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segunda-feira, 19 de junho de 2017

64 mortos em Pedrógão Grande. 70% do incêndio dominado


70% do incêndio está dominado, mas o que resta inspira preocupação, revelou o comandante operacional.
O número de vítimas mortais do incêndio em Pedrógão Grande subiu esta segunda-feira para 64, informou Carlos Ramos, tenente coronel da GNR, no centro de comando operacional. Não houve atualização do número de feridos.
O balanço anterior apontava para 63 mortos. O novo número de vítimas mortais foi confirmado pelo tenente-coronel da GNR Carlos Ramos aos jornalistas pelas 20:00, sete horas após o último balanço oficial. Nessa altura foram confirmados 62 mortos. Já pelas 17:00, o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, disse que um bombeiro voluntário da corporação de Castanheira de Pera tinha morrido no hospital de Coimbra, onde estava internado, aumentando para 63 o número de mortos.
A 64.ª vítima mortal é, segundo Carlos Ramos, um habitante da localidade de Pobrais, no concelho de Pedrógão Grande.
Já em termos de feridos, o último balanço apontava para 135 feridos, entre os quais 121 civis, 13 bombeiros e um militar da GNR. Dos 135 feridos, sete estão em estado grave: cinco bombeiros voluntários e dois civis. Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.
O comandante operacional da Proteção Civil, Elísio Oliveira, informou que 70% do incêndio está dominado, mas os 30% que restam inspiram ainda muita preocupação. "A tarde tem tido situações complexas e obrigado ao confinamento e deslocação de populações", disse Elísio Oliveira.
Segundo este responsável, na zona de Pedrógão Grande há algumas populações que "inspiram cuidado".
O fogo, que deflagrou às 13:43 de sábado, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, e entrou também no distrito de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã.
Presidente visitou postos de comando
O Presidente da República visitou hoje à tarde quatro postos de comando dos bombeiros na zona de Pedrogão Grande e, no final, estava mais esperançado que seria possível controlar os incêndios, que fizeram 64 mortos desde sábado.
Marcelo Rebelo de Sousa estava em Góis, o último posto de comando dos bombeiros que visitou durante a tarde e que o levou a fazer mais de 120 quilómetros entre Avelar (Ansião), Figueiró dos Vinhos, Serra de São Macário (Cernache do Bonjardim) e Góis debaixo de temperatura sempre superior a 35.º Celsius.
"O balanço é genericamente mais positivo do que aquilo que esperava", afirmou Marcelo, gravata preta, semblante algo carregado, que o acompanhou durante o dia, tendo a seu lado a ministra da Administração Interna, Constança Urbana de Sousa, com colete azul e laranja, da Proteção Civil.
A ministra da Administração Interna afirmou aos jornalistas, em Góis, que a "situação está a melhorar", embora, como Marcelo, diga que há muito "trabalho a fazer".
Já com algum sentido de humor, e com algum simbolismo, Rebelo de Sousa contou o caso de "uma senhora teimosa" que, com a sua ajuda, pelo telefone, a presidente da Câmara de Góis, Maria de Lurdes Castanheira, tentou convencer a deixar a sua casa devido ao perigo dos incêndios.



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