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terça-feira, 27 de março de 2012

Medalhas de Prata e Bronze para Náutico de Mértola


Tiveram lugar no passado fim de semana em Melres – Gondomar, o Campeonato Nacional de Fundo e a Taça de Portugal de Fundo Tripulações.

O Clube Náutico de Mértola fez-se representar com 8 atletas nas duas competições tendo individualmente alcançado 4 medalhas, duas em cada uma das competições.

No Campeonato Nacional de Fundo o destaque foi para Bruno Afonso que conquistou a medalha de Prata em C1 Júnior e para Ana Guerreiro que conquistou o Bronze em K1 Júnior. Rodrigo Colaço classificou-se em 7º Lugar em C1 Cadete, André Jerónimo em 45 em K1 Júnior e Manuel Macias em 44º em K1 Sénior. Coletivamente o Clube Náutico de Mértola classificou-se em 21º Lugar entre os 45 clubes participantes. O Clube Náutico de Ponte de Lima foi o 1º Lugar seguido pelo Grupo C.D.R. de Gemeses e Clube Náutico de Crestuma.

Na Taça de Portugal de Fundo Tripulações mais duas medalhas desta vez de Bronze para o Clube Náutico de Mértola, conquistadas pelas tripulações C4 Júnior composta por Bruno Afonso / André Jerónimo / Rodrigo Colaço / Gonçalo Palma e C2 Júnior composta por Bruno Afonso e Rodrigo Colaço. Ana Guerreiro e Regina classificaram-se em 10º lugar em K2 Júnior e André Jerónimo/Gonçalo Palma em 25º lugar. Coletivamente o Clube Náutico de Mértola classificou-se em 26º Lugar entre os 44 clubes participantes. O Clube Náutico de Ponte de Lima alcançou novamente o 1º Lugar seguido desta vez pelo Clube Náutico de Crestuma e pelo Grupo C.D.R. de Gemeses.

O canoísta Bruno Afonso viu entretanto o seu trabalho reconhecido pela equipa técnica nacional ao ser convocado para o estágio da Seleção Nacional Júnior e Sub23 de Velocidade que decorrerá no Centro de Alto Rendimento de Montemor-o-Novo entre 26 de Março e 6 de Abril. Este estágio é mais um momento de preparação para o Campeonato da Europa da especialidade, que decorre precisamente no CAR de Montemor-o-Velho entre os dias 9 e 15 de Julho.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Descida em Canoa no Festival de Peixe do Rio


Assembleia Geral do Clube Náutico de Mértola


Convocatória

Convocam-se todos os associados do Clube Náutico de Mértola para uma Reunião Ordinária da Assembleia-geral, a ter lugar no próximo dia 30 de Março de 2012, pelas 18.00 horas, na sua sede, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Ratificação de Novos Sócios;
2. Apresentação, Discussão e Votação do Relatório de Atividades e Contas da Gerência de 2011;
3. Outros assuntos de interesse para o Clube.

Caso à hora marcada não se encontre presente a maioria dos sócios, a Assembleia terá inicio meia hora mais tarde com qualquer número de associados.

Mértola, 06 de Março de 2012

A Presidente da Mesa da Assembleia-geral


/Isabel Maria Martins Silva/

terça-feira, 6 de março de 2012

Canoagem - Bruno Afonso de Prata no Controle Nacional de Velocidade

Vinte países competiram este fim de semana em Montemor o Velho no Controle de Velocidade. De entre os 6 canoístas de Mértola que participaram o destaque vai para Bruno Afonso, que na categoria Júnior C1 se classificou em 3º Lugar na geral e em 2º entre os participantes portugueses. Também os restantes canoístas de Mértola alcançaram lugares de relevo nesta competição o que abre excelentes perspetivas para a presente época tanto no contexto nacional em que a prestação do Clube Náutico de Mértola poderá sair reforçada como no contexto internacional em que a participação dos alentejanos em seleções nacionais é uma possibilidade real.
De realçar que este ano tem lugar em Portugal o Campeonato da Europa de Juniores e sub 23 prova na qual os atletas de Mértola aspiram a participar integrando a equipa nacional.
Os resultado da participação do Clube Naútico de Mértola foram os seguintes:
Seniores K1
Manuel Macias 57º na geral - 29º entre os portugueses
Juniores K1
André Jerónimo – 55º na geral - 44º entre os portugueses
Juniores C1
Bruno Afonso - 3º na geral - 2º entre os portugueses
José Sebastião - 17º na geral - 9º entre os portugueses
Cadetes C1
Rodrigo Colaço – 8º na geral - 4º entre os portugueses
Juniores K1 Femininos
Ana Guerreiro 7º na geral - 5º entre os portugueses

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Canoagem - Hungaros em Estágio em Mértola



Na sequência do protocolo existente entre o Clube Náutico de Mértola e a Federação Húngara de Canoagem e o Ute Kayak Clube de Budapeste, a equipa daquele clube Húngaro composta por uma comitiva de 11 pessoas entre atletas iniciou a 24 de Fevereiro um estágio de 10 dias no Centro de Estágio do Guadiana.

Estes canoístas Húngaros candidatos a integrar as equipas nacionais daquele pais, referencia da canoagem Mundial, aproveitam assim as excelentes condições que o Guadiana e a Tapada Grande da Mina de São Domingos bem como o Concelho de Mértola oferecem como local de treino para esta modalidade.

De realçar que o projeto lançado pelo Clube Náutico de Mértola em parceria com a Câmara de Mértola de implementar uma Pista de Canoagem de Velocidade na Mina de São Domingos será no futuro mais um peça incontornável para a consolidação das condições do Concelho de Mértola como destino da canoagem mundial quer para estágios de inverno quer para eventos da modalidade.

De referir ainda que o Estágio em causa é acompanhado pelo Técnico Tamas Homoki que já foi treinador do Clube Náutico de Mértola.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

domingo #247


foto: Greenfoto: Green


foto: Green
Publicado por João Espinho
in
Praça da República

De

Louis Auguste de France
Usava o De mas isso não o ajudou lá muito.

A Júlia foi viver para França há 20 anos. Os nomes próprios dela são Júlia de Fátima. De Fátima é uma desgraça. Uma prova clara de que os padrinhos não tinham piedade nem complacência na hora da escolha. A questão é que, como toda a gente sabe, o “De” em França está reservado, estritamente, a membros da nobreza. Tal como o “Von”, na Alemanha: Valéry Giscard d’Estaing ou Herbert von Karajan, por exemplo.

O engraçado disto é que a Júlia foi, por várias vezes, questionada sobre a origem nobre da família. Lá explicava que não, que é 100% plebeia, mas a conversa soava de forma esotérica aos franceses. Ainda hoje, de tempos a tempos, a confusão emerge.
Vem isto a propósito da mania recente de acrescentar o “De” ao apelido, numa espécie de “upgrade” antroponímico. Se a subida de classe não se faz de outro modo, que se faça assim. A inflação dos “De” tornou-se notória e tem tanto de visível quanto de ridícula. Sublinho que o “Do” e o “Da” não contam. São do povo.

Acrescentar o “De” ao nome pode ser uma tentação com resultados trágicos. Nem sempre dá estilo. De Mendes ou De Dias não soa nada bem. Ao contrário, De Vasconcellos ou De Mello, com consoante dobrada, são ótimas soluções. Já o tentar inventar um Santiago De Macias não dá jeito nenhum. Soa a cantor de flamenco ou a bandarilheiro. Não se lhe associa a ideia de promoção social. De Soto é bom, mas está reservado a carros.

Refinado mesmo é ter o De no nome e não o usar. Um amigo meu, que é marquês, de título e não de nome, não usa o título nem o De no seu extensíssimo nome. Isso sim, é “chique a valer”, como diria o Dâmaso Salcede do imortal Eça.

A conquista do nome de família é relativamente recente. É um elemento de identidade importante, mais ainda num Alentejo quase tribalizado, e onde os apelidos denunciam, com frequência, uma origem geográfica precisa. Chega? Para muitos não chega, claro. É preciso mais. É necessário um “De” que azule o sangue e faça aproximação a passados prestigiosos e de grandes feitos. A dias gloriosos, ainda que ficcionados e totalmente inexistentes. Tanto quanto as partículas de nobreza inventadas. As quais são, por isso mesmo, muito mais divertidas.

Quem nos vale, nestes tempos de dificuldade são os que, voluntaria ou involuntariamente, nos ajudam a descomprimir dias que vão sendo penosos. Nunca lhes agradeceremos em condições o esforço que fazem e que tanto nos alivia.

Por Santiago Macias
in

avenidadasaluquia34


Crónica publicada no jornal A Planície de 1.2.2012

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Doismileoito em Mértola


GNR fez 3 detenções


O Destacamento Territorial de Odemira da GNR deteve ontem de madrugada um indivíduo em flagrante delito, por furto no interior de uma residência, nas Malhadinhas/Vila Nova de Milfontes, durante uma acção de patrulhamento. No seguimento da acção, a GNR anuncia que horas depois foi detido, mediante mandado de Detenção, um cúmplice que se havia colocado em fuga.
A GNR apreendeu uma viatura ligeira de passageiros e ferramentas utilizadas no crime.
Os detidos, de 53 e 23 anos, têm nacionalidade estrangeira.
O Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial de Almodôvar revela que identificou, na terça-feira, um indivíduo, português, 38 anos, residente em Mértola, pela suspeita da prática de diversos furtos.
A Guarda Nacional Republicana recuperou equipamento fotográfico que havia sido furtado no Campo Arqueológico da vila e um cofre que terá sido furtado na Igreja Matriz de Mértola.


Mértola: GNR identifica homem suspeito de vários furtos


A GNR identificou e constituiu arguido um homem, de 38 anos, suspeito da prática de vários furtos na zona de Mértola e recuperou material roubado, como um cofre de uma igreja, anunciou a força de segurança.

Durante a ação, que decorreu na passada terça-feira, o Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Almodôvar recuperou equipamento fotográfico, que tinha sido roubado do Campo Arqueológico de Mértola, e um cofre, que havia sido furtado da Igreja Matriz da vila.

O homem já foi interrogado em tribunal e prestou Termo de Identidade e Residência (TIR).

in
Diário Online

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Geração à Rasca - A Nossa Culpa por Mia Couto



Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão)à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca. Justificar completamente

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Bruno Afonso no Estágio da Selecção Nacional

Bruno Afonso, canoísta do Clube Náutico de Mértola, é um dos convocados de Ryszard Hoppe, seleccionador nacional de velocidade, para o estágio de preparação para o Campeonato da Europa de Juniores e Sub-23.


A prova vai realizar-se em Portugal, no mês de Julho de 2012, e este será o primeiro estágio da nova época desportiva. Contará com 29 atletas (entre juniores e sub-23) e terá lugar no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho, entre 21 e 25 de Novembro.



Bruno Afonso tem sido presença assídua nos trabalhos da selecção Nacional sendo já uma referência na especialidade de canoa.


Os juniores convocados para este estágio são os seguintes:

Carlos Marques – CMCSol
Diogo Quintas - AN Torreira
Diogo Lopes – KCCARade
Fábio Azevedo – Ligadura
Francisco Magalhães - CN Ponte Lima
Hélder Moreira - CN Crestuma
Nuno Quintela - CN Ponte Lima
Samuel Amorim - CN Ponte Lima
Mário Vieira - CN Ponte Lima
Bruno Afonso - CN Mértola
Francisca Laia - CD Patos
Marta Pinto - CN Ponte Lima
Ana Pimenta - CN Ponte Lima
Ana Fradique - Gemeses