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sábado, 13 de junho de 2009

10 de Junho em Santarém há 3 dias ...

"Nunca me engano e raramente tenho dúvidas !"


Tenho a certeza absoluta de que recentemente o actual Presidente da República não terá dito isto; e muitas dúvidas de que o tenha afirmado em tempos o candidato Sr. Silva, essa execrável figura que Jardim zurziu com exuberância.


Já não sei se me engano se jurar a pés juntos que não terá sido Cavaco Silva a proclamar tal sentença há uns anos era ele então nosso Primeiro.


O que sei e não tenho dúvidas é que nem ele Cavaco nem tantos outros teriam chegado às escadas de São Bento ou a Belém se Salgueiro Maia não tivesse assegurado a rendição de Marcelo Caetano entretanto.

Pormenor que pelos vistos não é lá grande coisa “nisso” que foi o 25 de Abril.


Este ano, com a generalidade dos portugueses saboreando umas mini férias junto à água, o 10 de Junho foi comemorado em Santarém onde de resto constitui uma quase impossibilidade não encalhar no monumento a Salgueiro Maia.


Aqui e aqui fica-se com uma ideia.

16 comentários:

  1. A esmagadora maioria dos nossos governantes, nestes últimos 30 anos, são uma espécie de trapezistas.

    Fizeram do nosso País um circo, onde, una quantos, continuam a rir, uns poucos mais, sorriem e, à maioria, já começa a dar vontade de chorar. Há mesmo quem já chore...

    Salgueiro Maia trouxe-nos a liberdade.
    A morte de Salgueiro Maia "libertou-o" de, connosco, chorar p'lo estado a que tudo isto chegou...democraticamente !...

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  2. Eu não ia tão longe.Graças ao Salgueiro Maia e a mais uns quantos foi possivel hoje vivermos democráticamente.Concordo que podiamos estar melhor, se todos contribuissem para isso. Não alinho apenas na teses dos nossos governantes como os grandes culpados. Quem escolhe os governantes somos todos nós e como a maioria fica em casa, por que dá muito trabalho votar, não há que culpar a democracia.Hoje toda agente pressiona e tenta corromper. Pressionam os grandes os médios e os pequenos. Até aqueles que só têm apenas o voto, quando por lá passa o politico, logo dizem- só voto em si se me arranjar a estrada, se arranjar emprego para o filho, ou outra coisa qualquer.
    E aqueles que não pagam impostos?Todos sabem e todos se calam.
    Há muitos culpados e que ninguém queira ficar de fora, como se fosse apenas ele o irrepreensivel.
    Vamos todos fazer um pouco mais e melhor e teremos um Portugal mais justo... mas sempre democráticamente.

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  3. A "Sophia" já fez prova de que não "usa vendas"...

    A verdade é que temos tido demasiados governantes que só sabem prometer.

    Somos um dos países mais corruptos da União Europeia; somos um dós últimos dos 27; somos aquele em que a "distância" entre ricos e pobres mais se acentua; somos um país onde os governantes prometem baixar os impostos e, depois, os sobem; somos um país onde a corrupção de "colarinho branco" passa incólume; somos um dos países onde a "saúde" está p'la hora da morte( lembra-se de um governante ter dito que enquanto houvesse um português em lista de espera ele não dormiria descansado? Governa a UE... cá com umas "olheiras")!...

    Somos um país onde é prometido saneamento básico(um "direito" 3º.mundista) e tantas outros "direitos primários" e, depois, é o que vimos vendo.

    Ainda agora se soube que muitos milhões de euros foram "pagos"... indevidamente. Responsáveis? Não há, como sempre acontece.

    Somos um paìs onde a legislação (aprovada pelo poder democrático) está agora pior do que no século XIX. Dito, hoje, pelo Juiz Rangel.

    Quanto aos que estão à espera de benesses, é natural...porque são muitos os que as recebem. A "Sophia" quer que lhe aponte nomes ?

    A democracia responsabiliza. Mas, responsabiliza todos...e a "Sophia" sabe que não vem sendo assim...

    Este, de certeza certa, não é o país que Salgueiro Maia nos doou.O mesmo Salgueiro Maia a quem foi "negada" uma pensão...p'lo mesmo 1º.ministro que, não teve quaisquer dúvidas em na atribuir a dois ex-pides...um dos quais, no próprio dia 25 de Abril, fez fogo contra o povo que se manifestava na Antº.Mª.Cardoso (um dos feridos é da minha família...)

    É claro que precismos, todos, de fazer mais e melhor...mas fazer mesmo.

    Cumprimentos.

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  4. Meu Caro Tokyo


    I - Belo editorial posto à discussão neste fórum!

    Além disso, oportuno, numa ocasião em que o PR , sempre, sempre “acima dos partidos” e das “retóricas partidárias”, dá cada vez mais mostras da sua incoerência.

    Melhor fora não ter participado na homenagem a Salgueiro Maia, o valoroso capitão de Abril a quem devemos muito da nossa liberdade!

    Apertado pelo desgaste da sua imagem - e isto penso que ninguém de recta intenção deixará de o reconhecer - o PR homenageou Salgueiro Maia, sabendo-o morto e bem morto! E não fora a circunstância de as comemorações do 10 de Junho terem ocorrido em Santarém, duvido ainda que o PR se tivesse lembrado do valente capitão!

    Numa visão mais conspirativa dos factos, há quem sustente que Santarém teria sido escolhida como forma de Cavaco “ se redimir” do que fez ou melhor não fez, enquanto Primeiro Ministro, recusando a Maia a pensão pelos serviços de relevante e excepcional mérito prestados ao País e à nossa democracia (cito de cor o parecer da Procuradoria Geral da República que o Governo de Cavaco “mandou para uma gaveta” sem o homologar), enquanto premiava com a pensão que recusou a Maia dois elementos pertencentes à ex-PIDE/DGS!

    Esta “homenagem” a Salgueiro Maia cheira a mofo e releva da mais completa indiferença.

    Sabe-se que Mário Soares, perante a indiferença do Governo do “Sr. Silva”, (como mais tarde lhe viria a chamar Jardim e a quem o candidato visitou em plena campanha para a Presidência, esquecendo os Açores), atribuiu a Salgueiro Maia a Torre Espada, do valor, lealdade e mérito, o que obrigou o Governo a atribuir-lhe a pensão (que antes recusara), em consequência inevitável da atribuição da mais alta das condecorações portuguesas que pode ser concedida a um militar!

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  5. II - “EU NÃO ME RESIGNO!” dizia Cavaco no seu manifesto de candidatura.

    Não foi preciso muito tempo para vermos o Presidente resignado, com uma mão vazia e a outra cheia de nada, perante a onda de despedimentos a que assistimos em plena crise económica e financeira, a declarar às famílias atingidas que o interpelavam que, infelizmente, nada podia fazer e que não estava nas suas mãos resolver-lhes os problemas!

    Fez do Estatuto Autonómico dos Açores um verdadeiro “cavalo de batalha”, que dramatizou e que o levou a fazer uma patética proclamação aos portugueses, em plena época estival, para os alertar para a redução das competências do PR. Mais tarde, viu-se obrigado a promulgar o diploma não sem que se dirigisse novamente aos portugueses para lhes assegurar que “tudo fizera, mas absolutamente tudo, para evitar aquela redução de competências do Presidente!

    Mas, contrariamente ao que dissera aos portugueses, o PR não fez tudo! Confiando na chamada magistratura de influência e com toda a certeza mal assessorado, “esqueceu-se” de pedir a intervenção do Tribunal Constitucional, logo de início, quanto ao dispositivo legal que mais tarde teve que promulgar!

    Dois pesos e duas medidas: e qual a posição do PR quando dos graves acontecimentos ocorridos na Assembleia Regional da Madeira? Todos a conhecemos!

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  6. III - Nunca me revi em Cavaco. Cavaco nunca me disse nada. Foi a Primeiro Ministro por um conjunto de circunstâncias ocasionais e sempre bafejado pela sorte!

    “Não leio os jornais e raramente tenho dúvidas”! Esta e muitos outras que o Professor debitava enquanto Primeiro Ministro: “somos o melhor aluno da Europa”; a teoria do Oásis (de parceria com Braga de Macedo)” , “já não estamos na cauda da Europa” “Temos que abandonar a ideia de miserabilismo”

    Com os dinheiros da Europa a entrarem a rodos em Portugal, sabe-se do verdadeiro assalto que foi feito aos Fundos europeus… Tempos de vida fácil, Cavaco quis convencer-nos de que já não éramos pelintras e que haveria de gastar, consumir como se fôssemos um país de ricos. Ficámos talvez um País de alguns ricos mas seguramente com mais pobres, com o endividamento das famílias que agora estão a sofrer na pele o aperto a que conduziram as políticas de Cavaco.

    À parte a reforma fiscal de Cadihe e Oliveira Costa, que reformas de fundo realizou Cavaco? Nem uma, que se saiba!

    Por ironia do destino, estes e outros membros da sua “entourage” vieram agora, qual fantasmas, para ensombrar aquilo que Cavaco teria suposto ser uma Presidência de consagração, segundo, e cito de cor, palavras do jornalista Daniel de Oliveira quando estalou o verniz do BPN (Expresso, Novembro de 2008).

    Penso que não ofenderei Cavaco se disser que é medíocre, despojado de cultura e de capacidade de comunicação! Tem um discurso muito pobre para não dizer paupérrimo!

    As privatizações, onde alguns ganharam milhões, gerou um classe de plutocratas,

    A ascendência de Cavaco à Presidência só serviu para pôr a descoberto aquilo a que se designou chamar o cavaquismo.

    Agora, na Presidência, os tiros nos pés têm sido sucessivos!

    De cada vez que assegurava em público a confiança no seu Conselheiro de Estado Dias Loureiro, o espectáculo que proporcionava aos portugueses não poderia ser mais confrangedor: a boca seca, a dificuldade em articular frases e, até, simples palavras que tocavam a raia do patético. Faltavam-lhe a respiração e o fôlego como se tivesse chegado de uma grande maratona, para manifestar a confiança no "Dr. Dias Loteiro”!

    E depois, meu caro Tókio, não me sinto representado por este homem que é Presidente da República.

    Senti vergonha de ser português quando, por exemplo, regressando da viagem à Índia, país feito de História , da nossa e da de outros povos, o que vou eu ouvir do Presidente e da Primeira Dama? As comidas picantes que evitavam tanto quanto possível comer, refugiando-se, creio, numas hostiazinhas que por lá iam petiscando! Ao ouvir estas comunicações “mexerucas”, se tivesse um buraco na altura atirava-me para lá!

    E a viagem ao Vaticano?

    Instada por uma jornalista que a questionava sobre o que diria dizer ao Papa durante a audiência… a primeira dama informou a jornalista, com aquele ar “prenóstico”: “Não sei se sabem que o Papa é alemão”, por isso vou falar em alemão!”

    Poupe-me Tókio, já não aguento. E quando vejo falar o PR constato que ele não encara o interlocutor. Não olha de frente e volta os olhos para baixo. Aliás, Mário Soares disse-lhe, uma vez, mais ou menos isto: ó homem, olhe par mim, olhos nos olhos!

    Chega, chega!

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  7. Ao snr Pereira da Costa
    E se não tivesse havido o 25 de Novembro?
    Lembra-se do alto comissário para a corrupção ten Cor Costa Braz? e dum tal Costa Martins que nos levou o nosso dia de trabalho para outras paragens?
    Já nestes tempos havia corrupção e da grossa para não falarmos da reforma agrária.
    Não partilho da sua visão que o n/ país é o pior em tudo. Somos bons em muita coisa e até na saúde. Por que não diz o senor Pereira que somos o País onde a mortalidade infantil é a mais baixa do mundo.
    Eu gosto mt do meu País... e se não gostasse já me tinha ido embora para outro melhor... Roménia,Angola,Kosovo,Caobo Verde,Guiné,ou.. reino Unido.

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  8. Para "Sophia":


    É exactamente por gostar muito do meu país, da minha terra, que me não conformo.

    Nós podemos, merecemos e havemos de ser melhores.

    Comparações...nós só precisamos de comparar o que prometemos com o que fizemos.

    Eu tenho aqui, na minha frente, as promessas de 2001...É claro que, também, tenho outras...

    O 25 de Novembro ...pois... Já é feriado ?

    Cumprimentos.

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  9. Dona Pereira da Costa
    E não tem as promessas do seu tempo?Ponte do Pomarão de S. João e dos esgotos do concelho?
    Essas já não tem para prometer que eles já s fizeram.
    Cuidado com a reforma agrária que o patrão não vai gostar.
    Não gostou do 25 de Novembro, deu logo para entrar em transe.
    Eu calculo a revolução que para aí vai...

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  10. Olhe, Pereira da Costa: se as forças democráticas tivessem sido derrotadas em 25 de Novembro de 1975, não tenho quaisquer dúvidas de que essa data seria feriado "nacional".

    Eis a grande diferença. Compreendeu?

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  11. O verniz já tinha estalado desde que a sua provocação por "sofhia" era uma constante, mais não fosse para fugir ao diálogo que você apregoava, no sentido de criar uma imagem de credibilidade e interesse pelos assuntos locais.
    Já se viu que não é essa a motivação. Não lhe interessa discutir assuntos locais e acho que faz bem, enquanto não tiver minimamente informado, par não cair no ridiculo como fez com a sinalética e infantários.
    Em outubro terá mais informação.

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  12. Compreende-se. Essas "ressacas", por vezes, demoram a "curar". Principalmente...quando se fazem "misturas". É ! É isso.

    Há quem diga que se "curam" com o "pelo do mesmo cão"...

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  13. Agora compreendo que as ressacas têm sido tantas que ainda não curou nenhuma e por isso quer mudar de cão para ter pelo novo pelo. Lá vai ter mais uma ressaca, outra recaída e lá vai ter de novo que regressar à capital carpiar as mágoas, já que nos Lombardos ninguém o consola.
    Boa viagem

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  14. Percebe-se que "estas duas" passem ao lado do tema proposto. Andam completamente "doidas" com as tricas à porta da sua rua.
    Podiam era escolher outro lugar, "suas parvas"!!

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