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domingo, 7 de junho de 2009

Europeias 2009

Os resultados destas eleições europeias obrigarão os responsáveis políticos a pensar na importância da abstenção, a rondar os 65%. Afinal foi ela e só ela quem ganhou. Há que fazer uma análise profunda que clarifique as motivações, ou falta delas, no momento do voto.

Importa salientar que nenhum partido discutiu com clareza e profundidade a questão do Tratado de Lisboa, com especial atenção para aqueles que eram assumidamente contra e para aqueles que mesmo sendo a favor exigiram o referendo.
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4 comentários:

  1. Olá Rui.
    Diz o Rui que: “os resultados destas eleições europeias obrigarão os responsáveis políticos a pensar na importância da abstenção, a rondar os 65%. Afinal foi ela e só ela quem ganhou” sic

    As projecções/resultados não permitem concluir isso que afirma já que a abstenção é quase igual a 2004. Mas há um facto inegável: todos os partidos do arco parlamentar excepção feita ao que sustenta o governo, subiram claramente a sua votação (o BE mais que a duplica!), beneficiando do voto de protesto. Esclarecedora é também a duplicação dos votos em branco.

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  2. De acordo quanto à sua análise que, aliás, em nada é contrariada em nenhuma parte do meu comentário. Acrescento que a subida desses partidos é ainda maior tendo em consideração que Portugal de 2004 para 2009 viu reduzido o seu número de deputados. Ou seja, manter o mesmo número é já de si uma vitória. Todavia o facto da abstenção deste ano ser próxima da de 2004 não retira nehum peso interpretativo. Pelo contrário. Somam-se abstenções seguidas de abstenções.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. É claro que nem foi a abstenção a culpada p'la derrota de um só partido (nestas eleições participaram mais 165 mil eleitores do que nas anteriores, tb. para as europeias...). O que houve foi uma hecatombe para o partido que perdeu, e perdeu para todos os outros. Um houve que quase triplicou a nº. de votantes.
    Agora, não vale tapar o Sol com uma peneira.
    Factos são factos.
    Doutro modo, ainda vamos dar connosco a "pensar" a política como "pensamos" o futebol.
    Já ouvi chamar muitos nomes aos árbitros, mas, abstenção, disso, não me lembro.

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