terça-feira, 22 de abril de 2008

X Feira do Mel, Queijo, Pão e Artesanato


A Câmara Municipal de Mértola e a Merturis promovem de 25 a 27 de Abril a X edição da Feira, do Mel, Queijo, Pão e Artesanato, um certame que continua a ser a montra dos produtos tradicionais do concelho, apostando não apenas na sua comercialização mas, sobretudo, na sua valorização e reconhecimento enquanto património vivo do concelho.

Este ano, ao mel queijo e pão do concelho que são sempre uma oportunidade para experimentar os vários sabores produzidos em Mértola, junta-se o artesanato. A animação do recinto da Feira será uma constante com a actuação de diversos grupos de música popular.

A cerimónia de inauguração decorre às 17h00 do dia 25 de Abril e à noite o palco da feira recebe um espectáculo comemorativo da Revolução dos Cravos, intitulado Canto Livre, um tributo a José Afonso e a Adriano Correia de Oliveira.

Sábado e Domingo a Feira abre ao público às 11h00 e a animação musical manter-se-á durante os dois dias.

Paralelamente ao certame, a Merturis promove o Circuito da X Feira do Mel, Queijo e Pão “Mértola: um percurso com gosto”, que irá levar os participantes aos locais de fabrico dos produtos e à sua degustação.



Dia 25
16:00h - Abertura da Feira
16:30h - Animação de Rua e Stands
17:00h - Abertura Oficial
21:30h - Espectáculo Musical Comemorativo do 25 de Abril – CANTO LIVRE – Música Popular Portuguesa – Tributo a José Afonso e Adriano Correia de Oliveira

Dia 26
11:00h - Abertura da Feira
13:00h - Animação de Rua e Stands com o Grupo de Animação Cultural da S. R. de Rio de Moinhos
17:00h – Grupo Coral “Os Caldeireiros de S. João”
- Grupo Coral dos Trabalhadores de Ferreira do Alentejo
18:00h – “O Acordeão em Espectáculo”
21:30h – Grupo de Música Tradicional “Palhas e Moinhas”

Dia 27
10:00h – Abertura de Feira
11:00h – Animação de Rua e Stands
15:00h – Grupo de Música Tradicional “Outra Margem”


quinta-feira, 17 de abril de 2008

O Alentejo - (um texto ignorado?!)


Bonito! Os Alentejanos merecem

Obrigado Ana Isabel pela sua chamada de atenção
(25/02)

Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.

O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.

Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.

Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.

Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.

Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.

D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»

Mas os alentejanos não servem só as grandes causas, nem servem só para as grandes guerras. Não há como um alentejano para desfrutar plenamente dos mais simples prazeres da vida. Por isso, se diz que Deus fez a mulher para ser a companheira do homem. Mas, depois, teve de fazer os alentejanos para que as mulheres também tivessem algum prazer. Na cama e na mesa, um alentejano nunca tem pressa. Daí a resposta de Eva a Adão quando este, intrigado, lhe perguntou o que é que o alentejano tinha que ele não tinha: «Tem tempo e tu tens pressa.» Quem anda sempre a correr, não chega a lado nenhum. E muito menos ao coração de uma mulher. Andar a correr é um problema que os alentejanos, graças a Deus, não têm. Até porque os alentejanos e o Alentejo foram feitos ao sétimo dia, precisamente o dia que Deus tirou para descansar.

E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.

Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.

Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se Hitler e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.

E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis.

Não resisto a contar a minha anedota preferida. Num dia em que chovia muito, o revisor do comboio entrou numa carruagem onde só havia um passageiro. Por sinal, um alentejano que estava todo molhado, em virtude de estar sentado num lugar junto a uma janela aberta. «Ó amigo, por que é que não fecha a janela?», perguntou-lhe o revisor.
«Isso queria eu, mas a janela está estragada.», respondeu o alentejano. «Então por que é que não troca de lugar?» «Eu trocar, trocava... mas com quem?»

Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!

É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?

Texto de
Santana-Maia Leonardo
(Enviado por António Medeiros)

domingo, 6 de abril de 2008

Agrupamento de escola de Mértola cria Blog.


Mais um blog de Mértola disponivel na "blogosfera", desta vez é o Agrupamento de Escolas de Mértola. Aqui fica a noticia e o Link:

sábado, 5 de abril de 2008

Nova Agenda Cultural


Nautico de Mértola em 9º no Campeonato Nacional de Fundo


O Náutico de Mértola classificou-se em 9º lugar no Campeonato Nacional de Fundo, entre 49 clubes participantes. A prova disputou-se no passado fim de semana em Melres Gondomar sendo esta é a melhor classificação dos últimos anos alcançada pelo Clube naquele campeonato.
Individualmente os destaques vão para:
Infantis K1
João Brito - 6º
Maria Lopes - 10º
Cadetes K1
Manuel Macias - 11º
Gonçalo Ferreira - 15º
Luis Godinho - 37º
Cadetes C1
Daniel Guerreiro - 9º
Cadetes K1
Rafael Luz 19º
Cadetes C1
Bruno Vitória 9º
Já na Taça de Portugal Tripulações a classificação colectiva do Clube de Mértola foi mais modesta, tendo alcançado o 26º lugar entre 39 clubes participantes.
Todos os resultados das duas competições em:

Câmara coordena candidatura Rede Urbana do Património para a Competitividade e a Inovação


A Câmara Municipal de Mértola, em parceria com sete autarquias do distrito de Beja, está a preparar uma candidatura ao Programa Polis XXI, com o objectivo de criar uma Rede Urbana do Património para a Competitividade e a Inovação.

Esta rede integra um conjunto de centros urbanos que se associam no âmbito de uma estratégia de cooperação comum com o intuito de criar novas formas de estruturação do território, para inverter a tendência de despovoamento e a perda de competitividade económica que têm assolado os concelhos nas últimas décadas.

Os municípios envolvidos neste processo de cooperação estratégica (Mértola, Serpa, Moura, Beja, Aljustrel, Ourique, Castro Verde e Almodôvar) apostam no património como tema estruturante, como um dos factores de competitividade, de potencial económico e de projecção internacional.

Em termos concretos, este projecto incide no investimento em novas tecnologias de informação e de comunicação para o visitante, ao nível da promoção e divulgação, mas também de equipamentos interactivos como quiosques multimédia e formas inovadoras de controlo e de segurança dos vários sítios patrimoniais de visitação.

Câmara aprova protocolo com Fundação Luís de Molina

A Câmara Municipal de Mértola reunida em sessão ordinária a 26 de Março deliberou, por unanimidade, aprovar o protocolo de colaboração e prestação de serviços a celebrar com a Fundação Luís de Molina, no âmbito da intervenção antropológica que está a decorrer na obra do eixo comercial da vila.
Este protocolo prevê a inventariação de todo o material osteológico humano exumado nas escavações arqueológicas que estão em curso, resultante do movimento de terra na obra de remodelação do eixo comercial. Foram encontrados na Rua Serrão Martins, junto do Cine-teatro Marques Duque, 16 sepulturas, datadas da época paleocristã.

“Uma história não contada?” de Zandre na Casa das Artes Mário Elias


A Câmara Municipal de Mértola inaugura na Casa das Artes Mário Elias, a 9 de Abril, a exposição de pintura “Uma história não contada?” de Zandre.

André Salgueiro, de pseudónimo Zandre, natural de Barrancos, tem um percurso artístico onde constam muitas experiências que tocam o naturalismo e realismo: retracta a sua terra, as suas gentes - homens e mulheres de Barrancos, os animais, a brancura das casas alentejanas, os jovens que restam, que não imigram, e muitos velhos. Representou a planície e as suas azinheiras. Com o tempo foi apurando a técnica de representação figurativa e potenciou-a noutros sentidos estéticos. O seu currículo inclui diversas exposições em Portugal e no estrangeiro, estando também representado em várias colecções particulares.

A exposição apresenta 20 pinturas a óleo e pode ser visitada até 30 de Abril.

Obras no eixo comercial de Mértola


Estão a decorrer já as obras no eixo comercial de Mértola. No decurso das obras de foram encontrados vestígios arqueológicos que datam de períodos distintos e que mais uma vez atestam a importância desta Vila ao longo da História. Em simultâneo com as escavações arqueológicas continuam os trabalhos.

Esta obra que inclui as ruas Dr. Afonso Costa, Serrão Martins e Alves Redol está a ser feita de forma faseada. Os trabalhos iniciaram-se na Rua Alves Redol onde foram descobertas estruturas e cerâmica de época romana, que estão a ser escavadas e estudadas. Na Rua Serrão Martins, próximo do Cine-teatro Marques Duque, foi encontrado um conjunto de sete sepulturas datadas do período paleocristão. Estas estão agora a ser alvo de um cuidadoso estudo e levantamento por arqueólogos e antropólogos, de modo a saber-se quem foram estes habitantes de Mértola, sendo posteriormente removidas. Os trabalhos nesta zona da obra também continuam.


O prazo para a conclusão da empreitada de remodelação do eixo comercial é de 365 dias.