado) e um mero associado(que chegou agora ao Alentejo e que só disse asneiras) da Melhor Alentejo, organização que surgiu recentemente e apenas tem no currículo a realização de uma única conferência em Beja?Que critérios foram utilizados para gerir os tempos de intervenção, dando palco a mais aos detractores e a menos aos valorizadores do Alentejo.
O Alentejo tem as suas raízes fortes no passado, sim, mas os olhos estão no futuro


Jorge Pulido Valente

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Curso de àrbitros de Canoagem

A Federação Portuguesa de Canoagem e o seu Conselho Nacional de Arbitragem (CNA) irão realizar dois cursos iniciais de árbitros de canoagem.
Um dos cursos será realizado, no dia 18 de Novembro, na região sul (Alentejo ou Algarve), em local a indicar depois de verificada a proveniência da maioria dos interessados.
Existe a probabilidade de o Curso se realizar em Mértola sendo para isso necessário um elevado numero de inscrições provenientes de Mértola. Por isso aqui fica o desafio. Descarregue a ficha de inscrição em:
Ou dirija-se á secretaria do Clube Náutico de Mértola para efetuar a sua inscrição.

A SUA PARTICIPAÇÃO É DETERMINANTE e pode iniciar uma carreira muito interessante que lhe pode permitir viajar pelo país e numa fase mais avançada também pelo estrangeiro, participando ativamente na vida duma das melhores modalidade portuguesas e que paralelamente tem forte implantação em Mértola.

sábado, 28 de outubro de 2017

Jovem de Mértola apresenta projeto ao Programa Orçamento Participativo Jovem 2017


Clique aqui para aceder ao projecto na plataforma OPJ2017


Rafael Luz, um jovem de Mértola, atleta do Clube Náutico de Mértola apresentou um Projecto com a designação genérica.


Transportes da Canoagem - Mértola, Castro Verde e Almodôvar.


O projeto prevê uma solução para a dificuldade nos transportes desportivos do Clube Náutico de Mértola.

O projeto passará agora por uma fase de avaliação e se tudo correr bem passará á fase seguinte sendo a partir daí escolhidos os projetos a partir duma votação nacional que se processará online. Voltaremos a falar neste projeto principalmente se passar á fase de votação. Nessa ocasião contaremos com a participação de todos para votar e divulgar.


sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Obrigado João Serrão e António Cachoupo


Recebi hoje um "mail" cujo conteudo nao posso deixar de partilhar com todos:

Caras amigas, amigos e colegas.
Chega hoje ao fim, um percurso em que tive a honra de desempenhar o cargo de vereador e vice presidente da autarquia de Mértola.
Foi um prazer percorrê-lo em vossa companhia e, em conjunto, contribuirmos para que Mértola seja, a cada dia que passa, um local melhor.
Gostaria de vos deixar a todos e todas o meu agradecimento, pelo empenho e dedicação demonstrados, em prol do desenvolvimento nosso concelho e da nossa população.
Por ora, ficarei a trabalhar na Fundação Serrão Martins, e desta forma continuaremos bem próximos.
Mais uma vez obrigado.
Beijos e abraços para todas e todos.
/João Miguel Palma Serrão Martins/

Partilhar porque entendo que no momento em que se comemora a vitória do Partido Socialista nas ultimas autarquicas é também importante dizer obrigado aqueles que agora saiem e que ao longo dos ultimos anos muito fizeram pelo Concelho de Mértola, com esforço pessoal e dedicação. Em termos pessoais e profissionais quero deixar aqui o meu obrigado ao João Miguel Serrão Martins e obviamente também ao António Cachoupo antes de mais pelo trabalho que desenvolveram mas também pelo companheirismo, seriedade e amizade que sempre me demonstraram.
Obrigado João Miguel
Obrigado António Cachoupo

Espero que continuem a andar por ai.

Carlos Viegas

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Obrigado João Serrão e António Cachoupo


Recebi hoje um "mail" cujo conteudo nao posso deixar de partilhar com todos:

Caras amigas, amigos e colegas.
Chega hoje ao fim, um percurso em que tive a honra de desempenhar o cargo de vereador e vice presidente da autarquia de Mértola.
Foi um prazer percorrê-lo em vossa companhia e, em conjunto, contribuirmos para que Mértola seja, a cada dia que passa, um local melhor.
Gostaria de vos deixar a todos e todas o meu agradecimento, pelo empenho e dedicação demonstrados, em prol do desenvolvimento nosso concelho e da nossa população.
Por ora, ficarei a trabalhar na Fundação Serrão Martins, e desta forma continuaremos bem próximos.
Mais uma vez obrigado.
Beijos e abraços para todas e todos.
/João Miguel Palma Serrão Martins/

Partilhar porque entendo que no momento em que se comemora a vitória do Partido Socialista nas ultimas autarquicas é também importante dizer obrigado aqueles que agora saiem e que ao longo dos ultimos anos muito fizeram pelo Concelho de Mértola, com esforço pessoal e dedicação. Em termos pessoais e profissionais quero deixar aqui o meu obrigado ao João Miguel Serrão Martins e obviamente também ao António Cachoupo antes de mais pelo trabalho que desenvolveram mas também pelo companheirismo, seriedade e amizade que sempre me demonstraram.
Obrigado João Miguel
Obrigado António Cachoupo

Espero que continuem a andar por ai.

Carlos Viegas




terça-feira, 17 de outubro de 2017

Alentejo: o Desafio da Sustentabilidade


A abordagem territorial nos processos de planeamento e desenvolvimento, tem vindo a revelar-se, em
detrimento da sectorial, mais adequada na construção de soluções para resolver os constrangimentos que se colocam à competitividade, à coesão e à convergência, bem como às dificuldades de implementação de novos modelos de governação e de desenvolvimento.

Tendo por base essa perspectiva, a CCDR Alentejo tem procurado, através da definição de estratégias regionais em vários domínios, obviamente, alinhadas com as nacionais, territorializar as políticas públicasgovernamentais.

No âmbito desse trabalho foi identificado como um dos desafios mais relevantes, designadamente, pela sua transversalidade, a sustentabilidade do desenvolvimento  do e no Alentejo, nas suas diferentes. 

Analisaremos, neste primeiro artigo, 3 dessas dimensões que interagem entre si e com as restantes: a demográfica, a ambiental e a económica. 1. Dimensão sustentabilidade demográfica  Não sendo um problema específico do Alentejo, umavez que é comum a todos os territórios do interior e é já um fenómeno de dimensão nacional e até europeia, o despovoamento e o envelhecimento populacional na nossa região atingiram níveis preocupantes, senão mesmo dramáticos, dado que nalguns concelhos o limiar de ruptura já foi ultrapassado, verificando-se a extinção de núcleos populacionais, dos montes, num primeiro momento, e, agora, de aldeias para, em breve, se não houver uma intervenção mais profunda, estrutural, coordenada e convergente das políticas públicas, de vilas.

Numa região como o Alentejo em que o homem, as suas actividades mais tradicionais e a forma como ocupou e geriu o território, ainda são o guardião e os garantes da preservação dos recursos naturais e da paisagem, da sustentabilidade, é indispensável e inadiável, no mínimo, reduzir, senão suster, num primeiro momento, a perda demográfica para, numa 2ª fase, dar início a um processo de recuperação e rejuvenescimento. Nesse sentido, e não pondo em causa o mérito do Programa Nacional de Coesão Territorial, propõe -se a elaboração de uma Estratégia Regional de Mitigação e Adaptação à Baixa Densidade, alinhada com o referido programa e enquadrada numa política pública nacional de desenvolvimento regional, beneficiando, mas não se limitando, aos financiamentos dos fundos comunitários Pos 2020.

1. Dimensão sustentabilidade ambiental É conhecida e reconhecida a riqueza do património natural e a qualidade ambiental do Alentejo e todo o trabalho que tem sido realizado para a sua protecção, preservação e valorização. Por isso, se constitui como um dos pilares fundamentais da EstratégiaRegional de Especialização Inteligente.  No entanto, esta também é uma das regiões no País
que maior vulnerabilidade apresenta relativamente às alterações climáticas, aos processos de desertificação e respectivas ameaças e consequências, nomeadamente, ambientais.

Consciente desta fragilidade do território, e do que ela pode representar como dificuldade acrescida e ameaça ao desenvolvimento sustentável da região, a CCDR Alentejo , está a elaborar uma Estratégia Regional de Adaptação às Alterações Climáticas, numa parceria alargada com os actores regionais, quer públicos quer privados e, obviamente, alinhada com a estratégia nacional e integrando, naturalmente, as perspectivas subregionais, locais e sectoriais.

1. Dimensão sustentabilidade económica

O Alentejo tem conhecido nos últimos anos uma nova e crescente dinâmica de desenvolvimento económico, em resultado de projectos públicos estruturantes e financiamentos comunitários, geradores e indutores de investimentos públicos e privados quer na agricultura, quer na indústria, quer na produção de energia elétrica, quer ainda no turismo.

Na agricultura, ao regadio no perímetro do Mira juntou-se o do Alqueva e, mais recentemente, em Alcácer do Sal, os grandes investimentos em novos projectos hortícolas, os quais somados representam já, em termos de produção agrícola, uma fatia muito significativa na economia nacional.
Também na área industrial, seja no sector extractivo (minérios metálicos e não metálicos), seja no aeronáutico (cluster aeronáutico) ou ainda no dos combustíveis e derivados (Porto e ZIL de Sines), o
crescimento tem sido notório e intenso. O enorme potencial da região em termos de energias renováveis começa agora a ser explorado, sendo exponencialmente crescentes, quer em número quer
em potência de produção, os investimentos, nomeadamente, na área do solar fotovoltaico.

O crescimento do turismo no Alentejo é já um caso de estudo e é reconhecido o potencial de desenvolvimento ainda existente, no litoral, na zona de Alqueva e Baixo Guadiana e em todo os produtos turísticos que diferenciam e distinguem a oferta deste destino em todo o território regional. Porém, na perspectiva da sustentabilidade é necessário por uma lado avaliar os impactos sócio ecológicos de todos os projectos nos diversos sectores, para identificar os eventuais impactos negativos que é preciso minimizar e corrigir e os positivos que é necessário promover e potenciar e, por outro, incrementar e dinamizar o modelo de economia circular de modo a garantir a preservação dos recursos naturais. Com esse objectivo, a CCDRA, decidiu avançar com uma estratégia regional para a dinamização da economia  circular e com um grupo de trabalho para a avaliação dos impactos sócio ecológicos da agricultura intensiva

O desafio da sustentabilidade está, por isso, no centro da nossa estratégia de desenvolvimento regional, como factor fundamental e garante da competitividade, coesão e convergência.

Jorge Pulido Valente

Tomada de posse dos orgãos autarquico de Mértola


A cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos autárquicos de Mértola terá lugar no dia 18 de outubro, pelas 18h30, no Cine-teatro Marques Duque.
O programa, para além da tomada de posse, inclui as intervenções dos presidentes da Assembleia e Câmara Municipal, a atuação do Grupo Coral Guadiana de Mértola e do Grupo Terra Bela, assim como, a primeira reunião da Assembleia Municipal.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Um “bom futebolista” que optou pela canoagem


“O sentimento mais gratificante que posso ter é o orgulho dos meus pais. Nunca me arrependerei das minhas opções, e sei que um dia, quando tiver filhos, eles se orgulharão do pai, tal como os meus pais fazem comigo”, confessou o canoísta internacional Bruno Afonso. O atleta do Clube Náutico de Mértola revelou também: “Estou contente com tudo o que já consegui mas ainda espero conquistar mais felicidade com o que está para vir”.
 Texto e foto Firmino Paixão

Bruno Afonso nasceu em Mértola, à beira do Guadiana. Tem 23 anos de idade e oito de dedicação à canoagem “O meu primeiro contacto com a modalidade foi engraçado, porque nunca tinha sentido nenhum interesse pela canoagem”, explicou.
 Já experimentara vários desportos, contudo, “no verão, os meus amigos iam tomar banho para o rio e eu ficava em casa, a minha mãe não me permitia. Então, encontrei uma solução, vim para a canoagem porque, no final do treino, sabia que daríamos uns mergulhos no rio”. E foi assim durante três anos: no verão remador, no inverno futebolista do Guadiana de Mértola, até ser advertido pelo treinador do Náutico que, por causa daquele vai vem, não o aceitaria mais no clube. “Mas à terceira vim para ficar, foi de vez, construi ambições muito fortes e dediquei-me apenas à canoa, mas eu até era bom futebolista”.
A opção definitiva pela canoagem coincidiu com a chegada a Mértola do treinador húngaro Tamas Homoki, contou Bruno Afonso, assumindo que: “Confiei muito nele, a sua vinda tinha sido uma boa aposta do clube. Sempre pensei que ele me iria potenciar, então, aproveitei bem os seus ensinamentos para me lançar para bons resultados e cá estou”.
Com o rio Guadiana tão perto e com a dinâmica do Clube Náutico, a canoagem é uma opção natural para os jovens locais. Bruno Afonso disse até que “o que me fascina é disfrutar das paisagens. Cada lugar onde remamos tem sempre a sua beleza, a natureza oferece-nos essas maravilhas e nós só queremos fruir o rio. Sentir o barco a deslizar pelas águas é um momento único, um momento de sensações que nos dão tanto prazer que não encontro em nenhum outro desporto, em nenhum outro lugar”.
 Desde sempre que o Náutico de Mértola foi o ancoradouro das suas ambições: “E continua a ser, estudava em Mértola, por isso, era uma opção natural, mas o clube não me apoiou só durante a formação, o clube está sempre presente e apoia-me em tudo o que preciso. Devo muito ao Náutico de Mértola e acredito que no futuro a nossa relação continuará igual”.
 A dedicação foi crescente e o retorno foram os bons resultados e a chamada às seleções: “Foi uma evolução rápida, face à competência do treinador Homoki, interiorizei que só tinha que cumprir as suas orientações e, nesse ano, na primeira prova de aferição para as seleções nacionais entrei logo, daí para a frente só falhei uma época e já lá vão mais de oito anos”.
 Uma carreira feita de regatas em competições nacionais, campeonatos da Europa e do Mundo, conhecendo novos lugares e valorizando-se como atleta: “Quando era júnior pensei que tudo ficaria por ali, nunca imaginei que o melhor estaria para vir, não me passava pela cabeça que ainda participaria em tantas provas internacionais, que conheceria tantos países e tantos atletas formidáveis com quem competi”.
E tem valido a pena porque, além das medalhas que, sendo importantes, não são tudo o que a modalidade lhe tem oferecido, sublinhou: “Tenho memórias muito gratificantes, só de pensar nisso até me arrepio, para além da experiência competitiva fica o convívio, a partilha da amizade, um dos melhores momentos que vivi na canoagem foi em 2016, na Bielorrússia, onde o meu amigo Tiago Tavares foi campeão do mundo. Vê-lo subir ao pódio e ouvir o hino foi algo inesquecível, não era eu que lá estava, mas foi um dos momentos mais emotivos que tive na canoagem”.
 Falta-lhe um título europeu ou mundial, mas haverá tempo para lá chegar? “Treino todos os dias com essa ambição, lutarei sempre para o conseguir, mas também tenho noção de que noutros países as realidades são outras”.

 Bruno Afonso tem o estatuto de alta competição, vive na residência universitária no Centro de Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Canoagem, em Montemor-o- -Velho, em cuja pista treina. Estuda em Coimbra, licenciou-se em Engenharia Informática e frequenta o mestrado. Entretanto integra o Projeto Olímpico, com os olhos postos em Tóquio 2020, por isso, deixa um recado aos jovens do seu clube para quem se considera já um exemplo: “Tenham ambição para irem mais além, com muito trabalho e dedicação tudo é possível, basta que acreditemos”.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Clube Náutico de Mértola - Mais uma medalha nos Nacionais


O Clube Náutico de Mértola participou este fim de semana na 2ª Etapa do Campeonato Nacional de Velocidade em Canoagem. Os atletas António Fernandes e Manuel Inácio em c2 1000 metros Juniores alcançaram a medalha de Bronze. António Fernnades participou ainda na C1 !000 tendo alcançado ao 6º Lugar na Final A. Por sua vez Manuel Inacio atingiu a semi.final na mesma distancia.

Apesar das dificuldades que tem enfrentado ao longo das duas ultimas duas épocas o Clube Náutico de Mértola alcançou coletivamente o 28º lugar neste Campeonato entre os 51 Clubes participantes.

Coletivamente o título nacional de clubes na disciplina de Regatas em Linha foi para o Náutico de Ponte der Lima que venceu as duas provas e totalizou 4320 pontos, seguido pelo Prado com 3248 e na terceira posição pelo Crestuma com 1980 pontos.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Arqueologia na Casa Côr de Rosa - de surpresa em surpresa


Mais de cem pessoas estiveram ontem presentes para assistir á apresentação dos achados arqueológicos que têm vindo a ser trazidos á luz do dia numa escavação de emergencia. Discutiu-se qual o possivel futuro  das estruturas e achados que são claramente de grande importancia e merecem uma atenção particular.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Escavações na Casa Cor de Rosa - Visita Guiada


O Campo Arqueológico de Mértola promove no dia 3 de agosto ás 21 horas uma visita guiada ás escavações arqueológicas que estão a decorrer na Casa Cor de Rosa de Rosa em Mértola.

sábado, 29 de julho de 2017

Boletim Municpal nº 45

Avós


"A avó Clementina era uma mulher alta, mas não era altiva. Não dava ordens. Convencia os netos com palavras mornas e todos faziam o que ela queria. Tinha só um dente, bem no meio da boca, o que lhe dava um aspecto cómico e usava o cabelo apanhado num carrapito. E ria, ria muito. Talvez de nervoso, talvez de insegurança, talvez por saber pouco das alegrias da vida. A avó dizia coisas muito engraçadas e por vezes trocava o que queria dizer por palavras completamente desadequadas às situações, como por exemplo dar os parabéns a uma viúva em vez dos pêsames ou chamar a vizinha mais próxima porque tinha um bicho em casa e não sabia muito bem se era cobra ou se era iró. Os serões em casa da avó, à volta da braseira, comendo fatias de ovo, eram a única coisa que amenizava o frio e o cinzento do inverno, que ela detestava. A avó Clementina, por vezes perdia a paciência e quando não nos conseguia acalmar ou nós não lhe obedecíamos, dizia à laia de ameaça velada “Não sejas revenhosa…” Fosse lá o que fosse o significado da palavra, resultava.
Quando eu era miúda, a casa dos tios era o melhor das férias grandes. Ir para a horta regar, ver os animais, brincar e correr em liberdade pelos campos, era uma felicidade. Estar com as primas era tão bom. E havia a avó Inês. A avó Inês era calma, serena, tinha um sorriso encantador e uma voz tão doce. A sua paciência era ilimitada e permitia-nos não ter muitos horários nem muitas regras. Lutadora, em tempos difíceis de privações, criou os filhos sozinha, pois a viuvez veio precoce. Como a avó era muito baixinha, eu sentia-me já grande e muito importante pois estava quase da sua altura. Os jantarinhos feitos na panela de barro e cozinhados lentamente na lareira eram inigualáveis e ainda hoje lembrados quando se fala do passado. A avó Inês foi a melhor contadora de histórias do mundo. À noite, pela fresca do serão ou à luz do candeeiro a petróleo, reuniam-se as primas para ouvir as histórias contadas com a magia da voz da avó. O touro azul, A formiga rabiga e as histórias com príncipes e princesas e palácios faziam as delícias e aguçavam a imaginação e o sonho… E o soninho vinha tranquilo. 
Tenho saudades das Avós…"
Celeste Contente 26/07/2017


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Canoista de Mértola no Mundial de Juniores e sub23


Bruno Afonso, canoísta do Clube Náutico de Mértola integra mais uma vez a Equipa Nacional de Velocidade, que já se encontra em Pitesti – Roménia onde participará j no Campeonato do Mundo de Júniores e Sub23.

Bruno Afonso faz tripulação com Marco Apura do Clube Náutico de Crestuma e prevê-se a participação em Sub 23 , C2 500 e 1000.

Aguardamos com expetativa os desempenhos do canoísta de Mértola e seu parceiro bem como da restante equipa nacional

Informações complementares no Site da Competição