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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

“Novas descobertas Arqueológicas na Casa Cor de Rosa” - A população toma posição sobre o destino dos achados


Decorreu ontem no final da tarde na Sede do Campo Arqueológico de Mértola, Centro de Estudos Islâmicos e do Mediterrâneo integrada no Ciclo de Conversas uma reunião com elevada participação popular sobre o tema “Novas descobertas Arqueológicas na Casa Cor de Rosa” em Mértola. A conversa com apresentação e moderação de Virgilio Lopes despertou acesa discussão sobre o tema, em particular quanto ao destino a dar aos achados em causa, Estatuária e Ruinas.
Consensualmente foi decidido endereçar á Direção Regional de Cultura do Alentejo e á Câmara Municipal de Mértola um documento com o seguinte teor:

Assunto: Novos Achados Arqueológicos em Mértola - “Casa Cor de Rosa”
Nós, abaixo assinados, grupo de moradores de Mértola, presentes na palestra realizada nas instalações do campo Arqueológico de Mértola, em 18/01/2018, relativamente aos novos achados arqueológicos do edifício “Casa Cor de Rosa” em Mértola, vimos por este meio solicitar a V. Exas. Informação sobre o ponto de situação do exposto no relatório arqueológico realizado pelo Campo Arqueológico de Mértola e sobre a solução prevista para os achados e estruturas e a sua conciliação com o projecto inicial ou a sua adaptação, tendo por motivação o interesse manifestado pelo colectivo em que esta riqueza patrimonial permaneça em Mértola e integrada em projecto no local, como mais-valia para dinamização cultural e turística, considerando ainda o processo de classificação em curso, desta Vila, a Património da UNESCO.
Mértola, 18 de Janeiro de 2018
Agradecemos que a resposta seja remetida para o primeiro dos signatários, na seguinte morada:

O documento recolheu assinaturas da maioria dos presentes e será agora remetido ás referidas entidades.

C Viegas


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Ciclo de Conversas - Novas Descobertas Arqueológicas


O nosso Ciclo de Conversas incide, desta vez, na temática das novas e espetaculares descobertas arqueológicas na Casa Cor de Rosa em Mértola.
Este Ciclo de Conversas tem por objetivo divulgar o nosso património, as mais recentes descobertas e, sobretudo, falar e esclarecer algumas dúvidas sobre o trabalho que desenvolvemos no CAM. É um Ciclo de Conversas dedicado ao público em geral, em formato de conversa informal, estando aberto a todos os cidadãos que queiram participar.
O Ciclo de Conversas: “Novas descobertas Arqueológicas na Casa Cor de Rosa” será com Virgílio Lopes, no dia 18 de Janeiro, pelas 18h, na Sede do CAM, Centro de Estudos Islâmicos e do Mediterrâneo, junto ao Museu Islâmico.
Apareça!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Arqueologia na Casa Côr de Rosa - de surpresa em surpresa


Mais de cem pessoas estiveram ontem presentes para assistir á apresentação dos achados arqueológicos que têm vindo a ser trazidos á luz do dia numa escavação de emergencia. Discutiu-se qual o possivel futuro  das estruturas e achados que são claramente de grande importancia e merecem uma atenção particular.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Arqueologia em Mértola - Novas descobertas


No decorrer do inicio das obras da "Casa Cor de Rosa" em Mértola estão a ser trazidas á luz do dia estruturas que vão do Início do período Pré-Romano até ao Sec. XX, numa escavação de urgência levada a cabo pelo Campo Arqueológico com coordenação de Virgílio Lopes e Cláudio Torres.

Segundo Virgílio Lopes esta descoberta é mais uma peça chave para a compreensão do já intrincado puzzle da arqueologia no Centro Histórico da Vila Museu.

Para já é uma incógnita o futuro desta descoberta bem como as implicações no projecto de reabilitação que a Câmara Municipal de Mértola adjudicou para aquele edifício, que prevê a obra de reabilitação da que tem um custo que ronda os 800 mil euros, e um prazo de execução de 365 dias.

Esta reabilitação inclui uma utilização prevista associada ao aprofundamento da estratégia destinada a potenciar a presença e cultura Islâmica que marcaram e marcam a historia do território de Mértola.


Continuaremos a dar noticias da evolução desta intervenção


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Museu de Mértola acolhe exposição da escrita no Baixo Alentejo


O Núcleo Museológico da Basílica Paleocristão, em Mértola, acolhe de 6 a 25 de julho a exposição “Escrita no Baixo Alentejo das origens aos nossos dias”, uma iniciativa da Rede de Museus do Baixo Alentejo, que integra a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL). A inauguração terá lugar no dia 6 de julho, às 21h30, seguida do espetáculo musical “2500 anos de escrita”.

A mostra itinerante pretende dar conhecer a escrita no Baixo Alentejo ao longo da história. A exposição pode ser visitada de terça a domingo, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Arqueologia para todos em Mértola

Até ao final de junho, o Museu de Mértola sai à rua com a exposição de peças arqueológicas em vários locais da vila. No dia 23, no cine-teatro Marques Duque, decorre a iniciativa arqueologia pública, na qual os profissionais podem falar diretamente para a comunidade e dar a conhecer melhor o seu trabalho.
Para os mais novos, nos dias 24 e 25 de junho decorre na Alcáçova do castelo a ação “Da escavação ao Museu”. Porque a história se escreve todos os dias, será inaugurado no dia 25 de junho mais um monumento em Mértola, O Mural da História, na rua Dr. Afonso Costa, uma criação de NASSA – Núcleo D’Artes de Mértola. De 3 a 28 de julho decorrem os campos de trabalho em arqueologia na Encosta do Castelo de Mértola, destinado a jovens dos 16 aos 30 anos.
A organização é da responsabilidade da Câmara Municipal de Mértola, do Campo Arqueológico de Mértola, Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências Patrimoniais e da Universidade do Algarve, com o apoio da Secretaria de Estado para a Ciência, a Tecnologia e o Ensino Superior e a Direção Regional de Cultura do Alentejo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Jantar de Natal do Clube - Entrega do Prémio Jovem do Ano da Junta de Freguesia de Mértola


MIGAS CAFÉ RESTAURANTE

Ementa
Sopa de Legumes
Carne Assada
Sumos / Águas
Bolo de Bolacha
(Não inclui bebidas alcoólicas nem cafés)
Atletas - 7,00€
Outros participantes 10,00€

INSCRIÇÕES com José Justino ou na Secretaria do Clube ATÉ DIA 20
dir.nautico@gmail.com
286612044

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Mértola revela segundo batistério paleocristão

 
 
10-01-2014 10:18:15
 
 
A Mértola paleocristã, de que não há registos escritos, está a desvendar-se paulatinamente através dos vestígios arqueológicos. No que é hoje a alcáçova do castelo, existiria um “complexo religioso” que, em escavações recentes, no verão passado, revelou um segundo batistério, bem preservado e com dimensões que se adivinham monumentais. Um templo encontrado a menos de 50 metros de um outro exemplar contemporâneo, que sugere uma realidade e confirma outra. A coexistência, à época, de dois ou mais cultos cristãos. E a importância estratégia desta antiga cidade portuária que, já no período islâmico, haveria de ser capital de um reino.  
Texto Carla Ferreira Fotos José Serrano

O puzzle do que se supõe ter sido um “complexo religioso”, no local que identificamos hoje como a alcáçova do castelo de Mértola, revelou recentemente uma nova peça, totalmente inesperada. Quando a equipa do Campo Arqueológico de Mértola (CAM), uma vez musealizado um primeiro espaço dedicado ao rito de iniciação cristão, pensava ter a sua conta de batistérios, eis que surge um segundo, a menos de 50 metros. E, tudo indica, coexistente no tempo, ou seja, algures entre os finais do século V e meados do século VI. O “período paleocristão por excelência”, situa Cláudio Torres, diretor do centro de investigação, lembrando a vasta coleção de lápides epigrafadas, hoje visitáveis nas ruínas de uma basílica funerária deste período e que é um dos núcleos do chamado Museu de Mértola.
A circunstância de dois batistérios “gigantescos, luxuosíssimos, um junto ao outro”, assinala o arqueólogo, pode prestar-se a várias especulações, do ponto de vista do cenário religioso que se desenhava nesta urbe após o fim do Império Romano. Mas antes de mais, é uma confirmação – mais uma – da importância estratégica da antiga cidade portuária. “Nós já desconfiávamos que havia aqui uma cidade importante; importante já em época pré-romana, depois em época romana, e, principalmente, na época paleocristã, que é aquilo que agora estamos a constatar. Cresceu, aumentou em época paleocristã e, depois, em época islâmica, foi a capital de um reino”.
A nova descoberta do CAM, trazida à luz no último verão, parece indicar também a coexistência, à época, de várias seitas cristãs neste importante porto do Guadiana. Sabe-se que, nas grandes cidades do Mediterrâneo ocidental, nos territórios de países como os atuais Tunísia, Argélia e Marrocos, as comunidades cristãs dividiam-se em grupos diferentes, nomeadamente entre católicos, que acreditavam na Trindade, e monofisitas, que rejeitavam a ideia de um Deus Pai, Filho e Espírito Santo, entre outras seitas. A tese daria lógica à existência de dois batistérios contíguos e contemporâneos mas, adverte Cláudio Torres, “são só hipóteses, não temos nenhuma prova, arqueológica ou histórica, de que este batistério é monofisita e aquele é católico, por exemplo”.


“National Geographic” publicou reconstituição em 3D A zona foi escavada nos anos 80 e deixou antever apenas “uma pequenina fresta da monumentalidade” que agora está à vista. E promete ainda mais, avisa Virgílio Lopes, que voltou à ruína arqueológica no âmbito da sua tese de doutoramento sobre Mértola na Antiguidade Tardia. “Deparámo-nos com esta situação, da qual não estávamos nada à espera, mas é bem-vinda, sobretudo devido ao estado de conservação. Não é mais um buraco, é mais uma prova arqueológica da importância de Mértola neste período”.
De facto, grande parte do batistério ainda conserva os mármores originais e a sequência estratigráfica demonstra que o “edifício caiu por si”, tendo havido uma parte posteriormente reutilizada no período islâmico. “Ao contrário do outro batistério, em que praticamente todo o mármore desapareceu”, compara Virgílio Lopes. Pelas colunas caídas, a descoberto, e pelas que ainda se adivinham no solo, pode deduzir-se também a existência de uma abóbada que seria pintada, mais um elemento a atestar a monumentalidade do edifício. Dessa cobertura, chegaram até nós pequenos fragmentos do revestimento a fresco, o maior deles do “tamanho de uma mão”. Estamos, pois, perante “um puzzle gigante, de que sabemos muito pouco. E isto é também uma novidade, porque os mosaicos já conhecíamos e os revestimentos a mármore também. Este revestimento com frescos é uma novidade interessante”, sublinha o arqueólogo, lembrando o trabalho de parceria que, durante meses, foi feito com a “National Geographic” portuguesa e que resultou na reconstituição do batistério publicada na edição de dezembro. “Foram alguns meses de trabalho, trocando informações, vendo outros batistérios, comparando, para se atingir aquele modelo, que é criticável, mas é um dos possíveis. É uma espécie de retrato robô e a esse retrato faltam muitas peças”. 

Teria existido um bispo de Mértola? Para dar vida à cena, a reconstituição, em 3D, idealiza um adulto prestes a ser batizado, com apoio de um sacerdote principal e de um auxiliar. Mas nada disto está documentado e a própria questão de quem seria o oficiante dos rituais suscita muitas dúvidas, que darão pano para mangas para as gerações vindouras de estudiosos. “Sabemos que, no século VI, quem batiza é um bispo. Não é como hoje, que é um pároco que faz o batismo na igreja, a crianças. Mas, do ponto de vista histórico, textual, não há registos de nenhum bispo católico em Mértola. Portanto, havendo aqui estes dois batistérios, tinha de haver pelo menos um bispo, que poderia ser monofisita, donatista, não sabemos. Mas o que sabemos é que, havendo um bispo, não estamos a falar de uma aldeia, de um sítio qualquer”, considera Cláudio Torres.
É a arqueologia a acrescentar “outras realidades” às fontes escritas que, no caso da Mértola paleocristã, não existem, nota Virgílio Lopes. “Se fôssemos olhar às fontes, Mértola não teria existido neste período. Não há nenhuma referência, nomeadamente à existência de um bispo. Nenhum dos bispos de Mértola, a existirem, foi aos concílios. E a arqueologia está a dizer-nos precisamente o contrário. Houve aqui um investimento grande, o que significa que este batistério foi feito para funcionar, com bispo ou bispos, de onde quer que eles viessem”.
Paulatinamente, o puzzle vai-se desvendando, mas os dados sobre os vivos são decididamente menos conclusivos do que os vestígios que retrataram a morte. “Isto é uma peça, mas esta peça faz parte de um conjunto que gostaríamos de entender um pouco melhor. Sabemos alguma coisa sobre os batistérios, sabemos alguma coisa sobre as basílicas e sobre as práticas funerárias, mas conhecemos muito mal os vivos desta época, o que é que faziam”, confessa Virgílio Lopes. Certamente estariam ligados ao rio e a um comércio próspero que não termina no período romano e se desenvolve nas centúrias seguintes. Assim, todas as especulações vão desembocar na mesma conclusão, conclui o arqueólogo: “Para existir esta elite religiosa, com estes muitos metros quadrados de construção, teve que haver muito dinheiro para fazer e manter isto. E isso é mais uma prova indiscutível de que Mértola era uma terra importante”.



Delegação de Roma visita Mértola em abril

O segundo batistério de Mértola espera, para abril próximo, uma “visita importante” de Roma, mais concretamente do Instituto Pontifício, que enviará uma delegação de 50 alunos e professores. “Isto está a ter uma dimensão internacional completamente anómala, com estes dois gigantescos batistérios”, informa Cláudio Torres, e aponta para o passo seguinte, o das “intervenções museográficas” que, necessariamente, têm que ser feitas para permitir a leitura pública desta “dualidade” religiosa que, no continente europeu, só tem paralelo na cidade italiana de Ravena.
O que era apenas um sítio interessante, sob o ponto de vista científico, mas “com pouca leitura, sob o ponto de vista museográfico”, alterou-se com as escavações do verão passado. “Agora, estamos perante uma outra realidade. A ideia é continuarmos e, dada a monumentalidade do sítio, vale bem o investimento. O que é que teremos ainda por baixo?”, questiona-se Virgílio Lopes.
Colocam-se, no entanto, os entraves práticos típicos de uma conjuntura económica difícil. Para já, têm que ser tomadas medidas de preservação do espaço, para evitar que se destrua, sendo que, a breve termo, se coloca a necessidade de criar estruturas de proteção. “Sabemos mais ou menos como é que seria o edifício mas não podemos reconstituí-lo. Temos, sim, que criar a partir daqui toda uma sugestão de volumetria que evidentemente não pode ser montada no terreno. Como, com que dinheiro? É preciso investimentos. Do Estado, da Câmara de Mértola. São questões que se vão colocando”, adianta o diretor do Campo Arqueológico de Mértola.
Virgílio Lopes está otimista. Basta-lhe a importância da descoberta e a convicção de que, mais cedo ou mais tarde, chegarão os investimentos: “Todos conhecemos a conjuntura em que estamos. Agora, uma coisa é certa: isto é demasiado importante para se destruir, para não se fazer alguma coisa. A parte divertida, de escavar, de encontrar coisas novas, está feita. Agora vem a parte de como manter isto, de como dá-lo a conhecer e como permitir que as pessoas usufruam dele. Porque é nessa dinâmica que temos que inscrever-nos aqui em Mértola. Não sabemos quem vai pagar isto, mas havemos de encontrar”. CF
in

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Conferências na Casa Amarela

 


Ciclo de conferências na Casa Amarela
Portugal Islâmico e o Mediterrâneo: da curiosidade à paixão
11 Janeiro 2014•15:30h
Luís Filipe Maçarico
Tradição e invenção nos usos simbólicos de um artefacto do Mediterrâneo: O caso da Mão de Fátima.
Campo Arqueológico de Mértola
Centro de Estudos Islâmicos e do Mediterrâneo
Rua Dr. António José de Almeida, 1-3 •Mértola