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sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Zeca Afonso



21 comentários:

  1. ...amigo, maior que o pensamento ...

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  2. Sabes Carlos!?
    " a morte saiu à rua num dia assim ..."

    Estou disponível e não me importava nada de ajudar a fazer mais qualquer coisa para manter o Zeca Afonso SEMPRE VIVO entre nós .... e sobretudo acabar com os preconceitos à volta dele.

    Nada melhor que mostrá-lo aos mais novos, falar dele, e cantá-lo.

    E porque não publicar aqui algumas coisas "com piada" que lhe foram acontecendo na sua vida de andarilho?...

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  3. Navegando por aí , em busca de novos mundos , tentanto deixar em cada porto um amigo ...

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  4. ouve lá ó Tokyo
    deixa-te de ideias.
    Os mais novos não sabem nem querem saber. Tá numa dabanar o capacete nanaite e curtir um som

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  5. Ouvi uma vez os vampiros e adorei a letra. Alguém a sabe toda?

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  6. Zeca Afonso é um marco na nossa história...
    É pena que muitas das pessaos só o liguem à revolução dos cravos, mas plo menos isso é bom.
    Não tenho grande conhecimento de muitas musicas dele, mas conheço algumas e gosto de as ouvir...
    Concordo com a ideia do Tokyo ;)

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  7. Para satisfazer o pedido do anônimo das 11.15PM

    Vampiros

    No céu cinzento
    Sob o astro mudo
    Batendo as asas
    Pela noite calada
    Vem em bandos
    Com pés veludo
    Chupar o sangue
    Fresco da manada

    Se alguém se engana
    Com seu ar sisudo
    E lhes franqueia
    As portas à chegada
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada

    A toda a parte
    Chegam os vampiros
    Poisam nos prédios
    Poisam nas calçadas
    Trazem no ventre
    Despojos antigos
    Mas nada os prende
    Às vidas acabadas

    São os mordomos
    Do universo todo
    Senhores à força
    Mandadores sem lei
    Enchem as tulhas
    Bebem vinho novo
    Dançam a ronda
    No pinhal do rei

    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    Eles comem tudo
    E não deixam nada

    No chão do medo
    Tombam os vencidos
    Ouvem-se os gritos
    Na noite abafada
    Jazem nos fossos
    Vítimas dum credo
    E não se esgota

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  8. compagnon de route28/02/07, 02:06

    TOKIO
    em 75 era esta que cantarolavas não era?:

    Viva o poder popular

    Não há velório nem morto
    Nem círios para queimar
    Quando isto der prò torto
    Não te ponhas a cavar

    Quando isto der prò torto
    Lembra-te cá do colega
    Não tenhas medo da morte
    Que daqui ninguém arreda

    Se a CAP é filha do facho
    E o facho é filho da mãe
    O MAP é filho do Portas
    Do Barreto e mais alguém

    Às aranhas anda o rico
    Transformado em democrata
    Às aranhas anda o pobre
    Sem saber quem o maltrata

    Às aranhas te vi hoje
    Soldado, na casamata
    Militares colonialistas
    Entram já na tua casa

    Vinho velho vinho novo
    Tudo a terra pode dar
    Dêm as pipas ao povo
    Só ele as sabe guardar

    Vem cá abaixo ó Aleixo
    Vem partir o fundo ao tacho
    Quanto mais lhe vejo o fundo
    Mais pluralista o acho

    Os barões da vida boa
    Vão de manobra em manobra
    Visitar as capelinhas
    Vender pomada da cobra

    A palavra socialismo
    Como está hoje mudada
    De colarinho a Texas
    Sempre muito aperaltada

    Sempre muito aperaltada
    Fazendo o V da vitória
    Para enganar o proleta
    Hás-de vir comigo a glória

    O Willy Brandt é macaco
    O Giscard é macacão
    O capital parte o coco
    Só não ri a emigração

    De caciques e de bufos
    Mandei fazer um sacrário
    Para por no travesseiro
    Dum cura reaccionário

    Não sei quem seja de acordo
    Como vamos terminar
    Vinho velho vinho novo
    Viva o Poder Popular

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  9. Bom dia!
    Resposta ao anónimo anterior, com o prévio pedido de desculpa por qualquer erro; utilizo a memória e espero não me enganar.

    Letra de OS VAMPIROS, de José Afonso:


    No céu cinzento sob o astro mudo
    Batendo as asas pela noite calada
    Vêm em bandos, com pés de veludo
    Chupar o sangue fresco da manada.

    Se alguém se engana com seu ar sisudo
    E lhes franqueia as portas à chegada
    Eles comem tudo, eles comem tudo,
    Eles comem tudo e não deixam nada.

    A toda a parte chegam os vampiros
    Poisam nos prédios, poisam nas calçadas
    Trazem no ventre despojos antigos
    Mas nada os prende às vidas acabadas

    São os mordomos do universo todo
    Senhores à força, mandadores sem lei
    Enchem as tulhas, bebem vinho novo
    Dançam a ronda no pinhal do rei.

    Eles comem tudo, eles comem tudo
    Eles comem tudo e não deixam nada

    No chão do medo tombam os vencidos
    Ouvem-se os gritos na noite abafada
    Jazem nos fossos vitimas dum credo
    E não se esgota o sangue da manada.

    Se alguem se engana com seu ar sisudo
    E lhes franqueia as portas à chegada
    Eles comem tudo, eles comem tudo
    Eles comem tudo e não deixam nada.

    Eles comem tudo, eles comem tudo
    Eles comem tudo e mão deixam nada



    Que passem um BOM DIA e que este blogue seja a afirmação de coisas mais positivas. Há por aí cada comentário!!!

    MS

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  10. primeira entrada neste blog, antes do mais parabens ao autor.sabe bem saber noticias de mertola aqui no estrangeiro (pais de gales)

    para o anonimo(a) e, para quem estiver interessardo, aqui estao as letras de musicas do Zeca Afonso e muitos outros artistas

    obrigado

    http://zeca-afonso.letras.terra.com.br/

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  11. ao anónimo das 11.15 PM
    Tentei satisfazer-lhe o seu pedido só que a censura contra a qual o Zeca sempre lutou não deixou publicar a letra dos vampiros donde se pode concluir que a luta pela liberdade está mais viva que nunca.
    Abaixo a censura.

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  12. Qual censura? não será atraso na moderação de comentários? as viagens a cabo verde é no que dão.

    O que interessa aqui é o Zeca Afonso e todos os que gostam dele e das suas baladas e canções.
    Duvido que alguém tenha a coragem de censurar o que quer que seja, como duvido que alguém tenha a coragem de se aproveitar e se ponha a armar em esperto.
    Seria uma afronta ao Zeca e eu não deixaria

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  13. @compagon
    Epá !!!
    Há trinta e tal anos !!!!!!
    Tou a ficar velho. Ah ah ah ah

    Grandes tempos, belos tempos. E memoráveis. Tive o privilégio de, com muitos outros, viver a quente o 25 de abril e toda a sua envolvente. O que eu gostaria de regressar a esses tempos e percorrer exactamente os mesmos caminhos ....
    Assisti na altura a dois espectáculos empolgantes: um em Vila Real Sto António com o Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Luis Cília, Francisco Fanhais e mais não sei quantos, e outro em Beja, só com o Zeca Afonso e os músicos que ele trazia. Não se cabia nos Bombeiros
    Aquilo foi soberbo !!!!!!!
    E sempre em muito boas companhias.

    Muitos já nos deixaram e é com saudade que aqui trago e recordo o Serrão que, aqui em Mértola, me estava sempre a desafiar para cantarolarmos e "tocarmos umas gaitadas" como ele dizia, com a viola. Juntávamo-nos à tardinha em frente ao Central com o João Godinho (advogado), Zé António Horta Reis e outros.
    E ali desfiávamos um rosário de canções do Zeca, desde o Canto Moço, Natal do Simples, Era de Noite e Levaram .... e tantas outras
    O que a gente adorava aquele bocadinho à tarde ...

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  14. apesar de estar em Cabo Verde tenho vindo aqui todos os dias. Parabéns pelo tema e pelos comentários. Eu cá não censurei nada. As moderações é que não são tão frequentes como habitual

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  15. Roubam-me Deus
    outros o diabo
    quem cantarei?

    Roubam-me a voz
    quando me calo
    ou o silêncio
    mesmo se falo
    - aqui del-rei !

    Roubam-me a Pátria
    e a Humanidade
    outros m'a roubam
    quem cantarei?

    Nota: uma pequena citação do texto de Jorge de Sena que José Afonso musicou e cantou de forma magistral como só ele sabia.

    Atrevo-me a afirmar que esta canção raramente ou nunca passou na rádio, ou através de qualquer outro meio de difusão, aliás como a maior parte da sua obra.

    Mas quem tiver possibilidade ouça-a. Na sua simplicidade melódica é das coisas mais puras do Grande Zeca Afonso.
    Vidé album "trás outro amigo também"

    @para todos

    Estou à espera e agradeço mais contribuições no post sobre Zeca Afonso.

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  16. question mark?02/03/07, 21:17

    Este Senhor, fazia-se pagar, por alguns espectáculos que dava, em géneros: p ex pacotes de leite. Depois mandava-os entregar nos infantários, creches e outros centros de apoio a crianças da região de Setúbal que já depois do 25A tantas vezes foi notícia por causa da fome.

    Aqui fica o meu modesto contributo e a minha homenagem a este grande português.

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  17. Tive o previlégio de ver um dos seus últimos espectáculos. Nos Bombeiros de Beja. Uma memória que guardo com muito prazer.

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  18. Luis Carlos06/03/07, 12:52

    Costumo andar por aí (mas não sou o Santana Lopes)fazendo zapping nos blogs, meia hora por dia na net não faz mal nem cria depedencia e encontra-se de tudo um pouco.
    Vocês lembraram-se do Zeca e estão de parabéns. Muito pouca gente se lembra e nem sabem quanto lhe devem pela liberdade conquistada.

    um abraço de Mem Martins
    Luis Carlos

    Este ano não vou falhar o vosso Festival Islamico

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  19. "Amigo, maior que o pensamento, por essa estrada, amigo vem; não percas tempo que o vento é nosso amigo também"!

    Para todos os que comungam da ideia que a vida é encontro, uma boa tarde.

    MS

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  20. @MS

    Excelente citação do Zeca Afonso.

    Se mais fossem os citadores menos indiferença haveria...

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  21. Tokio, retomemos as citações:

    Olha o sol que vai nascer,
    Vem ver o mar ....

    E o mar é o longe, é o desconhecido, é a aventura. E, por estranho, ainda há meninos do bairro negro e algunms são brancos.

    É um prazer vir aqui.

    MS

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