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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Geração à Rasca - A Nossa Culpa por Mia Couto



Um dia, isto tinha de acontecer.

Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente!

Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações.

A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão)à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.

Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias, entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.

Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação para a qual não havia tempo, já que ele era todo para o trabalho, garante do ordenado com que se compra (quase) tudo. E éramos (quase) todos felizes.

Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.

Foi então que os pais ficaram à rasca.
Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração.

São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!

A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.

Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados.
Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere.

Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam.

Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras.

Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável.

Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada.

Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio.

Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há. Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros (como se viu no último Prós e Contras) e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.

E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupamos injusta, imerecida e indevidamente?!!!

Novos e velhos, todos estamos à rasca. Justificar completamente

Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens.

Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la.

Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço?

Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.

Pode ser que nada/ninguém seja assim.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Bruno Afonso no Estágio da Selecção Nacional

Bruno Afonso, canoísta do Clube Náutico de Mértola, é um dos convocados de Ryszard Hoppe, seleccionador nacional de velocidade, para o estágio de preparação para o Campeonato da Europa de Juniores e Sub-23.


A prova vai realizar-se em Portugal, no mês de Julho de 2012, e este será o primeiro estágio da nova época desportiva. Contará com 29 atletas (entre juniores e sub-23) e terá lugar no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho, entre 21 e 25 de Novembro.



Bruno Afonso tem sido presença assídua nos trabalhos da selecção Nacional sendo já uma referência na especialidade de canoa.


Os juniores convocados para este estágio são os seguintes:

Carlos Marques – CMCSol
Diogo Quintas - AN Torreira
Diogo Lopes – KCCARade
Fábio Azevedo – Ligadura
Francisco Magalhães - CN Ponte Lima
Hélder Moreira - CN Crestuma
Nuno Quintela - CN Ponte Lima
Samuel Amorim - CN Ponte Lima
Mário Vieira - CN Ponte Lima
Bruno Afonso - CN Mértola
Francisca Laia - CD Patos
Marta Pinto - CN Ponte Lima
Ana Pimenta - CN Ponte Lima
Ana Fradique - Gemeses

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Canoagem - Torneios Abertos em Mértola


3º Troféu Festival do Peixe do Rio


Realiza-se na Barragem de Pedrogão dia 17 de Setembro o 3º Troféu Festival do Peixe do Rio. A prova aberta a todos os perticipantes tem organização da Junta de Freguesia local e do Clube Náutico de Mértola e ainda o apoio da Federação Portuguesa de Canoagem e da Câmara Municipal da Vidigueira.

Os prémios são aliceantes estando em jogo um k1 de iniciação, uma pagaia e um saiote. As inscrições podem ser feitas para dir.náutico@gmail.com

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Intercâmbio Desportivo “Campus de Jovens”



"Inserido no projecto TAG (Turismo Activo Guadiana) irá realizar-se em Mértola, nos dias 12, 13 e 14 de Agosto, um Intercâmbio Desportivo “Campus de Jovens” que contará com cerca de 50 participantes de vários municípios Portugueses e Espanhóis do Baixo Guadiana.

Este encontro visa essencialmente potencializar as relações sociais transfronteiriços e dar a conhecer as condições do concelho para a prática de actividades desportivas de natureza.

A selecção será realizada por ordem de inscrição, e o limite será de 10 participantes por município."

in www.cm-mertola.pt

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Noticia: "Polémica: Portugal sugere que espanhóis conquistem Alentejo"



"Trata-se de uma campanha do Turismo de Portugal. É agressiva, direccionada, bem estruturada e com boa imagem. Até tem site próprio, mas está a causar polémica, tendo suscitado inclusivamente a criação de uma petição pública.

Em causa a campanha lançada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo (ARPTA), que distribuiu cartazes de norte a sul de Espanha (da Galiza à Catalunha, do País Basco a Madrid). Uma bandeira espanhola surge em Tróia e o mote é directo: «Conquista el Alentejo». A mesma estratégia é possível confirmar online, numa página com informações e promoções.

A campanha terá custado 200 mil euros, segundo confirma ao «Correio da Manhã» o presidente da ARPTA, e o objectivo é chamar a atenção para as promoções constantes no site. «Não tem nada de antipatriótico», assegura Vítor Silva.(..)"

Para ler a noticia completa clique aqui




Nós, em Mértola, podemos ficar descansados, porque como podem verificar no site respectivo (http://www.conquistaelalentejo.com/) não aparecemos nas sugestões apresentadas.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Náutico de Mértola em 32 finais classifica-se em 12º lugar no Nacional de velocidade




O Clube Náutico de Mértola participou no passado fim-de-semana no Campeonato Nacional de Velocidade que se disputou na Pista Nacional de Montemor-o-Novo. Esta prova, uma das mais importantes de toda a época desportiva da canoagem portuguesa contou com a participação de 39 clubes, tendo tido lugar 444 regatas com a participação de mais de 180 tripulações.



O Náutico de Mértola fez-se representar por 29 atletas tendo disputado 108 regatas entre as quais 32 finais. Colectivamente classificou-se em 12º lugar a 1 ponto do 10º.



A competição foi vencida pelo Clube Náutico de Ponte de Lima seguido do Clube Náutico de Prado e do Grupo Desportivo de Gemeses.

Aqui fica o resumo das participações do Náutico em Finais.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tripásia: 48/87 Horas

Tripásia: 48/87 Horas: "A intesidade desta viagem reflecte-se na velocidade com que os nossos mantimentos vão sendo consumidos. Uma epopeia que me recorda as 36 hor..."

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Náutico de Mértola já garantiu 29 finais


O Clube Náutico de Mértola está a disputar desde dia 7 o Campeonato Nacional de Velocidade em Montemor-o-Velho. A equipa, composta por 29 atletas já conquistou até ao momento o direito a participar em 29 finais que se começam a disputar já a partir de amanhã. Esta e uma das maiores participações de sempre do Clube Náutico de Mértola.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Náutico de Mértola no Nacional de Velocidade




O Clube Náutico de Mértola participa este fim-de-semana no Campeonato Nacional de Velocidade, uma das principais provas da época desportiva Nacional. A competição tem lugar na Pista Nacional de Montemor-o-Velho e disputa-se entre os dias 7 e 10. 29 atletas estão convocados para participar nesta competição.
Convocatória:

Sénior masc.
- José Justino, Bruno Vitória, Tiago Navarro, Rafael Luz
Sénior fem.
- Inês Miguel
Júnior masc.
- Gonçalo Ferreira, André Jerónimo, Manuel Macias, José Sebastião, Bruno Afonso, André Costa, João Brás, Daniel Guerreiro
Júnior fem.
- Ana Guerreiro, Andreia Valente, Alexandra Vargas, Inês Branco, Liliana Parreira, Joana Baganha, Regina Silvestre, Daniela Mira
Cadete masc.

- Rodrigo Colaço, João Martins, Bernardo Jacob, Francisco Baptista
Infantil masc.
- Rafael Colaço, Daniel Semião, José Afonso, David Fordham

A SUL


Exposição de Fotografia de Adalrich Malzbender
Casa das Artes Mário Elias
6 a 31 de Julho

II Festival da Juventude



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Canoagem: Portugueses conquistam 20 medalhas internacionais


20 são já as medalhas conquistadas este ano pela canoagem portuguesa em importantes provas internacionais, suplantando o máximo de 17 em 2010, tornam-na num invulgar caso de sucesso no desporto português, até porque foram conseguidas com o contributo de 12 atletas.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Resultados provisórios Censos 2011 - Distrito de Beja


Dados retirados do Site: www.censos.ine.pt




De realçar que Mértola foi o concelho que mais população perdeu, logo seguido por Moura e Aljustrel.
De realçar também que, a nivel global, Portugal tem actualmente 10 555 853 habitantes, ou seja, mais 199 736 habitantes que em 2001.