Vamos falar de


terça-feira, 4 de maio de 2021

Balanço do "Reinado"


Balanço do mandato: algumas perguntas


Porquè?

O presidente vai sair antes do final do mandato ou a câmara não vai continuar a trabalhar até setembro?

Se durante o mandato foram editados periodicamente boletins municipais com informação para os cidadãos sobre a actividade da Câmara o que se justificava seria agora um boletim com informação nova referente ao 1º semestre e não repetir tudo o que já se apresentou num balanço de mandato?

Se é um balanço de mandato (2017/21) porque razão recua a 2002 em que o presidente era outro?

 

Para quê?

Não tendo um objectivo informativo porque quase não tem texto, repete o que já foi divulgado em boletins anteriores e é incompleto porque é publicado 5 meses antes do final do mandato, esta edição é apenas auto propaganda cuja finalidade principal é registar para a posteridade, em edição de luxo profusamente ilustrada com fotografias do próprio o "reinado" do presidente cessante (mais de 40 fotos do dito) 

 Quanto custou?

Ao contrário do que é exigido por lei não está indicado na publicação o número de exemplares impressos, pelo que será difícil calcular o custo desta edição em papel couché, de gramagem elevada e com incontáveis fotografias a cores.

Fica o desafio para a Câmara divulgar quantos exemplares e qual o custo?

 Quem paga?

Certamente que os fundos comunitários não financiam esta propaganda dado que não se enquadra no capítulo da informação e comunicação pelo que teremos que ser todos nós a fazê-lo por via do orçamento municipal.

 Finalmente onde anda a oposição e a competente queixa na ERC por campanha paga pelos cofres do município?

 Clique aqui para aceder ao Boletim e ver com os seus próprios olhos....

 Carlos Viegas e outros cidadão indignados.


Unidos por Mértola propõe aos partidos a constituição de uma plataforma autárquica comum (in OATUAL 04/05) e na imprensa regional

 

Clique aqui ou na imagem para aceder á noticia no OATUAL

O Movimento Unidos por Mértola e pelas pessoas lançou um Manifesto/ Compromisso dirigido aos habitantes do concelho e a todos os partidos políticos. É também feito o "repto aos partidos políticos para a constituição de uma plataforma autárquica comum, que identifique a melhor equipa para enfrentar os novos desafios que temos pela frente e executar o referido projeto de desenvolvimento.”

O documento, apresentado em conferência de imprensa, com a presença dos 5 primeiros subscritores,  Jorge Pulido Valente, João Madeira, Júlio Silva, Rui Carvalho e Carlos Viegas assenta em 8 pilares fundamentais: Parceria para um novo Poder Local, Parceria para o Repovoamento, Parceria para o Crescimento Económico, o Rendimento e o Emprego, Parceria para a Coesão e Inclusão dos mais desfavorecidos-emprego, habitação, apoios aos idosos e aos mais frágeis e carenciados, Parceria para o acesso de todos à Saúde, Educação, Cultura, Desporto, Acessibilidades e Transportes, Parceria para as oportunidades e apoios à Juventude, Parceria para a Sustentabilidade e Parceria para o Património e a Cultura.

O Movimento avançou com este Manifesto porque considera que “Mértola precisa de todos e todas” e “só com todas e todos é possível construir um futuro melhor”, uma “construção participada de um compromisso para uma estratégia e um programa para o desenvolvimento do concelho de Mértola (2021 - 2030).

De acordo com o Manifesto “a elaboração de uma estratégia e de um projeto de desenvolvimento para a próxima década, tem que ter por base um processo de participação alargada que envolva as cidadãs e cidadãos, as suas organizações, as empresas e as instituições.” Por isso, os subscritores deste documento decidiram “lançar este desafio a todos, para nos juntarmos e, coletivamente, elaborarmos um documento consensual, no qual se encontrem definidas a estratégia, as metas a atingir e as prioridades a respeitar no desenvolvimento do concelho de Mértola.”


Na sequência deste Movimento, pretende-se também “lançar o repto aos partidos políticos para a constituição de uma plataforma autárquica comum, que identifique a melhor equipa para enfrentar os novos desafios que temos pela frente e executar o referido projeto de desenvolvimento.”  Jorge Pulido Valente questionado pelo O ATUAL, afirmou que foram dados alguns passos tendo em vista  o contato com os partidos políticos, mas estes não revelaram uma grande recetividade para se envolveram nesta discussão. Quanto à possibilidade de o Movimento avançar com uma candidatura à Câmara Municipal de Mértola, Jorge Pulido Valente afirmou que essa é uma questão que, neste momento não está em cima da mesa.

O Movimento afirma ainda que “acreditamos sinceramente que, uma vez consolidado um projeto de desenvolvimento, coletivo, inclusivo e representativo, e estabelecidas as parcerias que identificámos, conseguiremos, todos e todas em conjunto, não só ultrapassar os grandes desafios que nos aguardam, como construir um futuro melhor para as pessoas e para este concelho que é a nossa casa comum.”

Outras noticias de Imprensa Regional (Clique nos nomes para aceder às noticias)

Correio Alentejo

OATUAL 30/04

OATUAL 03/05

OATUAL 04/05

RÁDIO PAX

Rádio Voz da Planicie

Blog Alvitrando


sexta-feira, 30 de abril de 2021

“Unidos por Mértola” apresenta-se na próxima 2ªfeira (In OATUAL)



O movimento “Unidos por Mértola” vai apresentar, na próxima 2ª feira, um Manifesto onde lança o repto aos partidos e à população para que se una em torno de um projeto para o concelho.

Jorge Pulido Valente, João Madeira, Júlio Silva, Rui Carvalho e Carlos Viegas são, nesta fase, os principais rostos deste movimento. O “O ATUAL” sabe que o Manifesto assenta em 8 áreas prioritárias de intervenção estrutural tendo em vista o desenvolvimento do concelho de Mértola, num horizonte temporal de 10 anos.

A apresentação marcada para a próxima 2ªfeira, vai ser feita, em conferência de imprensa, via zoom, a partir das 18.00 horas.

Nota de Imprensa

Unidos por Mértola lançam manifesto
Um grupo de cidadãos de Mértola lança na próxima 2ª feira, às 18h, em conferência de imprensa via zoom e Facebook, um manifesto intitulado Unidos por Mértola para construir um futuro melhor para as pessoas.
O manifesto tem como principal objectivo desafiar todos os partidos políticos com representação no concelho, todas as organizações e todos os munícipes a participarem na construção de uma estratégia e de um projecto de desenvolvimento para o concelho para a próxima década, com o foco nas pessoas e nas comunidades e no seu bem estar e felicidade. 
Na conferência de imprensa serão apresentados os 8 pilares do Manifesto, as propostas de parcerias e os compromissos 2021- 2030.
Dirigida à comunicação social a conferência de imprensa será aberta a todos os interessados em participarem 

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Câmara Municipal de Mértola divulga nova imagem


O Concelho de Mértola, pretende afirmar-se como um local único na preservação do seu património histórico, cultural e natural, aliado às suas valências enquanto destino turístico. Para a criação da nova imagem da Câmara Municipal, foram estudados e selecionados os elementos mais impactantes e representativos das valências do território, aliados a uma simbologia própria. A porta islâmica da Igreja Matriz de Mértola, o lince ibérico, o rio Guadiana e os fragmentos arqueológicos, entre outros, foram a inspiração para alguns dos símbolos utilizados. A nova página web apresenta também uma imagem renovada, à semelhança do logotipo, e é agora mais acessível e prática para o utilizador.

Neste período difícil da nossa história, fomos forçados a mudar as nossas rotinas e a criar novos hábitos. Transformámos a nossa forma de viver, e de conviver, e encontrámos novas maneiras de comunicar. Mantendo a esperança no futuro e aliada a este espírito de renovação, a Câmara Municipal de Mértola apresenta hoje a sua imagem renovada.
(In sitio Oficial do Município de Mértola)

domingo, 25 de abril de 2021

Luís Morais Costa é a aposta da CDU à Câmara de Mértola (In OATUAL)

 

Em nota enviada à imprensa, a CDU diz que “depois de um ponderado processo de auscultação a muitas pessoas em todo o concelho, a estrutura local da CDU no Concelho de Mértola, decidiu, por unanimidade, escolher o empresário Luís Miguel Bráz Morais Costa, para cabeça de lista à Câmara Municipal”.

 Na base dessa escolha, diz a CDU, “esteve o perfil técnico – profissional, humano, político e cívico do candidato”. Acrescentando que o candidato “é um profundo conhecedor dos problemas e potencialidades do concelho.

Luís Morais Costa tem uma vida dedicada ao mundo empresarial, nomeadamente nas áreas da Construção e ultimamente do Alojamento Turístico, tendo, nos últimos anos, criado em Além Rio uma unidade turística de excelência, a Quinta do Vau, uma das mais emblemáticas da região.

Na escolha, diz a coligação liderada pelos comunistas, foi considerada a postura serena, de respeito para com todas as pessoas que Luís Morais Costa apresenta nas mais diversas situações. No plano político, integrou a lista de candidatos ao município em 2013, e em 2017, encabeçou a lista da CDU à Freguesia de Mértola, tendo vindo a desempenhar o atual mandato na Assembleia de Freguesia de uma forma bastante assertiva e ponderada.

A Comissão Coordenadora da CDU manifesta, na nota enviada à imprensa, “total e inequívoco apoio ao candidato agora anunciado, na certeza de que a sua inteligência, serenidade e capacidade de relacionamento com todas as pessoas, empresas e forças vivas do concelho de Mértola, serão elementos determinantes para que o concelho encontre um novo e necessário rumo, onde o município possa ser fator de união e congregador das diversas vontades de todos os mertolenses”.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

PORQUE A LIBERDADE ESTÁ A PASSAR POR AQUI. A política do medo e o medo da política


Nota - Recomendamos a consulta dos links indicados com maiúsculas bold ou sublinhados.

A política do medo e o medo da política. 

Esta frase martela-me na cabeça há já muito tempo. Recentemente, face à situação que vivemos, em termos político-sociais quer a nível internacional, quer nacional e obviamente também a nível local penso que esta reflexão faz cada vez mais sentido. Por isso fiz algumas pesquisas no nosso amigo google e obviamente descobri sem procurar muito vários artigos sobre o assunto. Uns são mais científicos, outros puramente jornalísticos, mas todos reflexões importantes, convido-os a fazerem também esse exercício de pesquisa pois irão encontrar coisas interessantes.

A política do medo é um assunto por demais estudado e refletido nas suas diversas variantes tal como uma das suas consequências, o medo da política.

“O legado do medo que nos deixou a ditadura não abrange apenas o plano político. Aliás, a diferença com o passado é que o medo continua nos corpos e nos espíritos, mas já não se sente. Um aspeto desse legado deixou uma marca profunda num campo específico: no saber, na hierarquia do poder-saber que Salazar promoveu, cultivou e utilizou em proveito direto do poder autocrático que instaurou. O efeito desse medo hierárquico faz-se ainda hoje sentir.” (José Gil, in Portugal, Hoje - o medo de existir)

“... o Portugal democrático de hoje é ainda uma sociedade de medo. É o medo que impede a crítica. Vivemos numa sociedade sem espírito crítico - que só nasce quando o interesse da comunidade prevalece sobre o dos grupos e das pessoas privadas.” (José Gil, ibidem)

 A política do medo está, infelizmente, muito presente na nossa sociedade, com as óbvias consequências espelhadas no medo da política. Ao nível local e regional essa realidade é transversal nas organizações políticas sociais e autárquicas, existindo nessas realidades uma “organização” sobejamente conhecida e estudada, composta hierarquicamente por várias figuras que, com pequenas variantes, terminologias e características dos seus protagonistas, se enquadram em:

O Pequeno Ditador ou Ditadorzeco

O(s) CaciquesManda Chuvas ou Galopins

Os Chicos espertos ou Carreiristas 

Os Cães de fila ou Homens de mão

Os Paraquedistas integrados 

Os Paraquedistas vampiros (clique AQUI)

Tentando explicar cada um deles:

Começamos pelo primeiro e mais importante na hierarquia: o Pequeno Ditador ou Ditadorzeco. Normalmente um indivíduo com poucos princípios éticos, medianamente inteligente, formação medíocre que, por sorte, enquadramento político ou herança, atinge um lugar de destaque e cujo poder o transforma num pequeno tirano. Não convém contraria-lo, contradize-lo e muito menos dizer-lhe que não concordas com ele pois a partir sesse momento, passas de amigo ou correligionário a inimigo e alvo a abater. Quem “mas faz paga-mas”. E a partir daí tens uma cruz á porta. Seca tudo á tua volta. À sua volta estão normalmente os seus colaboradores diretos que como sabem de que massa o chefe é feito obviamente não se atrevem a contradizê-lo ou a ter ideias que o confrontem.

Os caciques, Manda Chuvas ou Galopins

O cacique é uma espécie de gruta do Ali Bá Bá. Nem sempre tem um séquito de quarenta ladrões, porque isso é muita gente para gerir, mas tem meia dúzia de galopins, todos venenosos, que cumprem mais ou menos bem as ordens que lhes são dadas e que mantém acesa a fogueira do chefe. Influencia diretamente o Ditadorzeco, pois tem acesso direto a ele sendo por vezes ele próprio o verdadeiro ditador que manobra na sombra porque não conseguiu ele próprio ascender a ditador. Influência a torto e a direito o eleitorado, lembrando sempre os favores que fez , que prometeu fazer, que promete fará e cobra a todos por tudo o que fez ou mesmo por aquilo que os outros pensam que ele eventualmente influenciou ou influenciará. Empregos, apoios, favores por vezes os mais mesquinhos.

 Sérgio Godinho contou-nos em 1979 a estória do CASIMIRO. (Clique AQUI)

Vejamos agora os Chicos Espertos ou Carreiristas. Espécimen muito perigosa, que ataca acima e abaixo na cadeia alimentar, faz de tudo para subir na hierarquia, mente, inventa, atropela... para atingir os seus objetivos. Normalmente com muito pouco conteúdo verdadeiro mas com extensíssimos curriculae com referencias a cursos muitas vezes inacabados, formações etéreas, cargos irrelevantes, referencias mirabolantes a atividades fantasiosas. Mente com mestria, usa muitas palavras caras, por vezes em inglês, insistentemente repetidas, tais como coordenador, consultor, gestor supervisor... Cria uma aura de inteligência, influencia e conhecimento que normalmente quando escrutinados não tem qualquer sustentabilidade nem consistência. Tem origem muitas vezes nas juventudes partidárias e utilizam estratégias plasmadas de outras que com os mesmos estratagemas já atingiram muitas vezes patamares superiores. É preciso ter cuidado com eles.

 Os Cães de fila ou Homens de mão

São uma espécie importante na cadeia. Muito ferozes e dispostos a tudo para agradar ao dono. Indivíduos muito perigosos pois não olham a meios para atingir os fins que, muitas vezes, nem sequer são os seus. Normalmente são recrutados de entre elementos da população local a quem são dados alguns incentivos (poucos… para manter o interesse) e que ladram e mordem sempre que necessário. Se cumprirem bem com as suas tarefas podem aspirar a ser promovidos pois a ambição é uma das suas principais características.

Olhemos agora com atenção para aquela elite da força aérea e que são os paraquedistas.

Todos, de uma maneira ou de outra, somos um pouco paraquedistas, de resto esta não é mais do que uma herança que nos ficou do tempo dos descobrimentos. Este aventureirismo que nos está colado à pele, faz-nos ter um olhar enternecido por quem nos chega - traz sempre qualquer coisa de bom: sabe coisas que ainda não tínhamos compreendido, viveu em sítios que conhecemos mal ou nem sequer conhecemos e temos sempre qualquer coisa a aprender com eles. Mas, lembram-se da história da NESPERA? (Clique AQUI)

Pois algumas vezes somos autênticas nêsperas! Ficamos quietinhos e caladinhos à espera do que acontece e zás! Somos comidos. É que há uma espécie destes paraquedistas que caem do céu e, minando o terreno à sua volta, instalam-se como se isto fosse tudo deles. Mértola é, na sua história, de várias e sucessivas ocupações, uma vítima destes paraquedistas, que fazem e desfazem, sem nunca perguntar o que querem estes que cá vivem. Faz um pouco parte da natureza humana: se o ser humano não fosse individualista e não pensasse que há uns mais iguais do que outros, talvez que o comunismo, na sua essência e utopia, tivesse tido sucesso. 

A literatura portuguesa deixou-nos alguns episódios que, surpreendentemente, se repetem. Reparem como Júlio Dinis em “A Morgadinha dos Canaviais”, assinala a movimentação que um processo eleitoral provoca, numa pequena aldeia do norte do país: Pag 440 (Clique AQUI)Pag 441 (Clique AQUI) , Pag 442 (Clique AQUI), Pag 443 (Clique AQUI), Pag 444 (clique AQUI)  e por aí fora.

Quão divertido é reconhecermos um Conselheiro, ou um sr. João das Perdizes, ou um Seabra o brasileiro, ou um mestre Bento Pertunhas, ou um Tapadas, naqueles que hoje detêm o poder, aqui mesmo, ao nosso lado. 

O divertimento desaparece quando nos apercebemos bem que já não estamos no séc. XIX, mas no século XXI. Que deu jeito arrumar no fundo de uma qualquer gaveta tudo o que aprendemos com abril e patinhamos ainda no charco da sobranceria, de umbiguismos e do espertismo saloio, emoldurado num glorioso “nós é que sabemos!”

Ainda no séc. XIX, António José de Almeida referia num artigo da revista Alma Nacional, que “o caciquismo não é um acessório do regime. É o próprio regime”, e continuamos a encontrá-lo em policromias ideológicas e sempre que as cadeiras têm já a forma de quem nelas se senta. 

 Agora, das duas uma: ou ficamos deitadinhos como nêsperas, ou vamos expurgar os medos que há em nós e dizemos o que pensamos; não ficamos quietos e, pensando com muitos outros, apontamos caminhos, discutimos, fazemos, partilhamos e conversamos, porque queremos e sabemos que somos capazes.

Porque A LIBERDADE ESTÁ A PASSAR POR AQUI (Clique AQUI) vamos provar que somos capazes se desmontar esta máquina que nos sufoca, que nos inibe de respirar e de dizer basta.

Basta de medo.

Basta de política do medo.

Basta de medo da política.

Carlos Viegas / Laurinda Branco  / 24/04/2021

Esta é a nossa forma de celebrar ABRIL (Clique AQUI)

domingo, 18 de abril de 2021

Encontro DEbate sobre Agricultura (Nota de Imprensa)


 Nota de imprensa agricultura 

A agricultura tem que ser encarada de outra forma pela autarquia de Mértola 
Este foi o denominador comum que se destacou nas intervenções dos participantes no 3º encontro/debate do Fórum Mértola Participação e Cidadania que reuniu mais de 70 participantes, durante mais de 4 horas, para falar de agricultura, rendimento e sustentabilidade.
Das quatro esclarecedoras intervenções iniciais de enquadramento dos temas destacaram-se as seguintes conclusões: o papel determinante dos agricultores na criação, protecção e valorização da biodiversidade e da sustentabilidade ambiental e territorial do concelho de Mértola ao longo das últimas décadas; a falta de políticas públicas locais para enfrentar os impactos das alterações climáticas na agricultura do concelho; a necessidade de adoptar um outro modelo, mais adequado, de transição agroecológica que envolva a participação dos agricultores locais e que tenha em conta a representatividade efectiva da agricultura face à horticultura; e o papel determinante que as parcerias entre o poder local e os agricultores deveriam assumir no trabalho de influenciar a definição das políticas públicas nacionais decorrentes da Nova Pac, tendo em consideração a importância estrutural da actividade agrícola para a criação de emprego, rendimento e sustentabilidade para as pessoas e a comunidade.
Os previsíveis impactos negativos no território de Mértola e mais especificamente no rio Guadiana do projecto da tomada de água no Pomarão para abastecimento do Algarve foi uma questão que mereceu referência por mais do que um participante e que será objecto de um próximo encontro debate do Fórum, dada a necessidade de partilha de informação e o facto de que o tema não tem merecido qualquer atenção nem posição pública por parte da Câmara Municipal.
O próximo encontro/debate, no início de maio em data a anunciar brevemente, abordará a temática da Juventude

Encontro debate do Fórum Mértola sobre Agricultura, rendimento e sustentabilidade (o Video)


quarta-feira, 14 de abril de 2021

Horticultura em Mértola: rendimento e sustentabilidade - Opinião de Jorge Pulido Valente (In Rádio Pax)

 

A Horticultura em Mértola, desde tempos imemoriais, que desempenhou um importante papel, apesar da sua pouca expressão em termos da área total agrícola e da produção. Todos os núcleos habitacionais do concelho, maiores ou mais pequenos, tiveram e têm em seu redor ou até no seu interior hortas que forneciam e fornecem aos agregados familiares um importante complemento no abastecimento alimentar e, muito excepcionalmente e em reduzida escala em locais mais férteis e com disponibilidade de água, um excedente para comercialização ou oferta aos mais próximos, familiares ou vizinhos.

Atendendo à pobreza dos solos e à reduzida disponibilidade de água, à excepção de meia de dúzia de áreas restritas, a produção destas hortas e a comercialização dos seus produtos dificilmente proporcionará emprego e rendimento para se constituir como uma actividade económica estruturante do território, funcionando a sua maioria como complementos a vencimentos e reformas. No entanto, com necessários apoios públicos e privados locais, pode e deve ter um importante papel não só nos circuitos alimentaresno território de Mértola como também na ligação de corredores verdes.
A sustentabilidade ambiental, territorial e social desta horticultura está comprovada por séculos de existência em harmonia com o território, a biodiversidade, a paisagem e as pessoas.
Face a este quadro, incrementar, melhorar e inovar nesta área, requer uma reflexão e um debate participado por todos para a construção de uma estratégia comum, evitando, entretanto, gastar, sem avaliação prévia da sua representatividade territorial e da sua mais valianem escrutínio público (quem paga, quem recebe e quem lucra?), centenas de milhares de euros do orçamento municipal em modelos importados, sem aplicação, utilidade e adequação minimamente testadas e comprovadas.

domingo, 11 de abril de 2021

Fórum Mértola promove debate sobre Agricultura, rendimento e sustentabilidade (Nota de Imprensa)

É já no próximo dia 17, sábado, às 18h, que irá ter lugar o debate sobre agricultura, rendimento e sustentabilidade, organizado, via zoom, pelo Fórum Mértola para a Participação e Cidadania.

Este é já o 3º encontro/ debate organizado por este Fórum que pretende dinanizar a participação das cidadãs e cidadãos na construção de um futuro melhor para Mértola e terá como intervenientes Pedro Rocha - caracterização biofísica e paisagística; Maria Bastidas - o clima que nos espera; Pedro Reis - agroecologica: conceitos e leituras actuais; e João Madeira- caracterização agrícola do concelho e a formação do rendimento da actividade agrícola.

A iniciativa é aberta a todos os interessados e os participantes terão oportunidade, após as intervenções de enquadramento, de colocar as suas questões e dar as suas opiniões e contributos.
Promover maior sustentabilidade na agricultura e, simultaneamente, não só garantir como também aumentar o rendimento do sector e dos agricultores são os desafios sobre os quais temos que reflectir e que devemos debater, tendo em consideração as oportunidades que irão surgir com a nova PAC e o Green Deal.


Ou use o QRCODE