Perguntas e respostas na reunião de câmara de Mértola de 6/10:
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Vamos falar de
segunda-feira, 10 de outubro de 2022
UNIDOS POR MÉRTOLA -Perguntas e respostas na reunião de câmara de Mértola de 6/10:
domingo, 9 de outubro de 2022
O Tempo da Incerteza
Habitamos tempos de incerteza. Há cinquenta anos, os homens tinham talvez um futuro mais sombrio, mas a estabilidade das suas condições de vida – por muito mal que vivessem – permitia-lhes concluir que o futuro não lhes traria grandes surpresas. Hoje, o medo do futuro é uma das principais características das sociedades modernas. E esse receio, moderado ou ansiogénico, deve-se ao facto que o horizonte do possível se abriu tanto, que as nossas contas podem revelar-se especialmente incertas.
Hoje - e pode ser apenas impressão minha - o mundo é
marcado principalmente pela nitidez que existe entre os que perdem e os que
ganham, entre o remediado e a elite, entre quem determina e quem não lhe resta
mais remédio que resignar-se.
Este clima, aliado à pesada carga fiscal, à ambição
das instituições financeiras e à pouca regulação por parte do estado, está a
extinguir a classe média. E o mais engraçado é que o crescimento económico,
obrigatório e visto como o remédio milagroso para todos os males, raramente
beneficia os que mais necessitam – os idosos, os desempregados e os
trabalhadores de baixos rendimentos.
Todos estes sentimentos vão inevitavelmente moldar o
panorama político e social. E vão porque o normal cidadão, armado de uma
deceção generalizada que já não consegue materializar, está a chegar ao limite.
Todos sabemos que a insatisfação, quando adquire uma
natureza difusa, provoca perplexidade. Irrita-nos viver numa sociedade que
nunca conta com a nossa aprovação. Mas o que nos irrita ainda mais é não saber
a quem confiar a mudança desta situação.
O perigo, o verdadeiro perigo deste panorama, é que
num mundo de incertezas e de esperanças desesperadas, o discurso mais manhoso é
sempre recompensado nas urnas.
Júlio Silva
quinta-feira, 6 de outubro de 2022
O Novo Mosaico de Mértola
O
maior segmento do mosaico encontrado integraria uma das capelas do complexo
religioso paleocristão de Mértola. A figuração, a técnica construtiva e o
contexto tornam-no único em Portugal.
“Depois do
calor do Verão, os deuses favoreceram-nos”, brinca Virgílio Lopes,
investigador do Campo Arqueológico de Mértola (CAM). No âmbito dos trabalhos de
escavação, conservação e valorização em curso, foi identificado em Julho um
mosaico extraordinário, próximo dos dois baptistérios conhecidos desde 2013, na
encosta do castelo. “Mértola tem o poder de nos surpreender e de revelar novas
facetas”, diz o arqueólogo. O mosaico, com 5 metros por 4, poderá prolongar-se
na área contígua ao cemitério da vila. Foi projectado para um espaço interior
que a equipa do CAM acredita que poderia ser uma capela integrada num complexo
religioso paleocristão, “um mundo que se seguiu ao período romano, mas no qual
Mértola manteve relevância cultural e religiosa, mesmo não dispondo de um
bispo”.
No
século XIX, o arqueólogo Estácio da Veiga identificou na mesma zona o fragmento
de uma tartaruga ou cágado e mandou desenhá-lo a aguarela. A peça perdeu-se,
mas ficou o registo. “Hoje, estamos convencidos de que Estácio encontrou parte
deste mosaico, pois o medalhão com a figura encaixa neste programa”, diz Lopes.
“E, por sua vez, este mosaico é ‘irmão’ de outro já encontrado por cima do
criptopórtico. Foi produzido pelo mesmo grupo de artistas.” Há paralelos com
esta figuração em Menorca e Virgílio Lopes acredita que a inspiração para o
mosaico, datado provisoriamente do século VI, vinha do Mediterrâneo Oriental.
“É o período para o qual temos mais lápides, muitas das quais escritas em
grego”, diz. “Seria porventura essa comunidade a encomendar um programa
artístico como este, que reflecte o melhor que então se fazia na bacia do
Mediterrâneo.”
O mosaico já foi alvo dos “primeiros socorros de conservação e
restauro” e aguarda uma decisão de como poderá ser mais bem protegido e
exposto.
Texto:
Gonçalo Pereira Rosa
Fotografias:
António Cunha
In National Geographic Portugal
Infelizmente, tenho que reconhecer!
Custa-me muito ouvir dizer e ter que reconhecer que apesar de todas as coisas boas, dos atractivos e das potencialidades que tem, Mértola é, actualmente, um concelho hostil e repulsivo para quem tenha pensado aqui se fixar e viver.
A começar pela habitação (inexistente)com preços proibitivos quer
para arrendamento quer para aquisição ou construção
Os transportes escassos e as acessibilidades sem as mínimas
condições, até de segurança .As comunicações deficientes ou inexistentes. A
energia intermitente e oscilante
Os serviços públicos: a saúde sem respostas e sem médico de
família, a educação sem ofertasuficiente, a justiça, a conservatória e as
finanças a caminho da extinção no curto prazo-
O comércio caro e deficitário em termos de oferta de produtos e
serviços e de horários de funcionamento.
O nível de vida cada vez mais elevado e muito acima das reais
possibilidades económicas da maioria da população de reformados.
O ambiente socio político agressivo, divisionista e castigador dos
não-alinhados A Câmara paralisada, sem capacidade de intervenção e de resposta
perante os problemas que se avolumam.
E finalmente, o clima que se agrava em cada verão que passa,
tornando a vida insuportável para quem não disponha de recursos financeiros e
técnicos para amenizar as temperaturas nas habitações.
A Câmara com um mais que confortável orçamento de 37 milhões de
euros poderia ter um papel determinante na alteração desta situação e do
cenário de agravamento que se perspectiva no curto prazo, mas o executivo da
câmara ainda não percebeu qual é que deverá ser o seu papel num concelho como
este, pelo que limita-se a gerir, sem eficácia mas com muita aparente simpatia
e boas palavras, o dia a dia, preocupado sobretudo com a popularidade e os
interesses politico partidários e da respectiva clientela, que garantam a perpetuação
no poder e pouco ou nada com o futuro do concelho e das suas gentes.
Sem liderança, visão, planeamento, organização e equipa técnica
devidamente estruturada e gerida, os serviços da câmara vão perdendo
colaboradores experientes, motivação e capacidade de intervenção e,
simultaneamente o executivo vai sendo cada vez mais impotente para dar resposta
às solicitações dos munícipes.
Os problemas agravam-se e a autarquia, como o executivo camarário
reconheceu já publicamente, embora com significativas disponibilidades
financeiras, está sem capacidade de resposta em todas as áreas e sem poder de
intervenção junto dos ministérios ou dos serviços da administração central,
apesar de ser da mesma cor política do governo
As consequências nefastas desta incapacidade e incompetência para
gerir os destinos deste concelho traduzem-se já por um lado nas baixíssimas
taxas de execução física e financeira das Grandes Opções do Plano e Orçamento
para 2022 e, por outro, no adiamento ou abandono de projectos e obras e na
consequente perda de financiamentos comunitários para as mesmas.
Jorge Pulido Valente
quinta-feira, 15 de setembro de 2022
Assessoria, opacidade ou transparência?
domingo, 19 de dezembro de 2021
Nota de imprensa do Fórum Mértola Participação e Cidadania -
Fórum Mértola Participação e Cidadania apresenta contributos para a revisão do Plano Director Municipal
Dada a extensão do documento enviado apenas salientaremos
aqui alguns dos pontos mais importantes, a saber:
1 - Refere o relatório, logo na
sua introdução, “uma gestão territorial sustentável passa pelo envolvimento
direto dos interessados e pela co-responsabilização dos atores-chave” e ainda
“o princípio da participação procedimental, está consagrado no artigo 267 da
Constituição, sendo obrigação da
Administração Pública ”aproximar os serviços das populações e assegurar a
participação dos interessados na sua gestão efectiva”.
Deveria, por isso, a autarquia
promover iniciativas que informassem e capacitassem a população e dinamizassem
a participação dos cidadãos e cidadãs e das suas organizações neste processo de
revisão do PDM.
Dado que tal não aconteceu
durante o curto período (optou-se pelo prazo mínimo de 15 dias e sem se
proceder a uma divulgação mais intensiva e sem qualquer destaque no site da
autarquia) fixado pela câmara e que o arquiteto Carlos Marques, coordenador do
processo, foi impedido pelo executivo de participar na única sessão realizada
sobre o tema (organizada pelo Forum), propõe-se
que o período de participação pública seja prolongado por mais 15 dias e que o
município, durante esse tempo, realize pelo menos uma sessão pública de
esclarecimento.
2 - O documento apresentado é
manifestamente superficial, insuficiente e incompleto, apresentando omissões e
lacunas graves e muito significativas no que respeita à avaliação realizada às
diversas áreas, sectores e temas específicos. A avaliação quantitativa apenas é
feita ao nível demográfico e nem sequer se fundamentam as várias análises e
conclusões em dados e indicadores numéricos
3 - Este documento deixa de fora
processos de transformação do território que foram marcantes, como por exemplo,
o agro-pecuário, o florestal, o cinegético, o de conservação e regeneração de
habitats (v.g. reintrodução do lince ibérico), o do parque habitacional e o da
rede urbano rural e de serviços de interesse geral.
Também não se aborda, ainda que
fosse sucintamente, a alteração verificada ao nível do emprego, em que se
passou de uma situação de elevado desemprego para a de carência de mão de obra
em todos os sectores.
4 - Não se compreende a ausência
a qualquer referência à nova Zona Empresarial e Logística (Coitos/Bernardinos),
anteriormente assinalada no PU e que agora desaparece dos IGT (na sequência da
revisão do PU de Mértola), e desprovida de adequada justificação em contradição
clara, com a procura existente e potencial e, nomeadamente, com o consensualmente
proposto nos programas eleitorais de todas as candidaturas autárquicas nas
recentes eleições autárquicas de setembro de 2021.
5 - A
referência à candidatura Património Mundial é superficial. Caso esta avance, ou
não, mas como Mértola está na Lista Indicativa deve reger-se pela normativa
relativa aos bens em via de classificação pelo que a área do Bem e da Zona
Tampão deve estar bem definida no Plano no PDM já que inclui não só o Centro Histórico
mas também todo o arrabalde (até à rotunda), o Além Rio e a zona do Convento
O Fórum teve acesso a um outro
contributo enviado à CMM por um particular que aponta as insuficiências
apontadas e outras igualmente graves, esperando-se, agora, que a autarquia
tenha em consideração estas pertinentes observações e sugestões e que proceda
às indispensáveis correcções e ao suprimento das lacunas e omissões detectadas.
Todo este processo e a forma como
tem vindo a ser conduzido revelam da parte do executivo camarário uma
incapacidade e inoperância no que respeita ao planeamento estratégico, o que
resulta em grande prejuízo para o desenvolvimento do concelho
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
HOJE - Fórum Mértola Participação e Cidadania promove debate PDM
O Fórum Mértola Participação e Cidadania realiza, nesta terça-feira, dia 7 de dezembro, via Zoom, uma sessão/debate sobre a revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) de Mértola.
De acordo com Jorge Pulido Valente, promotor da iniciativa, agendada para as 18:15 horas, este “é um processo que se arrasta desde 2004 que, por força da lei, terá que ter início até março de 2022 e a sua conclusão até 2023”.
Jorge Pulido Valente esclarece que “o objetivo desta iniciativa é dinamizar a participação pública neste processo, informando e capacitando as pessoas para poderem apresentar as suas propostas e sugestões”, de forma a contribuírem “para a construção de um instrumento de planeamento fundamental para o desenvolvimento do concelho de Mértola”.
O cabeça de lista pelo Unidos por Mértola, nas últimas Eleições Autárquicas, acusa, ainda, a Câmara de Mértola de “não promover a participação pública como, ainda, procura boicotar a iniciativa dos cidadãos, ao não autorizar o arquiteto coordenador do processo a participar na sessão”.
Apesar destes obstáculos, o Fórum assegura que “continuará a promover novos debates e a dinamizar a participação pública, ao longo de todo o processo de tramitação da revisão do PDM.
In Rádio Pax
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sábado, 4 de dezembro de 2021
terça-feira, 28 de setembro de 2021
Unidos Por Mértola - Nota de Imprensa
Comunicado da candidatura Unidos por Mértola e pelas Pessoas
A candidatura Unidos por Mértola e pelas Pessoas felicita o Partido Socialista pela expressiva
vitória obtida nestas eleições autárquicas e saúda todos os candidatos bem como todos os
eleitores que participaram neste acto eleitoral.
Os resultados que obtivemos (9%) ficaram claramente aquém do que pretendíamos e do que
esperávamos, tendo em conta o projecto, a estratégia e as propostas que começámos a
construir de forma participativa, com todos, há apenas seis meses e que apresentámos à
população do concelho de Mértola, tendo merecido enorme receptividade.
No entanto, consideramos que o nosso contributo para a cidadania, a participação activa das
pessoas e a democracia não pode ser apenas medido pelo número de votos que obtivemos,
tendo em consideração que o mais importante é o próprio processo de informação,
envolvimento e colaboração dos cidadãos e cidadãs. E aí a avaliação do resultado é clara e
francamente positiva.
Iremos, por isso, não só dar continuidade ao nosso trabalho e à nossa intervenção pela
participação e pela cidadania como também pela concretização dos projectos estruturantes
que apresentámos para a construção de um futuro melhor para Mértola e para as Pessoas.
Da parte do novo executivo eleito esperamos uma atitude aberta, participativa, transparente,
isenta e democrática, bem como a atenção e acção relativamente aos graves problemas com
que o concelho se defronta e a disponibilidade para aceitar
terça-feira, 21 de setembro de 2021
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
Como um comentário infeliz pode estragar um debate...
No debate entre os candidatos autárquicos, que teve lugar ontem à noite, pela positiva ressaltou essencialmente a facilidade com que Jorge Pulido conduziu a sua prestação e pela negativa o desconforto da prestação de Mário Tomé que se limitou a dar resposta previamente escritas debitando listas de obras e números.
Mas, na minha opinião o mais relevante veio no pós-debate com a falta de educação e deselegância demonstrada pelo cabeça de lista do PS à Assembleia Municipal ao utilizar linguagem pequenina e soez sobre Jorge Pulido. Chocou-me esta atitude vinda de quem vem e dirigida a que foi.
Se o Partido Socialista perder esta eleições, e é espectável que tal aconteça, não será só pela inépcia do seu candidato a presidente mas sim pela falta de nível da sua “entourage”.
Carlos Viegas
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
quinta-feira, 2 de setembro de 2021
Unidos Por Mértola Nota de Imprensa 02/09
A primeira reunião
terá lugar já na próxima 2ª feira, com a direcção do Clube Náutico de Mértola.
Estas reuniões são de
extrema importância para a coligação tendo em consideração que o Manifesto
apresentado pela candidatura propõe que todo o trabalho autárquico assente
num novo modelo de governação baseado em parcerias alargadas com todas as
instituições, entidades e organizações públicas e privadas.












